Policial acusado de matar colega por vaga é condenado

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Publicada em 09/08/2018 às 07:50:00

 

Gabriel Damásio
Terminou ontem à tar
de, no Fórum Gumer
cindo Bessa, o julgamento do policial militar Bruno Campos Fernandes de Souza, acusado pela morte do também PM Alysson Farias de Souza, que aconteceu na noite do dia 28 de agosto de 2010, em frente aos bares da Orlinha da Coroa do Meio (zona sul de Aracaju). Por maioria dos jurados, o 2º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju considerou Bruno como culpado pelo crime de homicídio duplamente qualificado. A sentença imposta foi de 13 anos e 23 dias de prisão, acrescida da perda do cargo e da expulsão do réu dos quadros da Polícia Militar. Os advogados de defesa já entraram com um recurso para pedir a anulação do julgamento. 
O julgamento do policial tinha começado na manhã de segunda-feira e contou com os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. Entre esses depoimentos, houve uma acareação entre dois militares que estiveram no local do crime, mas apresentaram contradições em seus depoimentos. Ao final, o Ministério Público pediu a abertura de investigação contra o major da PM Marconi Sobral Andrade, suspeito de crime de falso testemunho. Em seguida, Bruno foi interrogado pela juíza Soraia Gonçalves de Melo e em seguida começou o debate entre as bancas de acusação e defesa, que foi interrompido por volta das 23h30, e retomado na manhã de ontem, com as últimas alegações das partes. 
Os promotores Flaviano Almeida Santos e Cláudia Daniela Franco, representantes do Ministério Público, defenderam a condenação por pena máxima, entendendo que Bruno, lotado à época na então Companhia de Radiopatrulha (CPRp), matou a vítima por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima. De acordo com a acusação, o réu discutiu com Alysson na chegada ao bar, por causa de uma vaga de estacionamento que foi ocupada, e o atacou de surpresa, sacando uma pistola e atirando quatro vezes. Já o advogado e ex-tenente-coronel José Carlos Cruz, responsável pela defesa, sustentou a tese da legítima defesa, com base em laudos periciais de balística, e apontou que o soldado Alysson foi quem iniciou o tiroteio, atacando Bruno. 
Em sua sentença, a juíza Soraia Gonçalves avaliou a confissão do réu - ao ser preso - como atenuante da pena, mas também considerou que Bruno já foi condenado por crime de violência doméstica, em um processo que foi aberto em 2012 e já transitou em julgado, ou seja, não tem mais possibilidade de recursos. A juíza também, pediu a exclusão de Bruno da PM, argumentando que, "uma vez que, exercendo o réu atividade policial e, por conseguinte, tendo a sociedade nele depositado confiança para a sua proteção, a sua exclusão dos quadros da polícia se mostra necessária em razão da incompatibilidade da gravidade do fato por ele praticado e o exercício da função".
O crime, que deixou ainda um terceiro policial militar ferido no tiroteio, chamou a atenção do público tanto pelo motivo do confronto quanto pelo fato de que os dois soldados estavam de folga e que ambos não sabiam das suas condições de policial militar. Na ocasião, o então comandante da PM, coronel José Carlos Pedroso, definiu o episódio como "uma tragédia para a corporação".

Terminou ontem à tar de, no Fórum Gumer cindo Bessa, o julgamento do policial militar Bruno Campos Fernandes de Souza, acusado pela morte do também PM Alysson Farias de Souza, que aconteceu na noite do dia 28 de agosto de 2010, em frente aos bares da Orlinha da Coroa do Meio (zona sul de Aracaju). Por maioria dos jurados, o 2º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju considerou Bruno como culpado pelo crime de homicídio duplamente qualificado. A sentença imposta foi de 13 anos e 23 dias de prisão, acrescida da perda do cargo e da expulsão do réu dos quadros da Polícia Militar. Os advogados de defesa já entraram com um recurso para pedir a anulação do julgamento. 
O julgamento do policial tinha começado na manhã de segunda-feira e contou com os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. Entre esses depoimentos, houve uma acareação entre dois militares que estiveram no local do crime, mas apresentaram contradições em seus depoimentos. Ao final, o Ministério Público pediu a abertura de investigação contra o major da PM Marconi Sobral Andrade, suspeito de crime de falso testemunho. Em seguida, Bruno foi interrogado pela juíza Soraia Gonçalves de Melo e em seguida começou o debate entre as bancas de acusação e defesa, que foi interrompido por volta das 23h30, e retomado na manhã de ontem, com as últimas alegações das partes. 
Os promotores Flaviano Almeida Santos e Cláudia Daniela Franco, representantes do Ministério Público, defenderam a condenação por pena máxima, entendendo que Bruno, lotado à época na então Companhia de Radiopatrulha (CPRp), matou a vítima por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima. De acordo com a acusação, o réu discutiu com Alysson na chegada ao bar, por causa de uma vaga de estacionamento que foi ocupada, e o atacou de surpresa, sacando uma pistola e atirando quatro vezes. Já o advogado e ex-tenente-coronel José Carlos Cruz, responsável pela defesa, sustentou a tese da legítima defesa, com base em laudos periciais de balística, e apontou que o soldado Alysson foi quem iniciou o tiroteio, atacando Bruno. 
Em sua sentença, a juíza Soraia Gonçalves avaliou a confissão do réu - ao ser preso - como atenuante da pena, mas também considerou que Bruno já foi condenado por crime de violência doméstica, em um processo que foi aberto em 2012 e já transitou em julgado, ou seja, não tem mais possibilidade de recursos. A juíza também, pediu a exclusão de Bruno da PM, argumentando que, "uma vez que, exercendo o réu atividade policial e, por conseguinte, tendo a sociedade nele depositado confiança para a sua proteção, a sua exclusão dos quadros da polícia se mostra necessária em razão da incompatibilidade da gravidade do fato por ele praticado e o exercício da função".
O crime, que deixou ainda um terceiro policial militar ferido no tiroteio, chamou a atenção do público tanto pelo motivo do confronto quanto pelo fato de que os dois soldados estavam de folga e que ambos não sabiam das suas condições de policial militar. Na ocasião, o então comandante da PM, coronel José Carlos Pedroso, definiu o episódio como "uma tragédia para a corporação".