Taxa de homicídios cai e Sergipe deixa o posto de mais violento

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Publicada em 10/08/2018 às 08:28:00

 

Gabriel Damásio
Sergipe perdeu posi
ções no ranking que 
colocava o estado como a mais alta taxa de homicídios e crimes de morte violenta intencional (MVI) em todo o país. Os dados foram divulgados ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), dentro da prévia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018. Com base nos dados de 2017, apurou-se que o estado conseguiu reduzir a taxa de mortes violentas em 12,9%, caindo da primeira para sexta posição no ranking dos estados mais violentos. A informação também foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que comemorou o resultado.
A pesquisa anual considera os crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e confronto. No ano passado, Sergipe registrou um total de 1.275 mortes violentas intencionais, o que dá uma média de 55,7 crimes do tipo para cada 100 mil habitantes. Já em 2016, o estado liderava o ranking, com 1.450 mortes, que fizeram a média de 64,0 mortes por 100 mil pessoas. Na frente do nosso estado, passaram a figurar os estados de Alagoas (taxa de 56,9), Pernambuco (57,3), Ceará (59,1), Acre (63,9) e, Rio Grande do Norte (atual líder, com 68 homicídios por 100 mil).
Entre as capitais, Aracaju também saiu da liderança do ranking dos mais violentos e caiu para a sétima colocação da lista. A redução apurada no levantamento foi de 20,4%, pois o total de MVIs registrados apenas na capital sergipana foi de 449 (com taxa de 70,0) no ano retrasado, contra 362 (taxa de 55,7) em 2017. A lista das cinco capitais estaduais consideradas mais violentas em índices de homicídio passou a ser composta por Rio Branco (AC), Fortaleza (CE), Belém (PA), Natal (RN) e Macapá (AP). 
A delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, atribuiu o resultado a um trabalho planejado de integração entre as polícias Civil e Militar, bem como os departamentos de Homicídios e (DHPP) e de Narcóticos (Denarc), cujas equipes passaram a trabalhar conjuntamente nas investigações de campo, no levantamento de informações e no cumprimento de mandados de prisão. Esta estratégia levou em conta a correlação existente entre o tráfico de drogas e boa parte dos homicídios registrados no estado. "Não é fruto de empirismo e de sorte. Em 2016, já fruto desse trabalho, conseguimos estancar essa curva ascendente de 18% que vinha ano a ano desde 2010. Em 2017, nós conseguimos diminuir mais. Isso significa que estamos no caminho certo", disse ela.
Katarina citou ainda investimentos que vinham sendo realizados pelo governo nos últimos anos, a exemplo dos recentes concursos públicos abertos para a Polícia Militar, Polícia Civil Corpo de Bombeiros e Coordenação Geral de Perícias (Cogerp). Houve ainda a criação de núcleos de inteligência dentro dos departamentos da Polícia Civil, bem como de Companhias Independentes em cidades e regiões do interior do estado. A SSP informou ainda que tem realizado discussões semanais sobre as áreas mais problemáticas, com maior índice de violência, com o emprego de ações da PM e de investigações da Civil nessas regiões.
A Prefeitura de Aracaju também manifestou alívio com o resultado do Anuário. O secretário municipal da Defesa Social e Cidadania (Semdec), coronel Luís Fernando Almeida, avalia que a atuação da Guarda Municipal contribuiu para a redução das mortes violentas em 2017, seja com as diversas ações preventivas realizadas ou com a parceria firmada com a SSP. 

Sergipe perdeu posi ções no ranking que  colocava o estado como a mais alta taxa de homicídios e crimes de morte violenta intencional (MVI) em todo o país. Os dados foram divulgados ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), dentro da prévia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018. Com base nos dados de 2017, apurou-se que o estado conseguiu reduzir a taxa de mortes violentas em 12,9%, caindo da primeira para sexta posição no ranking dos estados mais violentos. A informação também foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que comemorou o resultado.
A pesquisa anual considera os crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e confronto. No ano passado, Sergipe registrou um total de 1.275 mortes violentas intencionais, o que dá uma média de 55,7 crimes do tipo para cada 100 mil habitantes. Já em 2016, o estado liderava o ranking, com 1.450 mortes, que fizeram a média de 64,0 mortes por 100 mil pessoas. Na frente do nosso estado, passaram a figurar os estados de Alagoas (taxa de 56,9), Pernambuco (57,3), Ceará (59,1), Acre (63,9) e, Rio Grande do Norte (atual líder, com 68 homicídios por 100 mil).
Entre as capitais, Aracaju também saiu da liderança do ranking dos mais violentos e caiu para a sétima colocação da lista. A redução apurada no levantamento foi de 20,4%, pois o total de MVIs registrados apenas na capital sergipana foi de 449 (com taxa de 70,0) no ano retrasado, contra 362 (taxa de 55,7) em 2017. A lista das cinco capitais estaduais consideradas mais violentas em índices de homicídio passou a ser composta por Rio Branco (AC), Fortaleza (CE), Belém (PA), Natal (RN) e Macapá (AP). 
A delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, atribuiu o resultado a um trabalho planejado de integração entre as polícias Civil e Militar, bem como os departamentos de Homicídios e (DHPP) e de Narcóticos (Denarc), cujas equipes passaram a trabalhar conjuntamente nas investigações de campo, no levantamento de informações e no cumprimento de mandados de prisão. Esta estratégia levou em conta a correlação existente entre o tráfico de drogas e boa parte dos homicídios registrados no estado. "Não é fruto de empirismo e de sorte. Em 2016, já fruto desse trabalho, conseguimos estancar essa curva ascendente de 18% que vinha ano a ano desde 2010. Em 2017, nós conseguimos diminuir mais. Isso significa que estamos no caminho certo", disse ela.
Katarina citou ainda investimentos que vinham sendo realizados pelo governo nos últimos anos, a exemplo dos recentes concursos públicos abertos para a Polícia Militar, Polícia Civil Corpo de Bombeiros e Coordenação Geral de Perícias (Cogerp). Houve ainda a criação de núcleos de inteligência dentro dos departamentos da Polícia Civil, bem como de Companhias Independentes em cidades e regiões do interior do estado. A SSP informou ainda que tem realizado discussões semanais sobre as áreas mais problemáticas, com maior índice de violência, com o emprego de ações da PM e de investigações da Civil nessas regiões.
A Prefeitura de Aracaju também manifestou alívio com o resultado do Anuário. O secretário municipal da Defesa Social e Cidadania (Semdec), coronel Luís Fernando Almeida, avalia que a atuação da Guarda Municipal contribuiu para a redução das mortes violentas em 2017, seja com as diversas ações preventivas realizadas ou com a parceria firmada com a SSP.