Sujeira em escola prejudica estudantes

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Os estudantes vão denunciar a situação no MPE
Os estudantes vão denunciar a situação no MPE

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Publicada em 07/08/2018 às 05:25:00

Mais de 800 adolescentes estudantes do Colégio Estadual Professor Gonçalo Rollemberg Leite enfrentam diariamente a dura rotina de, assim que chegam na unidade escolar, precisam higienizar as salas de aulas. Isso ocorre em virtude da infestação de ratos e baratas que dominam a escola há mais de seis meses. Situação angustiante enfrentado também por professores e copeiras que se deparam com a necessidade de remover fezes espalhadas durante a madrugada. Além do mau cheiro, o risco de doença amplia a insatisfação com o descaso público.

Paralelo à infestação dos animais, os denunciantes - os quais solicitaram que o Jornal do Dia mantivesse o anonimato, alegam que faltam materiais de limpeza e proteção individual como luvas e máscaras. Para ter acesso ao conteúdo didático, os jovens precisam cobrir as mãos com sacos plásticos, cobrir o nariz com a farda e em seguida remover as fezes. Também sem desejar ter o nome divulgado, docentes lamentaram que o problema, apesar dos comunicados protocolados junto à Secretaria de Estado da Educação, continue persistindo.

Em contraponto a Seed garantiu que que a escola no bairro Grageru, zona Sul de Aracaju, passou por dedetização e desratização na quarta-feira da semana passada, dia 1°, e que as fezes sobre as carteiras possam ter ocorrido após o processo para eliminar os ratos. A expectativa por parte dos gestores públicos é que a situação seja qualificada ainda essa semana quando o serviço de imunização começa a obter o efeito desejado. No quesito ausência de materiais de limpeza, a pasta informou que tem realizado a distribuição conforme solicitado pela escola, e que irá buscar informações se estão precisando de mais utensílios.

Enquanto o cenário não apresenta melhoria, um estudante matriculado no ensino médio destaca que: "a escola já tem problemas estruturais - se você observar tem infiltrações, cadeiras quebradas e pontos de ferrugem, a equipe de professores é pequena e desde o início do ano a gente vem percebendo bosta de rato nas cadeiras e nas mesas dos professores. É um a imundice que deixa todo mundo com medo de ficar doente". Os estudantes prometem denunciar oficialmente o caso junto ao Ministério Público Estadual caso o problema não seja definitivamente solucionado até a próxima sexta-feira, 10.