Eleições 2018: time escalado

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Publicada em 07/08/2018 às 05:45:00

Com o fim do prazo das convenções partidárias para homologação de candidaturas e alianças, no último domingo, 5, Sergipe tem nove candidatos a governador nas eleições deste ano. E o país tem 15 candidatos a presidente da República.

Vão disputar o governo: Belivaldo Chagas (PSD), Dr Emerson (Rede), Eduardo Amorim (PSDB), Gilvani Alves (PSTU), João Tarantela (PSL), Márcio Souza (PSOL), Mendonça Prado (DEM), Milton Andrade (PMN) e Valadares Filho (PSB).

Gilvani Alves é a única candidata mulher a concorrer ao governo. Já Belivaldo Chagas, Valadares Filho, Márcio Souza e Milton Andrade terão mulheres como candidata a vice-governadora.

Belivaldo tem Eliane Aquino (PT) como vice, Valadares Filho tem Silvia Fontes (PDT), Márcio Souza tem Simone Rocha (PSOL) e Milton Andrade a Rafaela Souza (PMN).

Só os três candidatos a governador que estão à frente nas pesquisas de intenções de votos vão para a disputa com a chapa completa, com dois senadores. O PSOL também tem dois candidatos a senador, os demais partidos apenas um.

Eduardo Amorim vai para eleição tendo Ivan Leite (PRB) como candidato a vice e para o Senado André Moura (PSC) e Heleno Silva (PRB); Valadares Filho vai com Silvia Fontes de vice e tendo como candidatos a senador Valadares (PSB) e Henri Clay (PPL); Belivaldo tem Eliane Aquino (PT) como vice e como candidatos ao Senado Jackson Barreto (MDB) e Rogério Carvalho (PT). Já o nanico Márcio Souza disputa a eleição tendo Simone Rocha como vice e concorrendo ao Senado Josimário Mick e Sônia Meire, ambos do PSOL.

Os outros cinco candidatos a governador vão para a disputa com apenas um candidato a senador. Dr Emerson tem como vice Antônio de Deus e como candidato ao Senado Alessandro Vieira (REDE); Mendonça Prado tem como vice Jorge Husek (DEM) e Reynaldo Nunes (PV) como candidato a senador; Gilvani Alves tem como vice Djenal Prado (PSTU) e como candidato ao Senado Clakson Araújo (PSTU); Milton Andrade tem como vice Rafaela Soares (PMN) e como candidato a senador Adelson Alves (Patriota); e João Tarantela vai para as eleições com Hélio Rubens (PSL) como vice e como candidato ao Senado Clarkson Araújo (PSTU). 

Desses nove candidatos a governador vão para a disputa com chapa puro sangue Dr Emerson (Rede), Gilvani Santos (PSTU) e João Tarantela (PMN).

Com o time escalado com o fim das convenções partidárias, os nove candidatos a governador e os 15 candidatos a presidente da República entram em campo a partir de 16 de agosto, quando inicia a propaganda eleitoral.

Será somente a partir do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, que começa dia 31 de agosto, que a eleição começará a se definir, uma vez que as pesquisas eleitorais apontam um empate técnico entre os principais candidatos a governador e a senador.

Agora é aguardar o início da propaganda eleitoral e a abertura das urnas em 7 de outubro...

 

Fim das convenções

Os candidatos a governador Belivaldo Chagas (PSD) e Mendonça Prado (DEM) e os partidos da base aliada realizaram suas convenções partidárias no último domingo, 5, prazo final para as convenções de acordo com a legislação eleitoral.

Fim do impasse 1

Belivaldo conseguiu resolver o problema da chapinha e chapão, possibilitando que a convenção ocorresse no clima de tranquilidade e muita euforia.  Dos nove partidos que integram sua coligação, haverá apenas uma chapinha para deputado estadual com quatro partidos: Podemos, Avante, PHS e PSDC.

Fim do impasse 2

Foi resolvido o problema com o PCdoB, que também queria fazer parte da chapinha, e do PT, que já tinha definido em Encontro Estadual que não sairia sozinho para deputado estadual e integraria o chapão. O entendimento desses dois partidos é que teriam melhor resultado nas urnas não integrando o chapão.

Coligação de Belivaldo

Na convenção partidária, Belivaldo Chagas homologou uma aliança com nove partidos: PSD, PT, MDB, PCdoB, PP, PHS, PSDC, Podemos e Avante. O nome da coligação é “Superar os desafios e construir um futuro melhor”.

Convenções

No domingo, Belivaldo, a vice Eliane Aquino e os candidatos ao Senado Jackson Barreto e Rogério Carvalho foram à convenção do MDB, PT, PP, PHS e PSDC antes de se dirigirem para a do PSD, realizada no Cotinguiba Esporte Clube. Em seu discurso, Belivaldo fez um balanço de sua gestão à frente do governo e teceu críticas aos adversários.

Fogo inimigo 1

Alfinetando o ex-aliado Valadares (PSB), Belivaldo disse em seu discurso: “Nesse cangote aqui traíra não monta. Eu coordenei a campanha de 2014, tinha acabado de me eleger vice-governador pela segunda vez e o senador Valadares propôs na manhã do dia seguinte que o PSB apoiasse outro candidato [Aécio Neves], que não era Dilma Rousseff”. Contou que disse que Valadares votasse com Aécio que ele votaria com Dilma. “Por isso querem hoje me chamar de traíra. Sou não, sou coerente e em nome da coerência aqui estou. E talvez pela coerência o destino tenha mim reservado de estar governador e participando da reeleição ao lado dos meus verdadeiros amigos”.

Fogo inimigo 2

Prossegue Belivaldo: “É fácil chegar agora e dizer que é candidato para dar fim a esse desgoverno. Ao qual desgoverno está se referindo? Quero crer que se referiu ao desgoverno Temer, que eles foram dizer amém em troca de cargos da Codevasf. Hoje quando a gente percorre as ruas e vem alguém reclamar do preço do botijão de gás lá existe o V de Valadares, golpista. Se hoje a gente vê a pessoa reclamar do desemprego lá tem a digital de Amorim. Se reclamam do desgoverno lá tem a digital de André Moura. Eles, juntos, contribuíram para destruir o Brasil, e como Sergipe não é uma ilha sofremos as consequências”.   

Vexame

Na convenção de homologação de Belivaldo o único momento tenso foi quando do discurso do deputado federal Laércio Oliveira, que falou como líder do PP. Uma galera do PT se referiu a ele como “golpista”, tendo o mal estar sido contornado com os gestos de Belivaldo, Jackson Barreto e Eliane Aquino para que parassem.  Também não faltaram os gritos de “Lula livre”.

Dor de cabeça 1

Mendonça Prado enfrentou problemas um dia antes da sua convenção. Sofreu ameaça de intervenção do DEM nacional para que não registrasse sua candidatura a governador. Foi preciso a intervenção do prefeito de Salvador, ACM Neto, membro da executiva nacional, para impedir que isso se concretizasse.

Será?

A coluna recebeu informações de que o pedido de intervenção teria sido arquitetado por Edivan Amorim, irmão do candidato a governador Eduardo Amorim (PSDB).  A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) teria assinado um documento entregue pela filha Cristina, ex-esposa de Edivan, propondo a intervenção, o que levou a Executiva Nacional a marcar uma reunião para tomar essa decisão na sexta à noite, que acabou sendo abortada por ACM Neto, que foi acionado por Mendonça Prado. Segundo a fonte, a senadora teria assinado o documento sem conhecer o seu teor.

Nega

De Edivan Amorim ao ser questionado ontem pela coluna se teria agido para haver intervenção no DEM: “Não tem perigo amiga, não tenho o menor interesse nisso e acho injusto se assim fosse feito. Acho que todos que desejam ser candidato devem ter o direito. Alguém está passando informação sem qualquer fundamento. Não me envolvo nisso para ninguém, cada um que siga o seu destino”.

De surpresa

A filha de João Alves e Maria do Carmo, a Ana Alves, apareceu sábado na sede do DEM para entregar documentação para registro de candidatura. De acordo com uma fonte, “com arrogância” ela disse que seria candidata a deputada estadual e se não dessem registro “entraria por cima”. Depois, ao sair, declarou que deixava a documentação, mas não sabia se seria candidata. Já no domingo, dia da convenção, apareceu e confirmou a candidatura. O DEM fechou a ata com seu nome para uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Candidatos do DEM

Além de Ana Alves para deputada estadual o DEM registrou Augusto Aranha como candidato do partido a deputado federal e com o número que era de Mendonça Prado, o famoso 2510. Os dois são jornalistas.

Pedras do PPS 1

Como o DEM, o PPS também teve alguns contratempos na convenção partidária quando acabou perdendo as vagas de 1º e 2º suplente do candidato a senador André Moura (PSC). Primeiro saiu a informação que André não queria o presidente Clovis Silveira como 1º suplente, mas o ex-deputado federal José Carlos Machado (PPS). Os suplentes de André acabaram sendo do PR e PTC.

Pedras do PPS 2

O PPS teve também problema na chapa para deputado federal, quando tinha sido acordado entre Clovis e Eduardo Amorim que haveria uma coligação para Câmara entre PSDB/PPS. Isso provocou a rebelião do deputado federal Jony Marcos (PRB), que vai para a reeleição, e dos deputados estaduais Gustinho Ribeiro (SD) e Antônio dos Santos (PSC), que vão disputar uma cadeira na Câmara. Foi grande a pressão, que levou Eduardo a desistir da chapa e manter o chapão.

No prejuízo

Em conversa com a coluna, Clovis Silveira disse que não tinha mais como impor nada pelo prazo de fechamento da ata e que não podia mais procurar uma coligação com o PSB de Valadares Filho por não ter “cara de quem vai para lá e para cá”. Ressaltou que o que pesou também para concordar em perder a suplência do Senado e uma chapa para deputado federal do PSDB/PPS foi o fato do presidente nacional do seu partido, Roberto Freire, ser um dos coordenadores da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente e da amizade que tem por Eduardo e André Moura.

De fora

José Carlos Machado não será candidato a deputado federal nem a estadual. O PPS fechou a ata sem o seu nome. Entre os candidatos a deputado federal do partido Kleber Nascimento, que é o nome de Clóvis para a Câmara, e a cantora Amorosa.

Suplentes de senador 1

Os suplentes de Valadares (PSB) são: Cristian Araújo Teixeira (PTB), esposa do empresário Teixeira Caminhões, como 1ª suplente, e Elber Batalha Góes (PSB), como 2º suplente. Já os suplentes do seu companheiro de chapa Henri Clay (PPL) são Antônio Claudio Santos das Neves (PPL) – 1º suplente e José Orlando Melo (PSB) – 2º suplente.

Suplente de senador 2

Os suplentes de Heleno Silva (PRB) são: Adailton Resende Souza (PR) – 1º suplente e Salete Fernandes da Silva (PTC) – 2ª suplente. Já de André Moura ele só informou na ata que já se encontra no site do TRE, que o 1º suplente seria do PR e o 2º do PTC. O 1º suplente é Agnaldo do Verso. Os primeiros suplentes de André e Heleno foram indicados pelo prefeito Valmir de Francisquinho (PR-Itabaiana).

Veja essa...

A filha do ex-prefeito Manoel Sukita (PTC), Isadora Sukita, saiu ontem com nota pública  falando da sua exoneração  do cargo de secretária de Governo da Prefeitura de Capela e lamentando a forma odienta como a prefeita Silvany (ex-mulher do seu pai) está governando. Finaliza dizendo: “Por isso, digo aos capelenses que saio hoje, mas com fé em Deus um dia voltarei, não nomeada por ela, mas nomeada pelo próprio povo de Capela”. Trocando em miúdos, a filha de Sukita deixa transparecer que em 2020 será candidata a prefeita e enfrentará a ex-madrasta nas urnas.   

CURTAS

O vice-presidente nacional do PT, Marcio Macedo, foi peça-chave na decisão da chapa de Lula para a disputa presidencial de 2018, anunciada no último domingo, 5, em São Paulo. A proposta do formato Lula, Haddad e Manuela na chapa foi de sua autoria.

 “O PT fez coligação com o PCdoB, PROS e o PCO que são partidos democráticos e populares deste país, indicando Haddad para vice-presidente, que será o porta-voz de Lula pelo Brasil até o trâmite final da homologação da candidatura de Lula, e, após essa tapa, Manuela entra como vice na chapa. Iremos apresentar um forte programa de Governo para a retomada do desenvolvimento do país e da felicidade do povo brasileiro. A chapa de Lula está formada e, agora, vamos às ruas”, disse.

O empresário Teixeira, que tem a mulher Cris Teixeira como 1º suplente de Valadares, teve seu nome registrado como deputado estadual pelo PTC, partido que tem o comando do ex-prefeito Sukita e está na coligação de Eduardo Amorim.

Candidato ao Senado pelo MDB, Jackson Barreto saiu entusiasmado das convenções partidárias deste domingo. “O entusiasmo da militância ultrapassou qualquer expectativa. Estamos preparados para enfrentar os desafios do pleito de outubro”, disse JB.

O deputado federal Fábio Reis (MDB), que aparece bem nas pesquisas e vai para a reeleição, prestigiou a convenção de Belivaldo e do seu partido no domingo.