Feminicídio no Brasil

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Publicada em 08/08/2018 às 08:43:00

 

Feminicídio não é "mi, mi, mi". No 
Brasil, as mulheres ainda são ar
remessadas pelas janelas. Embora dois casos tenham repercutido muito, com grande cobertura da mídia televisiva, ao longo dos últimos dias, a triste verdade é que a violência contra a mulher não tem nada de excepcional, é crime ordinário e hediondo, cometido todos os dias.
Segundo o Mapa da Violência, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no país, em 2016. Isso, em plena vigência da Lei Maria da Penha, que completou doze anos dando consequência legal a um crime covarde, naturalizado como um assunto de foro íntimo. Mas em briga de marido e mulher se põe a colher, sim senhor. Quando o desentendimento descamba para a agressão e a violência, vira caso de polícia.
As principais denúncias acolhidas por força da Lei são de cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, homicídio e assédio no esporte. Mulher sofre.
A sensação de insegurança marcada na pele das brasileiras deriva não apenas da vivência individual das 4,4 milhões que afirmaram conhecer a violência de experiência própria, segundo pesquisa realizada ano passado. De acordo com o Datafolha, 9% de toda a população feminina com mais de 16 anos precisou lidar de algum modo com a cultura do estupro.
Tapas e pontapés. Assédio, abuso, violência sexual. Embora a maior parte dos casos de violência não chegue à flor dos números, os episódios registrados em queixa crime bastam para impressionar os desavisados. Em Sergipe, por exemplo, foram registradas quase duzentas denúncias de estupro somente nos cinco primeiros meses de 2016. "Mi, mi, mi", coisa nenhuma! A violência contra a mulher é fato lamentável.

Feminicídio não é "mi, mi, mi". No  Brasil, as mulheres ainda são ar remessadas pelas janelas. Embora dois casos tenham repercutido muito, com grande cobertura da mídia televisiva, ao longo dos últimos dias, a triste verdade é que a violência contra a mulher não tem nada de excepcional, é crime ordinário e hediondo, cometido todos os dias.
Segundo o Mapa da Violência, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no país, em 2016. Isso, em plena vigência da Lei Maria da Penha, que completou doze anos dando consequência legal a um crime covarde, naturalizado como um assunto de foro íntimo. Mas em briga de marido e mulher se põe a colher, sim senhor. Quando o desentendimento descamba para a agressão e a violência, vira caso de polícia.
As principais denúncias acolhidas por força da Lei são de cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, homicídio e assédio no esporte. Mulher sofre.
A sensação de insegurança marcada na pele das brasileiras deriva não apenas da vivência individual das 4,4 milhões que afirmaram conhecer a violência de experiência própria, segundo pesquisa realizada ano passado. De acordo com o Datafolha, 9% de toda a população feminina com mais de 16 anos precisou lidar de algum modo com a cultura do estupro.
Tapas e pontapés. Assédio, abuso, violência sexual. Embora a maior parte dos casos de violência não chegue à flor dos números, os episódios registrados em queixa crime bastam para impressionar os desavisados. Em Sergipe, por exemplo, foram registradas quase duzentas denúncias de estupro somente nos cinco primeiros meses de 2016. "Mi, mi, mi", coisa nenhuma! A violência contra a mulher é fato lamentável.