Bandeira vermelha

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Publicada em 28/07/2018 às 05:53:00

 

A inflação controlada não enga
na ninguém: no que depender 
do governo federal, o orçamento doméstico das famílias brasileiras vai continuar apertado. Ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou a bandeira vermelha nas contas de energia. Hoje, as tarifas públicas são as únicas a sofrer reajustes quase todos os dias.
Assim, sempre sobra mês no fim do salário. A crise deflagrada pela política de preços praticada pela Petrobras, responsável pela interdição de grande parte das estradas brasileiras, em episódio recente, não é de todo estranha ao trabalhador que passa ao largo dos postos de gasolina, espremido em ônibus caindo aos pedaços. A impressão corrente é de que o preço do botijão gás e a conta de energia sobem um dia sim, outro também.
O caso da energia elétrica é exemplar. Agosto será o terceiro mês seguido com a bandeira tarifária no patamar mais caro. A cobrança extra de R$ 5 para cada 100 kWh começou em junho. E, pelo andor da carruagem, com a crise hídrica somando-se à econômica, a impressão mais saliente é de que a tarifa nunca mais vai baixar.
As contas fixadas por decisão do governo foram as que mais subiram, ao longo dos últimos meses. O reajuste aprovado na tarifa de energia elétrica ao fim do ano passado, por exemplo, chegou ao percentual escandaloso de 43% sobre o valor da bandeira então praticada, muito acima da inflação. Falta tato. É também por medidas assim, inclementes, insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, que o governo Temer tem a pior taxa de aprovação já registrada na história.

A inflação controlada não enga na ninguém: no que depender  do governo federal, o orçamento doméstico das famílias brasileiras vai continuar apertado. Ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou a bandeira vermelha nas contas de energia. Hoje, as tarifas públicas são as únicas a sofrer reajustes quase todos os dias.
Assim, sempre sobra mês no fim do salário. A crise deflagrada pela política de preços praticada pela Petrobras, responsável pela interdição de grande parte das estradas brasileiras, em episódio recente, não é de todo estranha ao trabalhador que passa ao largo dos postos de gasolina, espremido em ônibus caindo aos pedaços. A impressão corrente é de que o preço do botijão gás e a conta de energia sobem um dia sim, outro também.O caso da energia elétrica é exemplar. Agosto será o terceiro mês seguido com a bandeira tarifária no patamar mais caro. A cobrança extra de R$ 5 para cada 100 kWh começou em junho. E, pelo andor da carruagem, com a crise hídrica somando-se à econômica, a impressão mais saliente é de que a tarifa nunca mais vai baixar.
As contas fixadas por decisão do governo foram as que mais subiram, ao longo dos últimos meses. O reajuste aprovado na tarifa de energia elétrica ao fim do ano passado, por exemplo, chegou ao percentual escandaloso de 43% sobre o valor da bandeira então praticada, muito acima da inflação. Falta tato. É também por medidas assim, inclementes, insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, que o governo Temer tem a pior taxa de aprovação já registrada na história.