Brasil na rede

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Publicada em 25/07/2018 às 06:09:00

 

Não foi à toa que a promulgação 
do Marco Civil da Internet foi 
acompanhada de perto por tanta gente, causando alvoroço nos meios de comunicação e nas redes sociais. O brasileiro é um povo hiper conectado. Somente a desigualdade econômica e social explica, portanto, a ausência de conexão em grande parte dos domicílios brasileiros. Dinheiro pode faltar, mas disposição para se jogar na rede há de sobra.
Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, divulgada ontem pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), cerca de 27 milhões de residências brasileiras estão completamente desconectadas, enquanto outras 42,1 milhões acessam a rede via banda larga ou dispositivos móveis. Esta é uma circunstância econômica, com consequências previsíveis no dia a dia de muita gente.
A internet não é uma terra de faz de conta, sem nenhum ponto de contato com a realidade tangível. Muito ao contrário. Além de ambiente muito atrativo para o comércio de bens e serviços, a rede mundial de computadores é também um grande balcão de ideias.
Pasto para a difusão de todo o tipo de informação - notícia de fato, opinião e calúnia - o Facebook, por exemplo, vem sendo explorado como uma grande arena de debates. Movimentos sociais, Organizações Não Governamentais, artistas e militantes políticos estão praticamente obrigados a alimentar uma interface de interação na rede social criada por Mark Zuckerberg. Ou isso, ou a invisibilidade das pautas defendidas.
 Admirável mundo novo onde, no entanto, as diferenças sociais também produzem reflexos indesejáveis. A preocupação com a inclusão digital, sobretudo dos brasileiros mais jovens, é fundamental para dar corpo às ambições de protagonismo no mundo globalizado. De outro modo, o País estará para sempre conformado a um extrativismo em vias de exaustão, a triste sina de vender matéria prima e comprar bens industrializados.

Não foi à toa que a promulgação  do Marco Civil da Internet foi  acompanhada de perto por tanta gente, causando alvoroço nos meios de comunicação e nas redes sociais. O brasileiro é um povo hiper conectado. Somente a desigualdade econômica e social explica, portanto, a ausência de conexão em grande parte dos domicílios brasileiros. Dinheiro pode faltar, mas disposição para se jogar na rede há de sobra.
Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, divulgada ontem pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), cerca de 27 milhões de residências brasileiras estão completamente desconectadas, enquanto outras 42,1 milhões acessam a rede via banda larga ou dispositivos móveis. Esta é uma circunstância econômica, com consequências previsíveis no dia a dia de muita gente.
A internet não é uma terra de faz de conta, sem nenhum ponto de contato com a realidade tangível. Muito ao contrário. Além de ambiente muito atrativo para o comércio de bens e serviços, a rede mundial de computadores é também um grande balcão de ideias.
Pasto para a difusão de todo o tipo de informação - notícia de fato, opinião e calúnia - o Facebook, por exemplo, vem sendo explorado como uma grande arena de debates. Movimentos sociais, Organizações Não Governamentais, artistas e militantes políticos estão praticamente obrigados a alimentar uma interface de interação na rede social criada por Mark Zuckerberg. Ou isso, ou a invisibilidade das pautas defendidas.
 Admirável mundo novo onde, no entanto, as diferenças sociais também produzem reflexos indesejáveis. A preocupação com a inclusão digital, sobretudo dos brasileiros mais jovens, é fundamental para dar corpo às ambições de protagonismo no mundo globalizado. De outro modo, o País estará para sempre conformado a um extrativismo em vias de exaustão, a triste sina de vender matéria prima e comprar bens industrializados.