Operários protestam contra demissões em canteiro de obras

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Publicada em 14/08/2018 às 07:10:00

 

Na luta contra a demissão de 100 operários da empresa Enesa, grupo terceirizado contratado pela Centrais Elétricas de Sergipe, administradora da Termoelétrica, dezenas de trabalhadores cruzaram os braços durante todo o dia de ontem. A mobilização ocorreu nas intermediações da obra, no município da Barra dos Coqueiros, onde foram reivindicações ainda maior participação nos lucros e ainda que seja oferecida uma alimentação de boa qualidade aos trabalhadores. O grupo não descarta a possibilidade de promover outros atos públicos caso as reivindicações não sejam atendidas.
Independentes, a classe trabalhadora rejeita qualquer tipo de assistência administrativa ofertada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont). O grupo entende que é necessário criar um grupo de representantes leais da categoria a fim de debater os assuntos junto aos gestores empresariais. Em contraponto às críticas direcionadas à alimentação fornecida, recentemente o JORNAL DO DIA foi informado que existe a preocupação perante o zelo com a saúde de todos os profissionais que vestem a farda da General Electric e atuam na obra de construção da usina.
"Há mais de três meses estávamos nos queixando desses problemas e da possibilidade de demissão em massa, mas infelizmente o sindicato não vinha atendendo aos nossos apelos. Chegamos ao limite e decidimos realizar essa manifestação. Agora não queremos mais o apoio de quem na realizadas nunca esteve com a gente", disse Adriano dos Santos. Sobre as demais reivindicações as empresas não se manifestaram. A direção sindical não se manifestou oficialmente sobre a rejeição por parte dos manifestantes.
"Não temos nada contra quem faz parte desse sindicato, podemos futuramente participar de atos em conjunto, mas enquanto estivermos precisando de ajuda e eles não chegarem junto do trabalhador, não há condições de acordo. Vamos encabeçar a nossa luta de forma independente; temos força para brigar pelos interesses do trabalhador", afirmou o também operário, José Ricardo. O grupo não informou quando voltam a se reunir para discutir possíveis avanços após a mobilização de ontem. Os serviços serão normalizados na manhã de hoje. (Milton Alves Júnior)

Na luta contra a demissão de 100 operários da empresa Enesa, grupo terceirizado contratado pela Centrais Elétricas de Sergipe, administradora da Termoelétrica, dezenas de trabalhadores cruzaram os braços durante todo o dia de ontem. A mobilização ocorreu nas intermediações da obra, no município da Barra dos Coqueiros, onde foram reivindicações ainda maior participação nos lucros e ainda que seja oferecida uma alimentação de boa qualidade aos trabalhadores. O grupo não descarta a possibilidade de promover outros atos públicos caso as reivindicações não sejam atendidas.
Independentes, a classe trabalhadora rejeita qualquer tipo de assistência administrativa ofertada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont). O grupo entende que é necessário criar um grupo de representantes leais da categoria a fim de debater os assuntos junto aos gestores empresariais. Em contraponto às críticas direcionadas à alimentação fornecida, recentemente o JORNAL DO DIA foi informado que existe a preocupação perante o zelo com a saúde de todos os profissionais que vestem a farda da General Electric e atuam na obra de construção da usina.
"Há mais de três meses estávamos nos queixando desses problemas e da possibilidade de demissão em massa, mas infelizmente o sindicato não vinha atendendo aos nossos apelos. Chegamos ao limite e decidimos realizar essa manifestação. Agora não queremos mais o apoio de quem na realizadas nunca esteve com a gente", disse Adriano dos Santos. Sobre as demais reivindicações as empresas não se manifestaram. A direção sindical não se manifestou oficialmente sobre a rejeição por parte dos manifestantes.
"Não temos nada contra quem faz parte desse sindicato, podemos futuramente participar de atos em conjunto, mas enquanto estivermos precisando de ajuda e eles não chegarem junto do trabalhador, não há condições de acordo. Vamos encabeçar a nossa luta de forma independente; temos força para brigar pelos interesses do trabalhador", afirmou o também operário, José Ricardo. O grupo não informou quando voltam a se reunir para discutir possíveis avanços após a mobilização de ontem. Os serviços serão normalizados na manhã de hoje. (Milton Alves Júnior)