Governo vai recorrer da liminar que anula concurso de soldado da PM

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Aspecto da entrevista coletiva do secretário Rosamn Pereira
Aspecto da entrevista coletiva do secretário Rosamn Pereira

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Publicada em 10/08/2018 às 08:35:00

 

O Governo do Esta
do, através da Pro
curadoria Geral do Estado, vai recorrer da liminar concedida pelo juiz Manoel Costa Neto cancelando o concurso de soldado da Polícia Militar de Sergipe com alegação de fraude por entender que o sistema de segurança adotado na realização do concurso coibiu a fraude. Foi o que informou o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Rosman Pereira, durante entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã desta quarta-feira, em seu gabinete.
"Não houve fraude, mas tentativa de fraude. Fizemos um trabalho de prevenção antes, durante e depois do concurso. O IBFC [Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação], contratado para realização do concurso e com expertise nessa área, nos alertou antes das provas da inscrição de pessoas que tinham sido presas em outros estados, a exemplo do Piauí, acusadas de fraude em concurso. Informamos a polícia, que no dia das provas colocou policiais à paisana na sala dos suspeitos agindo como se fossem fiscais. O resultado foi a prisão dos dois irmãos em flagrante tentando fraudar o concurso", afirmou o secretário.
Como prevenção de fraude, disse que durante a prova todos os inscritos tinham que deixar seus celulares em sacolas e quando iam ao banheiro passavam por detector de metais na saída. Ressaltou ainda a realização de três gabaritos diferentes na prova, exatamente para dificultar qualquer tipo de fraude que costuma ocorrer em concursos públicos.
Enfatizou o secretário que após a realização do concurso o IBFC fez uma auditoria, que acabou detectando que 23 pessoas apresentaram identidade no gabarito com questões certas e erradas em três provas com gabaritos diferentes. "A possibilidade disso ocorrer é matematicamente impossível. Por isso, essas 23 pessoas já foram eliminadas do concurso e seus nomes foram passados para a policia civil para que investigue se tem alguma relação com os dois indivíduos presos", explicou Rosman.
O secretário declarou que respeita a decisão do magistrado, tanto é que já foi suspensa a segunda etapa do concurso - que é a realização do Teste de Aptidão Física (TAF) no período de 13 a 15 de agosto, conforme cronograma previsto - mas o Estado vai recorrer por achar que não houve a fraude e preocupado em não atrasar o calendário do concurso, que tem cinco etapas. "Existe uma necessidade de colocarmos logo os novos policiais nas ruas para garantir a segurança da população", frisa.
Finalizou dizendo que até essa sexta-feira a Procuradoria Geral do Estado estará recorrendo da liminar concedida pelo magistrado e que, obtendo êxito, vai restabelecer um novo calendário para realização do TAF e demais etapas do concurso, que é acompanhada por uma comissão formada por representantes da Seplag, PGE, OAB e IBFC.

O Governo do Esta do, através da Pro curadoria Geral do Estado, vai recorrer da liminar concedida pelo juiz Manoel Costa Neto cancelando o concurso de soldado da Polícia Militar de Sergipe com alegação de fraude por entender que o sistema de segurança adotado na realização do concurso coibiu a fraude. Foi o que informou o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Rosman Pereira, durante entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã desta quarta-feira, em seu gabinete.
"Não houve fraude, mas tentativa de fraude. Fizemos um trabalho de prevenção antes, durante e depois do concurso. O IBFC [Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação], contratado para realização do concurso e com expertise nessa área, nos alertou antes das provas da inscrição de pessoas que tinham sido presas em outros estados, a exemplo do Piauí, acusadas de fraude em concurso. Informamos a polícia, que no dia das provas colocou policiais à paisana na sala dos suspeitos agindo como se fossem fiscais. O resultado foi a prisão dos dois irmãos em flagrante tentando fraudar o concurso", afirmou o secretário.
Como prevenção de fraude, disse que durante a prova todos os inscritos tinham que deixar seus celulares em sacolas e quando iam ao banheiro passavam por detector de metais na saída. Ressaltou ainda a realização de três gabaritos diferentes na prova, exatamente para dificultar qualquer tipo de fraude que costuma ocorrer em concursos públicos.
Enfatizou o secretário que após a realização do concurso o IBFC fez uma auditoria, que acabou detectando que 23 pessoas apresentaram identidade no gabarito com questões certas e erradas em três provas com gabaritos diferentes. "A possibilidade disso ocorrer é matematicamente impossível. Por isso, essas 23 pessoas já foram eliminadas do concurso e seus nomes foram passados para a policia civil para que investigue se tem alguma relação com os dois indivíduos presos", explicou Rosman.
O secretário declarou que respeita a decisão do magistrado, tanto é que já foi suspensa a segunda etapa do concurso - que é a realização do Teste de Aptidão Física (TAF) no período de 13 a 15 de agosto, conforme cronograma previsto - mas o Estado vai recorrer por achar que não houve a fraude e preocupado em não atrasar o calendário do concurso, que tem cinco etapas. "Existe uma necessidade de colocarmos logo os novos policiais nas ruas para garantir a segurança da população", frisa.
Finalizou dizendo que até essa sexta-feira a Procuradoria Geral do Estado estará recorrendo da liminar concedida pelo magistrado e que, obtendo êxito, vai restabelecer um novo calendário para realização do TAF e demais etapas do concurso, que é acompanhada por uma comissão formada por representantes da Seplag, PGE, OAB e IBFC.