Quilombolas ocupam a sede do Incra

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
REMANESCENTES DO BREJÃO DOS NEGROS QUEREM DEMARCARÇÃO DE TERRAS
REMANESCENTES DO BREJÃO DOS NEGROS QUEREM DEMARCARÇÃO DE TERRAS

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 09/08/2018 às 08:00:00

 

As últimas 48 horas foram de mobilização para mais de 200 quilombolas que invadiram e ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Aracaju, como forma de pressionar o Governo Federal a promover o repasse das áreas já declaradas pela União como pertencente ao território quilombola Brejão dos Negros, no município sergipano de Brejo Grande. Na tarde da última terça-feira, 07, seis representantes dos grupos foram convidados pela diretoria do Incra e da Superintendência de Patrimônio da União para participar de uma reunião a fim de deliberar os encaminhamentos do pleito popular.
Já na manhã de ontem, Magno de Oliveira Barros dos Santos, que responde pela presidência da Associação da Comunidade Renascentes do Quilombo Brejão dos Negros, denunciou 'morosidade' no processo. Segundo o crítico, centenas de trabalhadores campestres aguardam há anos a oficialização do repasse das terras, mas o decreto prometido pelo próprio Governo Federal ainda não foi oficializado. Diante da contínua situação, as famílias garantem intensificar os atos democráticos na capital e no interior sergipano.
 "Estamos em luta por essas terras para que a gente possa trabalhar, mas parece que esse repasse não acontece nunca. Desejamos a publicação de portaria que reconhece os territórios; é um direito conquistado depois de muitos debate e por isso nós não iremos calar a nossa voz, ser vencidos pelo cansaço por causa dessa burocracia que prejudica tantas famílias remanescentes quilombolas", disse. Durante a reunião extraordinária definido na reunião que o Incra discutirá o assunto junto à diretoria jurídica do órgão e em até 15 dias úteis apresentará à parte interessada um parecer sobre a demanda.
A fim de agilizar o processo, um relatório já foi encaminhado para o órgão federal em Brasília. Magno de Oliveira reclama ainda da operação militar criada para recepcionar os manifestantes. "Primeiro a polícia chega como se a gente fosse bandido. Todos nós somos trabalhadores em busca dos nossos direitos; não viemos para provocar problema, mas sim para resolver. Em segundo, foi pedido mais 15 dias. É tudo muito lento", afirmou. A direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária informou que compreende a reivindicação e que trabalha para atender ao pleito. (Milton Alves Júnior)

As últimas 48 horas foram de mobilização para mais de 200 quilombolas que invadiram e ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Aracaju, como forma de pressionar o Governo Federal a promover o repasse das áreas já declaradas pela União como pertencente ao território quilombola Brejão dos Negros, no município sergipano de Brejo Grande. Na tarde da última terça-feira, 07, seis representantes dos grupos foram convidados pela diretoria do Incra e da Superintendência de Patrimônio da União para participar de uma reunião a fim de deliberar os encaminhamentos do pleito popular.
Já na manhã de ontem, Magno de Oliveira Barros dos Santos, que responde pela presidência da Associação da Comunidade Renascentes do Quilombo Brejão dos Negros, denunciou 'morosidade' no processo. Segundo o crítico, centenas de trabalhadores campestres aguardam há anos a oficialização do repasse das terras, mas o decreto prometido pelo próprio Governo Federal ainda não foi oficializado. Diante da contínua situação, as famílias garantem intensificar os atos democráticos na capital e no interior sergipano.
 "Estamos em luta por essas terras para que a gente possa trabalhar, mas parece que esse repasse não acontece nunca. Desejamos a publicação de portaria que reconhece os territórios; é um direito conquistado depois de muitos debate e por isso nós não iremos calar a nossa voz, ser vencidos pelo cansaço por causa dessa burocracia que prejudica tantas famílias remanescentes quilombolas", disse. Durante a reunião extraordinária definido na reunião que o Incra discutirá o assunto junto à diretoria jurídica do órgão e em até 15 dias úteis apresentará à parte interessada um parecer sobre a demanda.
A fim de agilizar o processo, um relatório já foi encaminhado para o órgão federal em Brasília. Magno de Oliveira reclama ainda da operação militar criada para recepcionar os manifestantes. "Primeiro a polícia chega como se a gente fosse bandido. Todos nós somos trabalhadores em busca dos nossos direitos; não viemos para provocar problema, mas sim para resolver. Em segundo, foi pedido mais 15 dias. É tudo muito lento", afirmou. A direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária informou que compreende a reivindicação e que trabalha para atender ao pleito. (Milton Alves Júnior)