O músico e o seu instrumento

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Eles se merecem e se bastam.
Eles se merecem e se bastam.

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Publicada em 09/08/2018 às 07:39:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Onde Saulo Ferreira 
coloca o dedo, as 
guitarras pronunciam o seu nome. Sozinho, em colaboração com os maiores da aldeia, na Maria Scombona, Jazz III, no Ferraro Trio, o timbre cristalino e o acento jazzy transbordando das cordas sublinham a sua presença no palco.
Mas tal identificação, entre um músico e a voz revelada de seu instrumento, não se dá sem razão. No passo a passo de uma relação a mais íntima, repleta de descobertas e acidentes, altos e baixos, o tema e o tom da apresentação 'Ela e Eu', realizada ano passado.
Ela, no caso, era uma Gibson Les Paul, objeto de culto para grande parte dos guitarristas espalhados pelos quatro cantos do mundo. Segundo o próprio Saulo Ferreira, no entanto, o acordo mencionado antes não se deu sem os conflitos naturais. "Levei bastante tempo para compreendê-la, na verdade, ainda tenho muito a aprender com ela".
Isso, quem diz é o próprio. Quem o escuta debulhando acordes e notas, o sabe doutor no assunto, e se impressiona sempre com a elegância e clareza das modulações escandindo temas autorais e leituras inspiradas. Em um caso como em outro, sobressai a faceta singular de Saulo Ferreira. Compositor e instrumentista se igualam em termos de cultura musical, maestria, segurança e personalidade.
Se o leitor duvida, tem de conferir a apresentação de hoje à noite, no Teatro João Costa, Centro Cultural de Aracaju, quando a guitarra de Saulo Ferreira finalmente estréia no projeto Quinta Instrumental, da Funcaju. No palco, apenas o músico e o seu instrumento, nu com a própria música. E quem já viu Saulo Ferreira em ação sabe que isso é mais do que suficiente. Ele e uma guitarra, qualquer uma, se merecem e se bastam.

Onde Saulo Ferreira  coloca o dedo, as  guitarras pronunciam o seu nome. Sozinho, em colaboração com os maiores da aldeia, na Maria Scombona, Jazz III, no Ferraro Trio, o timbre cristalino e o acento jazzy transbordando das cordas sublinham a sua presença no palco.
Mas tal identificação, entre um músico e a voz revelada de seu instrumento, não se dá sem razão. No passo a passo de uma relação a mais íntima, repleta de descobertas e acidentes, altos e baixos, o tema e o tom da apresentação 'Ela e Eu', realizada ano passado.
Ela, no caso, era uma Gibson Les Paul, objeto de culto para grande parte dos guitarristas espalhados pelos quatro cantos do mundo. Segundo o próprio Saulo Ferreira, no entanto, o acordo mencionado antes não se deu sem os conflitos naturais. "Levei bastante tempo para compreendê-la, na verdade, ainda tenho muito a aprender com ela".
Isso, quem diz é o próprio. Quem o escuta debulhando acordes e notas, o sabe doutor no assunto, e se impressiona sempre com a elegância e clareza das modulações escandindo temas autorais e leituras inspiradas. Em um caso como em outro, sobressai a faceta singular de Saulo Ferreira. Compositor e instrumentista se igualam em termos de cultura musical, maestria, segurança e personalidade.
Se o leitor duvida, tem de conferir a apresentação de hoje à noite, no Teatro João Costa, Centro Cultural de Aracaju, quando a guitarra de Saulo Ferreira finalmente estréia no projeto Quinta Instrumental, da Funcaju. No palco, apenas o músico e o seu instrumento, nu com a própria música. E quem já viu Saulo Ferreira em ação sabe que isso é mais do que suficiente. Ele e uma guitarra, qualquer uma, se merecem e se bastam.