O céu é o limite

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Publicada em 10/08/2018 às 08:52:00

 

Desigualdade pouca é bobagem. 
As manobras realizadas para 
empurrar o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal na goela do contribuinte ajudam a entender a imensa disparidade entre salário mínimo e o teto (muitas vezes ultrapassado) do funcionalismo público. Para os privilegiados das esferas mais altas da República, agraciados com super salários, não tem crise certa. Importa aprofundar o fosso que os separa do populacho.
Enquanto o Governo Federal penaliza o conjunto da população, sob o pretexto da responsabilidade fiscal, cortando gastos e investimentos indispensáveis ao crescimento da economia, um esforço tardio no sentido de equilibrar as contas públicas, os poderosos ministros do Supremo argumentam em favor de um aumento de 16,38% nos próprios vencimentos. Para a turma da toga, o céu é o limite.
Resumida em si mesma, a pretensão já seria condenável. É imperativo lembrar, no entanto, o efeito cascata provocado pela elevação do teto. A fatura pode chegar a R$ 4 bilhões, considerando a previsível repercussão em estados e municípios. Só na União, o custo adicional com a folha do funcionalismo pode ser de R$ 1,4 bilhão, incluindo todos os Poderes. Isso acontece porque já há hoje servidores ganhando, no papel, mais que os R$ 33,7 mil mensais permitidos pelo teto atual. Fora os próprios ministros, em suma, pior para todo mundo.
O projeto ainda tem um longo caminho a seguir. Além da Comissão de Constituição e Justiça e plenário da Câmara dos Deputados, ainda terá de tramitar no Senado. No percurso, talvez alguém atente para a natureza imoral da proposta. É nessas horas que a população tem uma oportunidade de ouro, a rara chance de conhecer a verdadeira índole de seus representantes eleitos.

Desigualdade pouca é bobagem.  As manobras realizadas para  empurrar o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal na goela do contribuinte ajudam a entender a imensa disparidade entre salário mínimo e o teto (muitas vezes ultrapassado) do funcionalismo público. Para os privilegiados das esferas mais altas da República, agraciados com super salários, não tem crise certa. Importa aprofundar o fosso que os separa do populacho.
Enquanto o Governo Federal penaliza o conjunto da população, sob o pretexto da responsabilidade fiscal, cortando gastos e investimentos indispensáveis ao crescimento da economia, um esforço tardio no sentido de equilibrar as contas públicas, os poderosos ministros do Supremo argumentam em favor de um aumento de 16,38% nos próprios vencimentos. Para a turma da toga, o céu é o limite.
Resumida em si mesma, a pretensão já seria condenável. É imperativo lembrar, no entanto, o efeito cascata provocado pela elevação do teto. A fatura pode chegar a R$ 4 bilhões, considerando a previsível repercussão em estados e municípios. Só na União, o custo adicional com a folha do funcionalismo pode ser de R$ 1,4 bilhão, incluindo todos os Poderes. Isso acontece porque já há hoje servidores ganhando, no papel, mais que os R$ 33,7 mil mensais permitidos pelo teto atual. Fora os próprios ministros, em suma, pior para todo mundo.
O projeto ainda tem um longo caminho a seguir. Além da Comissão de Constituição e Justiça e plenário da Câmara dos Deputados, ainda terá de tramitar no Senado. No percurso, talvez alguém atente para a natureza imoral da proposta. É nessas horas que a população tem uma oportunidade de ouro, a rara chance de conhecer a verdadeira índole de seus representantes eleitos.