Resistência no PT

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 25/07/2018 às 06:04:00

 

Apesar da ampla maioria do Partido 
dos Trabalhadores defender a ma
nutenção da aliança com o MDB de Jackson Barreto e o PSD do governador Belivaldo Chagas, há uma resistência interna nesse sentido, capitaneado pela tendência Articulação de Esquerda, liderada no Estado pela deputada estadual Ana Lúcia. Nos últimos meses, após a posse de Belivaldo, Ana passou a votar a favor dos projetos do governo, o que não fazia quando Jackson o governador.
Na segunda-feira, por conta do noticiário de que a viúva do ex-governador Marcelo Déda, Eliane Aquino, aceitou o convite para ser candidata a vice-governadora de Belivaldo, setores da Articulação de Esquerda divulgaram uma nota nas redes sociais condenando a coligação. Com o título "A Saída é Pela Esquerda", o professor Rubens Marques, presidente estadual da CUT e pré-candidato da tendência a governador, e o professor Joel Almeida, dirigente do Sintese e pré-candidato ao Senado, divulgaram o seguinte texto:
 "0 assunto que pautou o noticiário no final de semana, foi o anúncio de Eliane Aquino (PT) declarando que aceitou ser vice de Belivaldo Chagas (PSD) ao governo do estado de Sergipe, mesmo antes do partido definir oficialmente a tática eleitoral, até porque 1.300 filiados das diversas correntes do partido assinaram abaixo assinado cobrando realização de um plebiscito para saber se o PT deve inscrever candidaturas majoritárias próprias ou se apoiará candidato de outro partido.
Mostrando desrespeito, a maioria que dirige o partido até aqui não deu encaminhamento a consulta à base como também não convocou reunião para tratar do assunto.
Ressalto que o abaixo assinado está previsto no estatuto do partido. Mínimo de 20% dos filiados que votaram no último PED, e nós ultrapassamos o limite mínimo.
O moderantismo e os interesses individuais estão levando o PT à fazer uma aliança suicida com Belivaldo, continuidade de Jackson Barreto (MDB), pior governador da história de Sergipe.
Quando a vontade de se manter nos espaços institucionais é maior do que o compromisso com o partido, dá nisso, não querem arriscar disputar uma eleição para o governo, mesmo sabendo que na pior das hipóteses fortaleceria o partido para as próximas batalhas e unificaria a sua militância.
Como ainda não há deliberação da tendência petista que sou membro (Articulação de Esquerda), particularmente adianto que não votarei na dupla Belivaldo/Jackson e nem em golpistas, como também em candidatos proporcionais (deputados) que apoiem ou declarem voto a eles.
Não tenho autoridade para falar em nome da direção do SINTESE, até porque não sou dirigente, mas adianto que recebi vários telefonemas de membros da direção dizendo que fazem coro comigo, a exemplo da presidenta Ivonete Cruz, Roberto Silva, Joel Almeida etc.
Esclareço aqui que citei o SINTESE porque assim que a notícia da entrada de Eliane na vice de Belivaldo foi divulgada, o bombardeio contra o sindicato começou, confundindo a entidade sindical com partido político.
Alea jacta est."
Apesar da posição de Rubens Marques e Joel Almeida, nem mesmo a Articulação de Esquerda já tem um plano para as eleições deste ano, a não ser candidatura do vereador Iran Barbosa para a Assembleia Legislativa, na vaga de Ana Lúcia, que anunciou aposentadoria.
A CNB, corrente majoritária do PT tanto a nível nacional quanto em Sergipe, se aliou a tendências menores e tem ampla maioria do diretório estadual que vai definir candidaturas e coligações. Apesar das divergências pontuais com Jackson Barreto, Rogério Carvalho, presidente do PT sergipano, será mesmo o outro candidato a senador na coligação de Belivaldo e Eliane Aquino a candidata a vice-governadora. A única divergência existente hoje entre o PT e os demais partidos da base é em relação a apresentação da chapa de deputado estadual. Setores querem uma chapa própria; aliados defendem a formação de um chapão.
Apesar da reação de parte da Articulação de Esquerda, a coligação deverá ser mantida na festa marcada para o dia cinco de agosto.

Apesar da ampla maioria do Partido  dos Trabalhadores defender a ma nutenção da aliança com o MDB de Jackson Barreto e o PSD do governador Belivaldo Chagas, há uma resistência interna nesse sentido, capitaneado pela tendência Articulação de Esquerda, liderada no Estado pela deputada estadual Ana Lúcia. Nos últimos meses, após a posse de Belivaldo, Ana passou a votar a favor dos projetos do governo, o que não fazia quando Jackson o governador.
Na segunda-feira, por conta do noticiário de que a viúva do ex-governador Marcelo Déda, Eliane Aquino, aceitou o convite para ser candidata a vice-governadora de Belivaldo, setores da Articulação de Esquerda divulgaram uma nota nas redes sociais condenando a coligação. Com o título "A Saída é Pela Esquerda", o professor Rubens Marques, presidente estadual da CUT e pré-candidato da tendência a governador, e o professor Joel Almeida, dirigente do Sintese e pré-candidato ao Senado, divulgaram o seguinte texto:
 "0 assunto que pautou o noticiário no final de semana, foi o anúncio de Eliane Aquino (PT) declarando que aceitou ser vice de Belivaldo Chagas (PSD) ao governo do estado de Sergipe, mesmo antes do partido definir oficialmente a tática eleitoral, até porque 1.300 filiados das diversas correntes do partido assinaram abaixo assinado cobrando realização de um plebiscito para saber se o PT deve inscrever candidaturas majoritárias próprias ou se apoiará candidato de outro partido.
Mostrando desrespeito, a maioria que dirige o partido até aqui não deu encaminhamento a consulta à base como também não convocou reunião para tratar do assunto.
Ressalto que o abaixo assinado está previsto no estatuto do partido. Mínimo de 20% dos filiados que votaram no último PED, e nós ultrapassamos o limite mínimo.
O moderantismo e os interesses individuais estão levando o PT à fazer uma aliança suicida com Belivaldo, continuidade de Jackson Barreto (MDB), pior governador da história de Sergipe.
Quando a vontade de se manter nos espaços institucionais é maior do que o compromisso com o partido, dá nisso, não querem arriscar disputar uma eleição para o governo, mesmo sabendo que na pior das hipóteses fortaleceria o partido para as próximas batalhas e unificaria a sua militância.
Como ainda não há deliberação da tendência petista que sou membro (Articulação de Esquerda), particularmente adianto que não votarei na dupla Belivaldo/Jackson e nem em golpistas, como também em candidatos proporcionais (deputados) que apoiem ou declarem voto a eles.
Não tenho autoridade para falar em nome da direção do SINTESE, até porque não sou dirigente, mas adianto que recebi vários telefonemas de membros da direção dizendo que fazem coro comigo, a exemplo da presidenta Ivonete Cruz, Roberto Silva, Joel Almeida etc.
Esclareço aqui que citei o SINTESE porque assim que a notícia da entrada de Eliane na vice de Belivaldo foi divulgada, o bombardeio contra o sindicato começou, confundindo a entidade sindical com partido político.
Alea jacta est."
Apesar da posição de Rubens Marques e Joel Almeida, nem mesmo a Articulação de Esquerda já tem um plano para as eleições deste ano, a não ser candidatura do vereador Iran Barbosa para a Assembleia Legislativa, na vaga de Ana Lúcia, que anunciou aposentadoria.
A CNB, corrente majoritária do PT tanto a nível nacional quanto em Sergipe, se aliou a tendências menores e tem ampla maioria do diretório estadual que vai definir candidaturas e coligações. Apesar das divergências pontuais com Jackson Barreto, Rogério Carvalho, presidente do PT sergipano, será mesmo o outro candidato a senador na coligação de Belivaldo e Eliane Aquino a candidata a vice-governadora. A única divergência existente hoje entre o PT e os demais partidos da base é em relação a apresentação da chapa de deputado estadual. Setores querem uma chapa própria; aliados defendem a formação de um chapão.
Apesar da reação de parte da Articulação de Esquerda, a coligação deverá ser mantida na festa marcada para o dia cinco de agosto.

 

É a vice

Através do Facebook, a viúva do ex-governador Marcelo Déda, Eliane Aquino (PT), confirmou ontem à tarde a decisão de aceitar disputar a eleição de vice-governadora na chapa do governador Belivaldo Chagas (PSD). Eliane já havia concordado em participar do pleito durante reunião no último sábado, mas aguardava a comunicação oficial ao PT, o que só ocorreu ontem.

 

Mensagem

Eliane abre o texto informando que ia falar sobre decisão. "É sobre decisão. Sobre escolhas e caminhos. No cotidiano da vida precisamos tomar decisões e fazer escolhas. Tenho feito as minhas considerando um grande número de variáveis e dialogando, quase sempre e finalmente, com o universo particular que tomou conta da minha vida desde 2013.", postou.

 

Eleições

E continuou: "Foram dois processos eleitorais e este que está por vir será o terceiro. Em todos eles, o pensamento e a crença nos princípios que sempre nortearam a minha visão como cidadã e como agente de transformações. No percurso, o sentimento real de que a política só faz sentido se for usada em favor daqueles que mais precisam: os esquecidos, os excluídos, os desamparados. Mais do que um sonho, esse sempre foi meu compromisso, que tomou forma ao longo dos anos de convivência e de trabalho desde que iniciei minha trajetória no Terceiro Setor".

 

Complexa

Ela admite que desta vez a decisão foi mais complexa e que teve dúvidas sobre o caminho a seguir. "Porque eu percebi, ao ouvir as pessoas e ao conversar com jovens, mulheres, e com diversos segmentos sociais com os quais convivo, que existem muitas expectativas em relação às minhas escolhas e à minha atuação política. E ao olhar para mim e para os caminhos possíveis, cheguei a pensar em algumas possibilidades para a minha participação no pleito eleitoral deste ano.", explicou.

 

Ultradireita

Depois de ressaltar que não se faz política sem grupo, e não fará política sem analisar as variáveis do PT, "meu partido desde sempre", Eliane Aquino justifica que "num momento em que há uma ofensiva do pensamento ultradireitista no Brasil, entendi que devo dar a minha contribuição para o fortalecimento do meu partido. Aqui em Sergipe, depois de um longo processo de desgastes e cisões, é hora de cada um dar sua cota de colaboração para um novo momento."

 

A razão

"Ao pensar nisso, levei em consideração as candidaturas proporcionais postas, previamente construídas, e importantes para o processo de fortalecimento partidário. Ao olhar todo o contexto, pensei no agrupamento que chegou ao Governo do Estado em 2006, com Marcelo Déda e Belivaldo Chagas, numa campanha belíssima que dialogou com a mudança e inaugurou um novo ciclo de políticas públicas e desenvolvimento em Sergipe, colocando o estado em destaque nacional", ponderou.

 

Ex-vice leal

Aquino explica ainda que "ao fazer esse movimento de resgate, eu reencontrei o sentimento de gratidão, que também me moveu a tomar a decisão de aceitar o convite para ser pré-candidata a vice-governadora na chapa liderada por Belivaldo, ex-vice leal de Marcelo na caminhada que se iniciou em janeiro de 2007 no governo estadual". Segundo Eliane, Belivaldo prometeu a sua participação ampla no governo, " formulando e liderando as políticas sociais com ênfase na inclusão, em ações afirmativas e na geração de emprego e renda, que são prioridades estabelecidas por ele para o seu Governo".

 

Sem encontro

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB) negou ontem que tenha tido qualquer conversa com o presidente estadual do PPS, Clóvis Silveira, sobre as eleições de outubro. "Nem eu nem Valadares Filho tivemos qualquer reunião com o presidente do PPS Clovis Silveira, envolvendo o apoio a deputados federais, ou nomes para compor a chapa majoritária, inclusive a indicação de suplente de senador, em aliança com o PSB", disse o senador, via Twitter. Clóvis Silveira também nega o encontro e que prioriza uma aliança com o senador Amorim e o deputado federal André Moura.

 

Aborto

A consulta pública sobre a sugestão legislativa (SUG 15/2014) que legaliza o aborto voluntário dentro das 12 primeiras semanas de gestação e prevê a realização do procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) virou motivo de uma disputa acirrada entre os usuários da internet, com campanhas estruturadas nas redes sociais para conseguir votos diariamente e evitar que um lado ganhe mais apoio do que o outro. Até o dia 23 de julho, o resultado apontava uma ligeira vantagem para as opiniões contrárias à proposta com pouco mais de 342 mil votos, e perto de 340 mil votos a favor. O Portal do Senado informa que entre os sergipanos que participaram da consulta, 44% disseram sim e 56% não.

 

Entusiasmado

Um dos maiores entusiastas da pré-candidatura de Manuela d'Ávila à Presidência da República, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, comemorou o sucesso da visita da presidenciável à capital sergipana, nesta segunda-feira, 24. O ato político, realizado pelo PCdoB estadual, atraiu centenas de pessoas, que lotaram a Assembleia Legislativa. O governador Belivaldo Chagas (PSD) e o ex-governador Jackson Barreto (PMDB) também compareceram, além de prefeitos e vereadores do PCdoB e lideranças do PT.

 

Com de um ciclo

Para Edvaldo, a presidenciável do PCdoB é o nome ideal para liderar o início de um novo ciclo no país. "O momento atual é o fim de um ciclo político, no qual o país cresceu e se desenvolveu, durante os governos Lula e Dilma. Vivemos, nesta última fase, uma crise política, social, econômica e moral violenta. Esta situação vai exigir de nós, brasileiros, um ajuste de contas com o futuro do nosso país. Teremos esta eleição, que deve ser o momento a partir do qual será possível tirar o país da crise. Está em jogo se o Brasil continua sendo governado pelos neoliberais e elites ou se voltará a ser governado pelas forças populares e democráticas. A candidatura de Manuela representa esta possibilidade. Ela é a cara nova do Brasil que queremos", defendeu.

 

Dignidade

Em seu discurso, a presidenciável do PCdoB defendeu um projeto de desenvolvimento, com investimento público, geração de emprego e distribuição de renda. "Sou a primeira mulher candidata a presidente do PCdoB, que luta para que trabalhadores e trabalhadoras tenham dignidade. O mais importante é derrotar este projeto em curso. Chega de destruição do Brasil. Existem outros caminhos para o país, pois não há política boa para o Brasil, se não for boa para os brasileiros. A minha unidade é a minha unidade com vocês para construirmos um novo projeto de desenvolvimento para este país", declarou.

 

Bandeira

Presente no ato político, o governador Belivaldo Chagas disse que Manuela podia se sentir em casa em Sergipe. "Vamos empunhar a bandeira que você tem defendido para o Brasil", comprometeu-se. O ex-governador Jackson Barreto, por sua vez, destacou "a coragem cívica" da pré-candidata. "Vamos todos, de mangas arregaçadas, fazer valer a vontade popular", afirmou.