Menos mal

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Publicada em 11/08/2018 às 08:01:00

 

Sergipe acaba de se livrar de um 
título que não vai deixar sauda
de em ninguém. Menos mal. De acordo com uma prévia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgada ontem, o posto de campeão nacional em mortes violentas já não nos pertence mais.
Os números discriminados no documento são motivo de alívio e também de reflexão. Embora o investimento realizado pelo Governo de Sergipe na segurança estadual ao longo dos últimos anos seja público e notório, com a realização de concursos públicos, valorização salarial e, sobretudo, um volumoso dispêndio de recursos em equipamento e tecnologia, faltava inteligência policial. Sem uma nova abordagem do problema, os sergipanos seguiam morrendo feito moscas, tanto dinheiro parecia descer pelo ralo.
A própria delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, revela o pulo do gato capaz de reduzir as estatísticas mais sangrentas, conformando a realidade a parâmetros minimamente mais razoáveis. Não foi preciso inventar a pólvora. A efetiva integração entre as polícias Civil e Militar, bem como uma colaboração mais constante entre os departamentos de Homicídios e (DHPP) e de Narcóticos (Denarc), bastou para responder à urgência do desafio.
O alívio de agora, contudo, está longe de encerrar a questão. O próprio Anuário demonstra claramente que os sergipanos continuam morrendo de modo absurdo. Morte matada. Sergipe ainda é o sexto estado mais violento do País. Ano passado, foram registradas aqui 1.275 mortes violentas intencionais, uma média de 55,7 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. São milhares de vidas ceifadas pela violência, repercutindo numa sensação de insegurança insistente.

Sergipe acaba de se livrar de um  título que não vai deixar sauda de em ninguém. Menos mal. De acordo com uma prévia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgada ontem, o posto de campeão nacional em mortes violentas já não nos pertence mais.
Os números discriminados no documento são motivo de alívio e também de reflexão. Embora o investimento realizado pelo Governo de Sergipe na segurança estadual ao longo dos últimos anos seja público e notório, com a realização de concursos públicos, valorização salarial e, sobretudo, um volumoso dispêndio de recursos em equipamento e tecnologia, faltava inteligência policial. Sem uma nova abordagem do problema, os sergipanos seguiam morrendo feito moscas, tanto dinheiro parecia descer pelo ralo.
A própria delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, revela o pulo do gato capaz de reduzir as estatísticas mais sangrentas, conformando a realidade a parâmetros minimamente mais razoáveis. Não foi preciso inventar a pólvora. A efetiva integração entre as polícias Civil e Militar, bem como uma colaboração mais constante entre os departamentos de Homicídios e (DHPP) e de Narcóticos (Denarc), bastou para responder à urgência do desafio.
O alívio de agora, contudo, está longe de encerrar a questão. O próprio Anuário demonstra claramente que os sergipanos continuam morrendo de modo absurdo. Morte matada. Sergipe ainda é o sexto estado mais violento do País. Ano passado, foram registradas aqui 1.275 mortes violentas intencionais, uma média de 55,7 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. São milhares de vidas ceifadas pela violência, repercutindo numa sensação de insegurança insistente.