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Publicada em 13/08/2018 às 08:12:00

 

O arrocho foi escancarado. Se de
pender do presidente Michel 
Temer, aumento para o funcionalismo só em 2020. A recomendação do Ministério do Planejamento, realizada sob o pretexto da responsabilidade fiscal, sublinha o disparate do aumento pleiteado há poucos dias pelos ministros do Supremo. Para a arraia miúda, nem um centavo. Para a turma da toga, ao contrário, o céu é o limite.
Tudo vai depender da disposição do Congresso Nacional. A sugestão de suspender o aumento inicialmente previsto já foi acolhida pelo Palácio do Planalto, que agora trabalha na redação de uma Medida Provisória. A última palavra, no entanto, será dos senhores senadores e deputados.
Os fatos falam por si mesmos. Enquanto o Governo Federal penaliza o conjunto da população, protestando as maiores dificuldades do mundo, cortando gastos e investimentos indispensáveis ao crescimento da economia, um esforço tardio no sentido de equilibrar as contas públicas, os poderosos ministros do Supremo argumentam em favor de um aumento de 16,38% nos próprios vencimentos. E o presidente nem cogita vetar o aumento, no uso das atribuições do cargo.
Nunca é demais lembrar: Obrigado a gastar rios de dinheiro para manter a fidelidade da base aliada no Congresso Nacional e, por consequência, preservar o próprio mandato, ameaçado o tempo inteiro por repetidas denúncias de corrupção apresentadas pela Procuradoria Geral da República, Temer não viu problemas em transferir o ônus dos próprios malfeitos para bolsos alheios. No fim das contas, o povo sempre paga o pato.

O arrocho foi escancarado. Se de pender do presidente Michel  Temer, aumento para o funcionalismo só em 2020. A recomendação do Ministério do Planejamento, realizada sob o pretexto da responsabilidade fiscal, sublinha o disparate do aumento pleiteado há poucos dias pelos ministros do Supremo. Para a arraia miúda, nem um centavo. Para a turma da toga, ao contrário, o céu é o limite.
Tudo vai depender da disposição do Congresso Nacional. A sugestão de suspender o aumento inicialmente previsto já foi acolhida pelo Palácio do Planalto, que agora trabalha na redação de uma Medida Provisória. A última palavra, no entanto, será dos senhores senadores e deputados.
Os fatos falam por si mesmos. Enquanto o Governo Federal penaliza o conjunto da população, protestando as maiores dificuldades do mundo, cortando gastos e investimentos indispensáveis ao crescimento da economia, um esforço tardio no sentido de equilibrar as contas públicas, os poderosos ministros do Supremo argumentam em favor de um aumento de 16,38% nos próprios vencimentos. E o presidente nem cogita vetar o aumento, no uso das atribuições do cargo.
Nunca é demais lembrar: Obrigado a gastar rios de dinheiro para manter a fidelidade da base aliada no Congresso Nacional e, por consequência, preservar o próprio mandato, ameaçado o tempo inteiro por repetidas denúncias de corrupção apresentadas pela Procuradoria Geral da República, Temer não viu problemas em transferir o ônus dos próprios malfeitos para bolsos alheios. No fim das contas, o povo sempre paga o pato.