Sintese pede interferência do TJ sobre salários

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Ana Lúcia e dirigentes do Sintese na audiência com o desembargador Netônio Machado
Ana Lúcia e dirigentes do Sintese na audiência com o desembargador Netônio Machado

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 20/10/2012 às 02:40:00

A direção do Sintese, acompanhada da deputada estadual Ana Lúcia (PT), esteve reunida em audiência, na manhã desta sexta-feira, com o corregedor-geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, desembargador Netônio Bezerra Machado, para tratar dos problemas relativos a atraso de salários e o não pagamento de direitos dos educadores por parte de muitos prefeitos.

No diálogo com o desembargador, os dirigentes do sindicato expuseram a situação difícil vivida por professores de municípios como Indiaroba, Riachão do Dantas, Canhoba, Cristinápolis, General Maynard, Itabaiana, São Domingos, Macambira, Pedra Mole, Aquidabã, Carira e Santana do São Francisco, Gararu, Brejo Grande, Porto da Folha, Malhada dos Bois, Muribeca, Ilha das Flores, Japoatã e Umbaúba por conta dos constantes atrasos salariais e de outros direitos.

Na maioria desses municípios o problema é no atraso de um mês nos salários dos educadores e demais servidores. Mas em Carira, onde a questão é mais grave, os professores estão sem receber o  1/3 ferial referente ao mês de janeiro de 2011, o 13º salário referente ao ano de 2008 e metade do 13º salário dos professores que fizeram aniversário em novembro de 2011, o 13º salário referente ao ano de 2010 o 1/6 ferial desde o ano de 2005; além disso, os professores aposentados estão sem receber os meses de novembro de 2011, e julho, agosto e setembro de 2012.

Em Itabaiana, alguns professores receberam seus salários, outros não, assim como Macambira. Aquidabã falta pagar 1/3 e 1/6 ferial. Em São Domingos, 13 professores da rede estão sem receber seus salários. Já em Santana do São Francisco, a administração municipal deve dois meses de salários.

"Salário e direitos trabalhistas são sagrados. E salário tem um peso muito maior porque é o que garante a dignidades das famílias. Não dá para aceitar que prefeitos façam o que estão fazendo com os professores e demais servidores, atrasando salários e outros direitos. Vamos buscar todos os caminhos possíveis para garantir que o que é de direito dos educadores e demais servidores seja pago em dia", ressalta a presidenta do Sintese, Angela Melo.

Na audiência, que contou com as presenças da vice-presidente, Maria Barroso, e do diretor de comunicação do sindicato, Joel Almeida, o desembargador Netônio Machado sugeriu que o sindicato encaminhasse para o TJ os casos das prefeituras que estão atrasando salários e deixando de pagar direitos trabalhistas para que o tribunal tomasse ciência.

Em relação aos casos em que já há ações judiciais e que ainda não foram julgados, que fossem encaminhados à Corregedoria de Justiça para uma avaliação.