Médicos da PMA continuam em greve

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Publicada em 27/07/2018 às 08:23:00

 

Usuários do Sistema Único de Saúde que precisam de assistência médica em unidades administradas pela Prefeitura de Aracaju seguem encontrando dificuldades em virtude da greve deflagradas pela categoria há exatamente uma semana. Com os salários congelados, sem perspectiva de reajuste por parte da administração municipal, médicos seguem de braços cruzados por tempo indeterminado. Conforme destacado pela classe trabalhadora ainda durante o período de suspensões parciais dos serviços, 30% do efetivo profissional segue disponível para atender somente os casos considerados de urgência e emergência.
A fim de evitar maiores transtornos aos pacientes, caso o usuário do sistema não se enquadre integralmente dentro desse quadro clínico, é recomendado que siga para unidades administras pela Secretaria de Estado da Saúde, a exemplo do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A orientação parte do próprio Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), que trava uma batalha junto ao poder público da capital sergipana. Conforme destacado pelo Jornal do Dia desde o início deste mês, o anúncio de reajuste 'zero', e a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, tem contribuído para aquecer ainda mais o conflito.
O problema é que, em meio a essa troca de farpas e lamentações, o cidadão contribuinte que precisa de auxílio médico é o principal prejudicado. Se mostrando compreensivo quanto a aflição dos aracajuanos, João Augusto, presidente do Sindimed, destaca que desde 2016 a classe trabalhadora sofre com a falta de reajuste salarial e contratação de novos profissionais. Uma luta antiga da classe que visa ampliar o quadro funcional e proporcionar aos pacientes do SUS uma atendimento mais versátil em todas as 43 unidades básicas de saúde. Sem reajuste acima do acumulado inflacionário o sindicalista avalia como 'difícil' convencer os colegas a reiniciarem as atividades.
"Essa história de que a prefeitura não possui condições de reajustar os salários dos servidores municipais, muito menos contratar novos profissionais por meio de concurso é um discurso antigo que ouvimos desde janeiro do ano passado. O fato de muitos pacientes compreenderem a nossa luta democrática e consistente é a principal forma de demonstrar quem realmente está prejudicando o sistema", declarou o sindicalista que concluiu dizendo: "sem valorizar o trabalhador e o paciente não tem como oferecer ao povo uma saúde de qualidade como o prefeito diz desejar".
Contraponto - Por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde informou que: a PMA já se reuniu diversas vezes com o Sindimed este ano para conversar sobre a situação financeira de Aracaju, e que durante todos os encontros foram apresentadas planilhas de gastos com regularização de pagamentos e dívidas com os servidores deixadas pela administração passada. Apenas na Saúde, essas regularizações têm gerado um impacto financeiro, que somados a outros gastos, atingem um déficit mensal de R$ 5 milhões, o que inviabiliza reajustes neste momento para as categorias que compõem o SUS de Aracaju.
Mesmo assim, Prefeitura tem honrado com o pagamento dos salários em dia, sendo julho o quarto mês consecutivo em que os depósitos são realizados antes da data prevista. Sobre o cadastro de pessoas jurídicas para prestação de alguns serviços, a SMS informa que a ação representa a responsabilidade social da gestão, uma vez que ela objetiva assistir os usuários que se encontram nas filas para consultas e exames. A medida possui aparato legal e já é aplicada em diversos outros estado do país.
Por fim, a SMS espera que a categoria médica se sensibilize com a situação dos usuários da rede básica de Saúde, e que reconheça as ações de reestruturação promovidas pela atual gestão do município. (Milton Alves Júnior)

Usuários do Sistema Único de Saúde que precisam de assistência médica em unidades administradas pela Prefeitura de Aracaju seguem encontrando dificuldades em virtude da greve deflagradas pela categoria há exatamente uma semana. Com os salários congelados, sem perspectiva de reajuste por parte da administração municipal, médicos seguem de braços cruzados por tempo indeterminado. Conforme destacado pela classe trabalhadora ainda durante o período de suspensões parciais dos serviços, 30% do efetivo profissional segue disponível para atender somente os casos considerados de urgência e emergência.
A fim de evitar maiores transtornos aos pacientes, caso o usuário do sistema não se enquadre integralmente dentro desse quadro clínico, é recomendado que siga para unidades administras pela Secretaria de Estado da Saúde, a exemplo do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A orientação parte do próprio Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), que trava uma batalha junto ao poder público da capital sergipana. Conforme destacado pelo Jornal do Dia desde o início deste mês, o anúncio de reajuste 'zero', e a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, tem contribuído para aquecer ainda mais o conflito.
O problema é que, em meio a essa troca de farpas e lamentações, o cidadão contribuinte que precisa de auxílio médico é o principal prejudicado. Se mostrando compreensivo quanto a aflição dos aracajuanos, João Augusto, presidente do Sindimed, destaca que desde 2016 a classe trabalhadora sofre com a falta de reajuste salarial e contratação de novos profissionais. Uma luta antiga da classe que visa ampliar o quadro funcional e proporcionar aos pacientes do SUS uma atendimento mais versátil em todas as 43 unidades básicas de saúde. Sem reajuste acima do acumulado inflacionário o sindicalista avalia como 'difícil' convencer os colegas a reiniciarem as atividades.
"Essa história de que a prefeitura não possui condições de reajustar os salários dos servidores municipais, muito menos contratar novos profissionais por meio de concurso é um discurso antigo que ouvimos desde janeiro do ano passado. O fato de muitos pacientes compreenderem a nossa luta democrática e consistente é a principal forma de demonstrar quem realmente está prejudicando o sistema", declarou o sindicalista que concluiu dizendo: "sem valorizar o trabalhador e o paciente não tem como oferecer ao povo uma saúde de qualidade como o prefeito diz desejar".

Contraponto - Por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde informou que: a PMA já se reuniu diversas vezes com o Sindimed este ano para conversar sobre a situação financeira de Aracaju, e que durante todos os encontros foram apresentadas planilhas de gastos com regularização de pagamentos e dívidas com os servidores deixadas pela administração passada. Apenas na Saúde, essas regularizações têm gerado um impacto financeiro, que somados a outros gastos, atingem um déficit mensal de R$ 5 milhões, o que inviabiliza reajustes neste momento para as categorias que compõem o SUS de Aracaju.
Mesmo assim, Prefeitura tem honrado com o pagamento dos salários em dia, sendo julho o quarto mês consecutivo em que os depósitos são realizados antes da data prevista. Sobre o cadastro de pessoas jurídicas para prestação de alguns serviços, a SMS informa que a ação representa a responsabilidade social da gestão, uma vez que ela objetiva assistir os usuários que se encontram nas filas para consultas e exames. A medida possui aparato legal e já é aplicada em diversos outros estado do país.
Por fim, a SMS espera que a categoria médica se sensibilize com a situação dos usuários da rede básica de Saúde, e que reconheça as ações de reestruturação promovidas pela atual gestão do município. (Milton Alves Júnior)