Desculpe o modo

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Publicada em 04/08/2018 às 07:21:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Segundo Nelson Ro-
drigues, o que não se 
repete permanece inédito. E como nada mudou desde quando a dupla Chiko Queiroga e Antônio Rogério comemorou quinze anos de estrada, em 2013, esta página fica à vontade para reafirmar o próprio ponto de vista: Entronado nas próprias conquistas, nenhum artista pronuncia algo de serventia sobre o aqui e agora de sua gente. 
Um sujeito maldoso poderia afirmar que Chiko Queiroga e Antônio Rogério montaram na serpente cantada desde quando eu me entendo por gente, tomaram gosto pela brincadeira e nunca mais apearam da bicha. Não faltaria com a verdade. A dupla tem uns bons vinte anos de estrada, mas há pelo menos uma década - 'Cor de Laranja', um dos discos mais preciosos do cancioneiro sergipano, último rebento criativo digno da palavra, foi lançado por Queiroga em 1990 - que suas canções negam o azedume das ruas. 
Não se trata aqui de negar os feitos alheios. Poucos músicos podem se gabar de uma lista tão extensa de títulos gravados na memória coletiva. 'A Mestiça', 'Serpente', 'Desculpe o Modo', 'Luz do Sol' e 'Chuva de Verão' atestam que, em determinado momento, o trabalho dos dois encontrou ressonância no oco afetivo dos seus. Infelizmente, eles já não têm o que dizer pra gente. 
Chiko Queiroga e Antônio Rogério ocuparam todos os espaços disponíveis na terrinha, tocaram nos principais palcos do Brasil e do mundo, realizaram turnês na Europa e nas Américas, visitaram os Estados Unidos, Guatemala, Honduras e Paris e participam anualmente do Festival de Jazz de New Orleans. Entre tantas idas e vindas, contudo, parecem ter esquecido de futucar o umbigo dos dias.
Ou, como diria o sambista, atento e forte, mesmo depois de velho: "O tempo passou na janela e só Carolina não viu".
Chiko Queiroga e Antônio Rogério no Sarau InspiraSons:
Sábado, 4 de agosto, 20h, na Reciclaria Casa de Artes.

Segundo Nelson Ro- drigues, o que não se  repete permanece inédito. E como nada mudou desde quando a dupla Chiko Queiroga e Antônio Rogério comemorou quinze anos de estrada, em 2013, esta página fica à vontade para reafirmar o próprio ponto de vista: Entronado nas próprias conquistas, nenhum artista pronuncia algo de serventia sobre o aqui e agora de sua gente. 
Um sujeito maldoso poderia afirmar que Chiko Queiroga e Antônio Rogério montaram na serpente cantada desde quando eu me entendo por gente, tomaram gosto pela brincadeira e nunca mais apearam da bicha. Não faltaria com a verdade. A dupla tem uns bons vinte anos de estrada, mas há pelo menos uma década - 'Cor de Laranja', um dos discos mais preciosos do cancioneiro sergipano, último rebento criativo digno da palavra, foi lançado por Queiroga em 1990 - que suas canções negam o azedume das ruas. 
Não se trata aqui de negar os feitos alheios. Poucos músicos podem se gabar de uma lista tão extensa de títulos gravados na memória coletiva. 'A Mestiça', 'Serpente', 'Desculpe o Modo', 'Luz do Sol' e 'Chuva de Verão' atestam que, em determinado momento, o trabalho dos dois encontrou ressonância no oco afetivo dos seus. Infelizmente, eles já não têm o que dizer pra gente. 
Chiko Queiroga e Antônio Rogério ocuparam todos os espaços disponíveis na terrinha, tocaram nos principais palcos do Brasil e do mundo, realizaram turnês na Europa e nas Américas, visitaram os Estados Unidos, Guatemala, Honduras e Paris e participam anualmente do Festival de Jazz de New Orleans. Entre tantas idas e vindas, contudo, parecem ter esquecido de futucar o umbigo dos dias.
Ou, como diria o sambista, atento e forte, mesmo depois de velho: "O tempo passou na janela e só Carolina não viu".
Chiko Queiroga e Antônio Rogério no Sarau InspiraSons:Sábado, 4 de agosto, 20h, na Reciclaria Casa de Artes.