MP alagoano denuncia sergipanos investigados na 'Operação Placebo'

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Publicada em 10/08/2018 às 08:27:00

 

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) ofereceu denúncia contra 27 pessoas investigadas na 'Operação Placebo', realizada em 17 de julho deste ano em cidades de Alagoas, Sergipe e Bahia. Elas são acusadas pelo envolvimento com o esquema de sonegação fiscal que desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Todos foram processados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, fraudes societárias, falsificação de documentos públicos e privados, lavagem de bens e corrupção de agente público. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira à 17ª Vara Criminal de Maceió (AL), que já tinha ordenado o cumprimento de 10 mandados de prisão.
Entre os acusados pelo Ministério Público, estão quatro empresários sergipanos do ramo farmacêutico que foram presos no dia da operação em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro: Antônio Monteiro dos Santos, Vanessa Veras Ribeiro, Arnaldo Monteiro dos Santos Filho e Jenisson Paulino da Silva Ribeiro. Duas parentes de Arnaldo Monteiro, Maria Edelnice Monteiro dos Santos e Sílvia Santos Borges, também foram denunciadas e ainda são consideradas foragidas da Justiça alagoana. Os trabalhos foram comandados pelo Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPAL, em parceria com Grupos de Atuação contra o Crime Organizado (Gaecos) dos MPs de Sergipe e da Bahia. 
A denúncia explica que o grupo atuava nos três estados, sendo formada por um auditor-fiscal, empresários, testas-de-ferro, laranjas, um ex-técnico em contabilidade, além de contadores. O esquema foi descoberto após a delação premiada de um ex-contador de duas empresas alagoanas do ramo de distribuição de medicamentos. Segundo o Ministério Público, firmas eram criadas sucessivamente para evitar o recolhimento de impostos e o esquema era facilitado através do pagamento de propinas ao auditor fiscal alagoano Carlos Antônio Nobre e Silva, que também foi preso e denunciado. Antônio Monteiro e Vanessa Veras são citados pelos promotores como dois dos empresários que repassavam o dinheiro ao auditor. 
Ainda na 'Placebo', o Gaesf apreendeu 25 carretas com medicamentos que estavam estocados ilegalmente nas empresas que foram alvo das investigações. Algumas delas foram recolhidas pela polícia de Alagoas em três galpões situados em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju. Todo o material foi recolhido a um depósito da Secretaria de Estado da Saúde, em Maceió. O MPAL já pediu que a Justiça, além de condenar os acusados, autorize a doação dos medicamentos recolhidos para hospitais e centros de saúde em Alagoas. (Gabriel Damásio, com MPAL)

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) ofereceu denúncia contra 27 pessoas investigadas na 'Operação Placebo', realizada em 17 de julho deste ano em cidades de Alagoas, Sergipe e Bahia. Elas são acusadas pelo envolvimento com o esquema de sonegação fiscal que desviou cerca de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Todos foram processados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, fraudes societárias, falsificação de documentos públicos e privados, lavagem de bens e corrupção de agente público. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira à 17ª Vara Criminal de Maceió (AL), que já tinha ordenado o cumprimento de 10 mandados de prisão.
Entre os acusados pelo Ministério Público, estão quatro empresários sergipanos do ramo farmacêutico que foram presos no dia da operação em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro: Antônio Monteiro dos Santos, Vanessa Veras Ribeiro, Arnaldo Monteiro dos Santos Filho e Jenisson Paulino da Silva Ribeiro. Duas parentes de Arnaldo Monteiro, Maria Edelnice Monteiro dos Santos e Sílvia Santos Borges, também foram denunciadas e ainda são consideradas foragidas da Justiça alagoana. Os trabalhos foram comandados pelo Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPAL, em parceria com Grupos de Atuação contra o Crime Organizado (Gaecos) dos MPs de Sergipe e da Bahia. 
A denúncia explica que o grupo atuava nos três estados, sendo formada por um auditor-fiscal, empresários, testas-de-ferro, laranjas, um ex-técnico em contabilidade, além de contadores. O esquema foi descoberto após a delação premiada de um ex-contador de duas empresas alagoanas do ramo de distribuição de medicamentos. Segundo o Ministério Público, firmas eram criadas sucessivamente para evitar o recolhimento de impostos e o esquema era facilitado através do pagamento de propinas ao auditor fiscal alagoano Carlos Antônio Nobre e Silva, que também foi preso e denunciado. Antônio Monteiro e Vanessa Veras são citados pelos promotores como dois dos empresários que repassavam o dinheiro ao auditor. 
Ainda na 'Placebo', o Gaesf apreendeu 25 carretas com medicamentos que estavam estocados ilegalmente nas empresas que foram alvo das investigações. Algumas delas foram recolhidas pela polícia de Alagoas em três galpões situados em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju. Todo o material foi recolhido a um depósito da Secretaria de Estado da Saúde, em Maceió. O MPAL já pediu que a Justiça, além de condenar os acusados, autorize a doação dos medicamentos recolhidos para hospitais e centros de saúde em Alagoas. (Gabriel Damásio, com MPAL)