Letalidade policial é eufemismo

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Publicada em 14/08/2018 às 07:44:00

 

Embora os dados nem sempre es
tejam à mão, a letalidade polici-
al é uma realidade conhecida do populacho em qualquer lugar do Brasil. Para os pretos e pobres, policial fardado e bandido são dois lados da mesma moeda, farinha do mesmo saco, tudo igual.
Não existem dados quantificando o número de cidadãos abatidos por policiais no exercício do ofício em Sergipe. Mas ninguém duvida que abusos sejam cometidos todos os dias. Talvez não seja o caso do episódio ocorrido este fim de semana em Brejo Grande, durante uma cavalgada, evento de grande concentração popular. As informações disponíveis apontam em direções contrárias. De certo, o cadáver de um jovem contando 23 anos, além da ausência de uma explicação razoável da PM.
As explicações para o caso aqui em questão não devem tardar, por mais nebulosas que sejam as circunstâncias. A questão de fundo, no entanto, é mais abrangente. A "letalidade policial", eufemismo adotado pelas autoridades para tentar abafar os casos de abusos resguardados pela farda, deveria ser tomado como uma medida do despreparo policial no "diálogo" com a população. E, no entanto, os dados muitas vezes não chegam nem mesmo a ser computados.
Verdade é que da maneira irresponsável como a PM se comporta no cotidiano das grandes cidades brasileiras - e não faltam episódios recentes para provar que a Polícia Militar de Sergipe não é exceção à regra - ninguém distingue entre soldados e marginais.

Embora os dados nem sempre es tejam à mão, a letalidade polici- al é uma realidade conhecida do populacho em qualquer lugar do Brasil. Para os pretos e pobres, policial fardado e bandido são dois lados da mesma moeda, farinha do mesmo saco, tudo igual.
Não existem dados quantificando o número de cidadãos abatidos por policiais no exercício do ofício em Sergipe. Mas ninguém duvida que abusos sejam cometidos todos os dias. Talvez não seja o caso do episódio ocorrido este fim de semana em Brejo Grande, durante uma cavalgada, evento de grande concentração popular. As informações disponíveis apontam em direções contrárias. De certo, o cadáver de um jovem contando 23 anos, além da ausência de uma explicação razoável da PM.
As explicações para o caso aqui em questão não devem tardar, por mais nebulosas que sejam as circunstâncias. A questão de fundo, no entanto, é mais abrangente. A "letalidade policial", eufemismo adotado pelas autoridades para tentar abafar os casos de abusos resguardados pela farda, deveria ser tomado como uma medida do despreparo policial no "diálogo" com a população. E, no entanto, os dados muitas vezes não chegam nem mesmo a ser computados.
Verdade é que da maneira irresponsável como a PM se comporta no cotidiano das grandes cidades brasileiras - e não faltam episódios recentes para provar que a Polícia Militar de Sergipe não é exceção à regra - ninguém distingue entre soldados e marginais.