Tempo se esgota

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 26/07/2018 às 07:20:00

 

Enquanto o governador Belival
do Chagas (PSD) conseguiu fe
char a chamada 'chapa dos sonhos', com Eliane Aquino (PT) como candidata a vice-governadora, a oposição parece ter sido forçada a dar uma parada em busca de novas alternativas. Além do simbolismo representado por ser a viúva do ex-governador Marcelo Déda, Eliane é uma mulher ativa, ligada a movimentos representativos da sociedade, inclusive das minorias - Mulheres, Negros e LGBTQ.
Eliane Aquino não é uma política tradicional, reforça o nome do ex-presidente Lula na campanha eleitoral em Sergipe e fortaleça a campanha de candidatos petistas que integram a coligação.
A novidade da pré-campanha do senador Eduardo Amorim, candidato do PSDB, foi a negação do seu próprio nome. Toda a estrutura visual de sua campanha trabalha apenas com o nome 'Eduardo', escondendo o 'Amorim' pelo qual sempre foi conhecido e vem participando de sucessivas eleições desde 2006, quando foi eleito deputado federal.
Até a eleição de 2014, quando foi fragorosamente derrotado na disputa pelo governo do Estado por Jackson Barreto, o senador se orgulhava do 'Amorim'. E ainda usava o nome para atrair novos aliados com o argumento de que "honravam compromissos". Passadas as eleições, não cumpriram nada do acertado, perderam dezenas de lideranças e o seu irmão Edivan - considerado a liderança do grupo - acabou se desfazendo até da chamada "Rede Ilha de Rádios", que passava todo o período eleitoral detratando seus adversários.
"Coragem para mudar", o mote utilizado até aqui em suas peças de campanha também chama a atenção. Quem conhece bem o senador Amorim sabe que "coragem" não é uma palavra muita adequada para definir o seu perfil político. Sempre se apresentou como um político subalterno, controlado pelo irmão Edivan que comandava as negociações políticas e usava o seu mandato para obter vantagens, como no caso das suspeitas negociações no Banco do Nordeste.
Há ainda uma divisão clara entre a sua campanha e a do agora principal líder do bloco, o deputado federal André Moura(PSC), candidato ao Senado. André faz uma campanha 'outsider', sem se preocupar com o companheiro de chapa, e participa de poucos atos ligados ao candidato a governador. Existe ainda uma nítida dificuldade em obter um candidato a vice que seja representativo.
No caso do PSB, o maior problema é garantir uma composição que retire o partido do isolamento. O episódio de coligação frustrada com a Rede do Dr. Emerson, que seria o candidato a vice-governador, provocou o recuo do senador Valadares, principal articulador da candidatura do deputado federal Valadares Filho a governador. Candidaturas de pai e filho também dificultam as coligações.
Neste momento o PSB sergipano depende principalmente do rumo a ser tomado pelo partido na eleição presidencial. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já assumiu o compromisso de apoiar candidatos do PSB nos Estados, inclusive em Sergipe, em caso do apoio à candidatura de Ciro Gomes. Parte do PSB não quer essa aliança, caso do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, candidato à reeleição, que gostaria de um acordo com o PT para evitar a candidatura da petista Marília Arraes, que vem despontando como favorita.
A essa altura, o PT sergipano não teria mais condições de migrar para uma aliança com os Valadares, apesar do discurso nacional de prioridade para a candidatura presidencial. Toda a estrutura de campanha do partido está preparada para a coligação com o PSD de Belivaldo e o MDB de Jackson Barreto, com candidatos ao Senado e agora a vice.
Alguns setores do PSB já defendem a apresentação de candidato próprio a presidente, o que poderia inviabilizar a projeto dos Valadares em se transformar numa terceira via competitiva na disputa ao governo estadual.
O tempo de espera e de negociações está se esgotando.

Enquanto o governador Belival do Chagas (PSD) conseguiu fe char a chamada 'chapa dos sonhos', com Eliane Aquino (PT) como candidata a vice-governadora, a oposição parece ter sido forçada a dar uma parada em busca de novas alternativas. Além do simbolismo representado por ser a viúva do ex-governador Marcelo Déda, Eliane é uma mulher ativa, ligada a movimentos representativos da sociedade, inclusive das minorias - Mulheres, Negros e LGBTQ.
Eliane Aquino não é uma política tradicional, reforça o nome do ex-presidente Lula na campanha eleitoral em Sergipe e fortaleça a campanha de candidatos petistas que integram a coligação.
A novidade da pré-campanha do senador Eduardo Amorim, candidato do PSDB, foi a negação do seu próprio nome. Toda a estrutura visual de sua campanha trabalha apenas com o nome 'Eduardo', escondendo o 'Amorim' pelo qual sempre foi conhecido e vem participando de sucessivas eleições desde 2006, quando foi eleito deputado federal.
Até a eleição de 2014, quando foi fragorosamente derrotado na disputa pelo governo do Estado por Jackson Barreto, o senador se orgulhava do 'Amorim'. E ainda usava o nome para atrair novos aliados com o argumento de que "honravam compromissos". Passadas as eleições, não cumpriram nada do acertado, perderam dezenas de lideranças e o seu irmão Edivan - considerado a liderança do grupo - acabou se desfazendo até da chamada "Rede Ilha de Rádios", que passava todo o período eleitoral detratando seus adversários.
"Coragem para mudar", o mote utilizado até aqui em suas peças de campanha também chama a atenção. Quem conhece bem o senador Amorim sabe que "coragem" não é uma palavra muita adequada para definir o seu perfil político. Sempre se apresentou como um político subalterno, controlado pelo irmão Edivan que comandava as negociações políticas e usava o seu mandato para obter vantagens, como no caso das suspeitas negociações no Banco do Nordeste.
Há ainda uma divisão clara entre a sua campanha e a do agora principal líder do bloco, o deputado federal André Moura(PSC), candidato ao Senado. André faz uma campanha 'outsider', sem se preocupar com o companheiro de chapa, e participa de poucos atos ligados ao candidato a governador. Existe ainda uma nítida dificuldade em obter um candidato a vice que seja representativo.
No caso do PSB, o maior problema é garantir uma composição que retire o partido do isolamento. O episódio de coligação frustrada com a Rede do Dr. Emerson, que seria o candidato a vice-governador, provocou o recuo do senador Valadares, principal articulador da candidatura do deputado federal Valadares Filho a governador. Candidaturas de pai e filho também dificultam as coligações.
Neste momento o PSB sergipano depende principalmente do rumo a ser tomado pelo partido na eleição presidencial. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já assumiu o compromisso de apoiar candidatos do PSB nos Estados, inclusive em Sergipe, em caso do apoio à candidatura de Ciro Gomes. Parte do PSB não quer essa aliança, caso do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, candidato à reeleição, que gostaria de um acordo com o PT para evitar a candidatura da petista Marília Arraes, que vem despontando como favorita.
A essa altura, o PT sergipano não teria mais condições de migrar para uma aliança com os Valadares, apesar do discurso nacional de prioridade para a candidatura presidencial. Toda a estrutura de campanha do partido está preparada para a coligação com o PSD de Belivaldo e o MDB de Jackson Barreto, com candidatos ao Senado e agora a vice.
Alguns setores do PSB já defendem a apresentação de candidato próprio a presidente, o que poderia inviabilizar a projeto dos Valadares em se transformar numa terceira via competitiva na disputa ao governo estadual.
O tempo de espera e de negociações está se esgotando.

 

Reação

Apesar de ter sido negado o registro prévio pela direção estadual do PT, o grupo Articulação de Esquerda decidiu manter as pré-candidaturas do professor Rubens Marques, presidente da CUT, ao governo, e do professor Joel Almeida ao Senado. E avisam previamente que mesmo que Eliane Aquino seja confirmada pelo PT como candidata a vice-governadora de Belivaldo Chagas (PSD), não terá o apoio do grupo. 

 

Encontro

O Encontro Estadual do PT que vai definir alianças e candidaturas será realizado neste domingo (29), a partir das 9 horas, no Cotinguiba Esporte Clube. As correntes majoritárias do PT, lideradas por Rogério Carvalho, Márcio Macedo, Eliane Aquino, Francisco Gualberto e João Daniel, entre outros, apoiam a repetição da aliança com o MDB de Jackson Barreto, o PSD de Belivaldo e outros partidos.

 

Esclarecimentos

Por conta do artigo 'Resistência no PT' publicada na Tribuna de ontem, a Professora Ângela Melo, pré-candidata a Deputada Federal pelo PT de Sergipe, encaminhou documento com esclarecimentos, que estão publicados na página 2, seção e-mail. Ângela reafirma a sua candidatura nas eleições de outubro. "Em Conferência de Tática Eleitoral, realizada em 21 de outubro de 2017, a Articulação de Esquerda aprovou uma resolução que definiu pelo lançamento de quatro pré-candidaturas, duas para cargos majoritários (Dudu para Governador e Joel Almeida para o Senado) e duas para cargos proporcionais (Iran Barbosa para Deputado Estadual e eu, Professora Ângela Melo, para Deputada Federal). Ressalto que essa resolução da AE foi amplamente divulgada e tornada pública, tendo sido inclusive enviada à imprensa", ressalta.

 

Bom para o PT

O vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e pré-candidato a deputado federal, Marcio Macedo, comemorou a decisão de Eliane Aquino, de aceitar o convite feito pelo governador Belivaldo Chagas para compor a chapa dele e ser pré-candidata ao Governo de Sergipe. Para Marcio, a definição de Eliane era o que estava faltando para as eleições 2018. "Estou muito feliz com a decisão de Eliane, que é uma grande companheira e militante do PT. A resposta dela é o tempero que estava faltando para colocar o time em campo e ganhar as eleições 2018. A resposta de Eliane é boa para o PT e, principalmente, para o povo sergipano", disse Marcio.

 

Centro Histórico

A realização de um seminário para debater questões que envolvem o Centro Histórico foi tema de encontro nesta quarta-feira, entre o secretário Jorge Santana, o ex-secretário de Estado da Educação, professor Jorge Carvalho, e o presidente da Associação Comercial de Sergipe (Acese), Marco Aurélio Pinheiro. A proposta tem como foco reforçar a aproximação da gestão municipal com os empresários do centro, trabalhando de forma colaborativa diversos aspectos ligados à área. 

 

Novo nome

O prefeito Edvaldo Nogueira sancionou ontem a lei que altera o nome da avenida Heráclito Rollemberg para Empresário José Carlos Silva, fundador da Cosil. Novo nome da via foi uma iniciativa do vereador Nitinho Vitale e atende determinação do MPE de retirar nomes de pessoas vivas de logradouros públicos. A PMA já havia trocado o nome do Mercado Albano Franco para Mercado Maria Virgínia Leite Franco (a sua mãe), mesma denominação dada a sede do Tribunal de Contas, que também homenageava o ex-governador.

 

Resistência

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luciano Bispo (MDB) continua resistindo a cumprir determinação do MPE para retirar o nome do ex-governador João Alves Filho da sede do Poder Legislativo. Segundo juristas, a legislação prevê a consignação de nomes de pessoas vivas nos prédios dos órgãos públicos, desde que precedida por plausível justificativa do mérito e da justiça da láurea concedida, além da aprovação pela comunidade diretamente interessada.

 

Financiamento

Vinte empresas que oferecem plataformas de crowdfunding na internet para arrecadar recursos de pessoas físicas que queiram doar dinheiro para campanhas eleitorais estão habilitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Esta é a primeira vez que o financiamento coletivo será usado nas campanhas. Cada pessoa só pode doar até o limite de 10% de seus rendimentos brutos verificados no ano anterior à eleição. Os pré-candidatos só podem contratar as empresas habilitadas pela Justiça Eleitoral.

 

Transposição

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) voltou a advertir que a transposição não será suficiente se não for acompanhada com a revitalização do rio São Francisco. "O governo federal está vendendo terreno na Lua com a obra da transposição do São Francisco. É que não há rio a ser transposto: o rio está morrendo e não tem recebido recursos para a sua revitalização. O próprio governo chegou a prever R$ 7 bilhões em dez anos, e foi considerado pouco pelo Comitê de Bacias do São Francisco. Mas agora querem dar R$10 bilhões em 30 anos. Isso é para revitalizar nada!", criticou.

 

Orçamento

As duas emendas apresentadas pela CDR ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 (PLN 2/2018) tratam da transposição. A primeira, do senador Paulo Rocha (PT-PA), destina recursos às obras de integração com as bacias dos rios Jaguaribe (Ceará), Piranhas-Açu (Paraíba e do Rio Grande do Norte) e Apodi (Rio Grande do Norte). A segunda, dos senadores Fátima Bezerra e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), beneficia a obra de transposição no Canal do Xingó (Bahia).

 

 Mangabeiras

A Associação das Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai) fará hoje o lançamento do seu Portal e a apresentação do Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe. Será a partir das 9 horas, na Rua Vereador Deocleciano Ramos, 218, Suissa (próximo a Renascença).