Ana denuncia assassinato pela PM em Brejo Grande: "Não foi tiro acidental, foi execução"

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Publicada em 14/08/2018 às 07:33:00

 

A deputada estadual 
Ana Lula utilizou a 
tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe, na tarde dessa segunda-feira para contrapor a versão oficial que está sendo divulgada pela Polícia Militar e pela imprensa sobre a morte de José Wellian de Oliveira Pereira, de apenas 23 anos, ocorrida no último domingo (12), dia dos pais na comunidade Brejão dos Negros, município de Brejo Grande.
"Nós acompanhamos as informações na imprensa de que houve luta corporal e que o jovem teria tentado tomar a arma do policial e que nesse momento ocorreu um disparo acidental que matou o rapaz. Mas segundo testemunhas, o jovem teria sido agredido com um tapa no rosto por um policial militar ao contestar a prisão de um amigo seu. Em seguida foi atingido com um tiro no pé e, quando estava caído no chão levou um tiro na nuca. Não foi tiro acidental, foi execução", denunciou Ana Lula.
A parlamentar continuou o seu discurso falando sobre a repercussão do caso na cidade. "O que estou narrando aqui foi testemunhado por várias pessoas e a revolta da população foi tão grande que hoje era impossível entrar na cidade de Brejo Grande, pois populares atearam fogo em pneus nos acessos da cidade em protesto contra esse crime bárbaro. A população está indignada porque sabe que foi intencional. Como é intencional o extermínio da população jovem, negra e pobre desse país. Nós precisamos estar atentos contra isso. É o avanço do fascismo e do ódio no coração das pessoas. Avanço que é financiado por grandes empresários de armamentos e estimulado diariamente pela grande mídia que aprofunda o preconceito social, racial e sexista", declarou.
A deputada defendeu a desmilitarização da polícia e da Guarda Municipal ao relatar outro caso de violência ocorrido na semana passada em Aracaju. "Na semana passada, advogados do MTST foram agredidos e tiveram as suas vidas ameaçadas por um guarda municipal armado em uma assembleia do movimento debaixo do viaduto do DIA. Esse modelo de segurança pública não pode ser utilizado. As forças de segurança não pode ser formada para encarar a população como se fosse uma guerra civil, pois nessa guerra só quem morre são os negros e pobres das periferias das cidades ou dos povoados.
Ana seguiu o seu discurso cobrando a gestão pública de Aracaju e do Estado de Sergipe. "Eu espero que a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar não só apure esse caso. É preciso que o Comando da PM, que tem o devido preparo, afaste das manifestações populares as pessoas que tenham essa visão truculenta, assim como fica o nosso apelo para que o prefeito Edvaldo Nogueira desmilitarize a Guarda Municipal de Aracaju", apontou.

A deputada estadual  Ana Lula utilizou a  tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe, na tarde dessa segunda-feira para contrapor a versão oficial que está sendo divulgada pela Polícia Militar e pela imprensa sobre a morte de José Wellian de Oliveira Pereira, de apenas 23 anos, ocorrida no último domingo (12), dia dos pais na comunidade Brejão dos Negros, município de Brejo Grande.
"Nós acompanhamos as informações na imprensa de que houve luta corporal e que o jovem teria tentado tomar a arma do policial e que nesse momento ocorreu um disparo acidental que matou o rapaz. Mas segundo testemunhas, o jovem teria sido agredido com um tapa no rosto por um policial militar ao contestar a prisão de um amigo seu. Em seguida foi atingido com um tiro no pé e, quando estava caído no chão levou um tiro na nuca. Não foi tiro acidental, foi execução", denunciou Ana Lula.
A parlamentar continuou o seu discurso falando sobre a repercussão do caso na cidade. "O que estou narrando aqui foi testemunhado por várias pessoas e a revolta da população foi tão grande que hoje era impossível entrar na cidade de Brejo Grande, pois populares atearam fogo em pneus nos acessos da cidade em protesto contra esse crime bárbaro. A população está indignada porque sabe que foi intencional. Como é intencional o extermínio da população jovem, negra e pobre desse país. Nós precisamos estar atentos contra isso. É o avanço do fascismo e do ódio no coração das pessoas. Avanço que é financiado por grandes empresários de armamentos e estimulado diariamente pela grande mídia que aprofunda o preconceito social, racial e sexista", declarou.
A deputada defendeu a desmilitarização da polícia e da Guarda Municipal ao relatar outro caso de violência ocorrido na semana passada em Aracaju. "Na semana passada, advogados do MTST foram agredidos e tiveram as suas vidas ameaçadas por um guarda municipal armado em uma assembleia do movimento debaixo do viaduto do DIA. Esse modelo de segurança pública não pode ser utilizado. As forças de segurança não pode ser formada para encarar a população como se fosse uma guerra civil, pois nessa guerra só quem morre são os negros e pobres das periferias das cidades ou dos povoados.
Ana seguiu o seu discurso cobrando a gestão pública de Aracaju e do Estado de Sergipe. "Eu espero que a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar não só apure esse caso. É preciso que o Comando da PM, que tem o devido preparo, afaste das manifestações populares as pessoas que tenham essa visão truculenta, assim como fica o nosso apelo para que o prefeito Edvaldo Nogueira desmilitarize a Guarda Municipal de Aracaju", apontou.