21ª Missa do Cangaço mantém acesas as memórias de Lampião e seu bando

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A missa do cangaço reuniu centenas de pessoas na Grota do Angico
A missa do cangaço reuniu centenas de pessoas na Grota do Angico

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Publicada em 31/07/2018 às 07:45:00

 

Na manhã do último 
sábado, 28, foi cele-
brada a 21ª Missa do Cangaço, no Monumento Natural Grota do Angico (Mona) ? unidade de conservação gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), na divisa dos municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, sertão do Estado.
O evento, promovido por familiares de Lampião, marca o 80º aniversário da morte de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como "Lampião", executado em 28 de julho de 1938 na grota, ao lado de sua esposa, Maria Bonita, e de seu bando, depois de emboscada policial.
Na Grota, existe um memorial com cruzes fincadas em rochas, demarcando o local exato em que os corpos dos cangaceiros foram encontrados. A missa já entrou para o calendário de ecoturismo do Estado e visa celebrar e preservar as indissociáveis memórias de Lampião e do Cangaço. Quem participa, é remetido, involuntariamente, ao dia do massacre, naquele local envolto a ribanceiras, cercado por veredas, chão pedregoso e coberto por catingueiras e macambiras.
A celebração foi interrompida, por alguns instantes, pelo Grupo de Teatro e Xaxado na Pisada de Lampião, que existe há 21 anos. Vestidos de cangaceiros, eles chegaram sorrateiros ribanceira abaixo, acordando a caatinga com o estampido do bacamarte, promovendo excitação do público - formado por pesquisadores, historiadores e turistas de várias partes. Na ocasião, o grupo encenou o momento em que Lampião e seu bando foram atocaiados pelas tropas alagoanas, só que, desta vez, ao contrário: foram os cangaceiros que surpreenderam a todos.
No meio do altar improvisado, eles recitaram poesias ao estilo "repente", saudando o Rei do Cangaço, a força dos nordestinos e a vida sofrida do sertanejo, além de exaltar um estilo musical que pode ser traduzido como a trilha sonora da caatinga: o Xaxado.
Para o gestor da Semarh, Olivier Chagas, o evento une história nordestina e a preservação do bioma caatinga. "A missa é o resgate da cultura nordestina da cultura do Cangaço, da nossa história. E o melhor, dentro da nossa unidade de conservação. Então, é um casamento perfeito: preservação da caatinga, por meio de ação do Estado de Sergipe, e também a preservação do Cangaço, que tem tudo a ver com a nossa tradição", avaliou.

Na manhã do último  sábado, 28, foi cele- brada a 21ª Missa do Cangaço, no Monumento Natural Grota do Angico (Mona) ? unidade de conservação gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), na divisa dos municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, sertão do Estado.
O evento, promovido por familiares de Lampião, marca o 80º aniversário da morte de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como "Lampião", executado em 28 de julho de 1938 na grota, ao lado de sua esposa, Maria Bonita, e de seu bando, depois de emboscada policial.
Na Grota, existe um memorial com cruzes fincadas em rochas, demarcando o local exato em que os corpos dos cangaceiros foram encontrados. A missa já entrou para o calendário de ecoturismo do Estado e visa celebrar e preservar as indissociáveis memórias de Lampião e do Cangaço. Quem participa, é remetido, involuntariamente, ao dia do massacre, naquele local envolto a ribanceiras, cercado por veredas, chão pedregoso e coberto por catingueiras e macambiras.
A celebração foi interrompida, por alguns instantes, pelo Grupo de Teatro e Xaxado na Pisada de Lampião, que existe há 21 anos. Vestidos de cangaceiros, eles chegaram sorrateiros ribanceira abaixo, acordando a caatinga com o estampido do bacamarte, promovendo excitação do público - formado por pesquisadores, historiadores e turistas de várias partes. Na ocasião, o grupo encenou o momento em que Lampião e seu bando foram atocaiados pelas tropas alagoanas, só que, desta vez, ao contrário: foram os cangaceiros que surpreenderam a todos.
No meio do altar improvisado, eles recitaram poesias ao estilo "repente", saudando o Rei do Cangaço, a força dos nordestinos e a vida sofrida do sertanejo, além de exaltar um estilo musical que pode ser traduzido como a trilha sonora da caatinga: o Xaxado.
Para o gestor da Semarh, Olivier Chagas, o evento une história nordestina e a preservação do bioma caatinga. "A missa é o resgate da cultura nordestina da cultura do Cangaço, da nossa história. E o melhor, dentro da nossa unidade de conservação. Então, é um casamento perfeito: preservação da caatinga, por meio de ação do Estado de Sergipe, e também a preservação do Cangaço, que tem tudo a ver com a nossa tradição", avaliou.