Médicos do Município decidem continuar com a greve

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MÉDICOS DA PMA CONTINUAM PARADOS E PEDEM REAJUSTE
MÉDICOS DA PMA CONTINUAM PARADOS E PEDEM REAJUSTE

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Publicada em 03/08/2018 às 08:01:00

 

Milton Alves Júnior
Profissionais da medicina que prestam serviço em unidades básicas de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju (PMA) seguem em greve por tempo indeterminado. De braços cruzados desde a segunda-feira da semana passada, a manutenção da paralisação foi aprovada na manhã de ontem durante assembleia extraordinária da categoria. Apenas 30% do efetivo seguem atendendo aos cidadãos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme garantido pela direção do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), os atendimentos aos casos de urgência e emergência permanece sem alterações na escala.
Os grevistas consideram inadmissível que a gestão municipal permaneça ofertando reajuste 'zero' aos trabalhadores, e continue valorizando o sistema de 'pejotização' (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público. Com o salário congelado há dois anos e a falta de perspectiva para novo concurso, os médicos reafirmam o desejo de manter a mobilização até que os pleitos sejam devidamente atendidos. 
Ainda durante a assembleia, ficou definido que a categoria realizará ato público na capital sergipana na terça-feira, 7, e nova assembleia na quinta-feira, 9. "Nos reuniremos novamente na sede do Sindicato dos Médicos de Sergipe para que possamos avaliar os possíveis avanços e deliberar se encerraremos, ou manteremos a greve. A paciência chegou ao ápice do limite e não podemos aceitar tamanho desrespeito com os médicos e com os pacientes", declarou João Augusto de Oliveira, presidente do Sindimed. 
Em virtude da continuidade do movimento, o sindicato recebeu na manhã de ontem do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) um pedido de apresentação de documentos relacionados à luta da categoria e das atas de cada assembleia. O pedido partiu do desembargador Diógenes Barreto, que vai julgar um pedido impetrado pela PMA para decretar a ilegalidade da greve. Essa demanda foi repassada para a assessoria jurídica e será respondida até a manhã da próxima segunda-feira.
Os grevistas destacam um levantamento apresentado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostrando que a Prefeitura possui condições financeiras para atender o pleito da categoria. Diante dos dados favoráveis à classe trabalhadora, João Augusto pontuou garantindo que a unificação das forças permanece e que aguarda 'pulso firme' por parte dos vereadores aracajuanos. A pressão contra os parlamentares será justamente na terça-feira pela manhã em frente à Câmara Municipal de Aracaju. "Os dados do Dieese chegaram justamente para confirmar o que já havíamos previsto" basta agora o prefeito atender às nossas reivindicações e contribuir para que a greve seja suspensa. Esperamos que os vereadores compreendam nossa luta e colabore para a qualificação do sistema", afirmou.

Profissionais da medicina que prestam serviço em unidades básicas de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju (PMA) seguem em greve por tempo indeterminado. De braços cruzados desde a segunda-feira da semana passada, a manutenção da paralisação foi aprovada na manhã de ontem durante assembleia extraordinária da categoria. Apenas 30% do efetivo seguem atendendo aos cidadãos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme garantido pela direção do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), os atendimentos aos casos de urgência e emergência permanece sem alterações na escala.
Os grevistas consideram inadmissível que a gestão municipal permaneça ofertando reajuste 'zero' aos trabalhadores, e continue valorizando o sistema de 'pejotização' (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público. Com o salário congelado há dois anos e a falta de perspectiva para novo concurso, os médicos reafirmam o desejo de manter a mobilização até que os pleitos sejam devidamente atendidos. 
Ainda durante a assembleia, ficou definido que a categoria realizará ato público na capital sergipana na terça-feira, 7, e nova assembleia na quinta-feira, 9. "Nos reuniremos novamente na sede do Sindicato dos Médicos de Sergipe para que possamos avaliar os possíveis avanços e deliberar se encerraremos, ou manteremos a greve. A paciência chegou ao ápice do limite e não podemos aceitar tamanho desrespeito com os médicos e com os pacientes", declarou João Augusto de Oliveira, presidente do Sindimed. 
Em virtude da continuidade do movimento, o sindicato recebeu na manhã de ontem do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) um pedido de apresentação de documentos relacionados à luta da categoria e das atas de cada assembleia. O pedido partiu do desembargador Diógenes Barreto, que vai julgar um pedido impetrado pela PMA para decretar a ilegalidade da greve. Essa demanda foi repassada para a assessoria jurídica e será respondida até a manhã da próxima segunda-feira.
Os grevistas destacam um levantamento apresentado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostrando que a Prefeitura possui condições financeiras para atender o pleito da categoria. Diante dos dados favoráveis à classe trabalhadora, João Augusto pontuou garantindo que a unificação das forças permanece e que aguarda 'pulso firme' por parte dos vereadores aracajuanos. A pressão contra os parlamentares será justamente na terça-feira pela manhã em frente à Câmara Municipal de Aracaju. "Os dados do Dieese chegaram justamente para confirmar o que já havíamos previsto" basta agora o prefeito atender às nossas reivindicações e contribuir para que a greve seja suspensa. Esperamos que os vereadores compreendam nossa luta e colabore para a qualificação do sistema", afirmou.