Agrotóxicos em laranjais atingem estudantes em Tomar do Geru

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A proximidade das escolas com os laranjais pode estar gerando o problema
A proximidade das escolas com os laranjais pode estar gerando o problema

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Publicada em 15/08/2018 às 06:58:00

 

Peritos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária acreditam que o uso em larga escala de agrotóxicos em laranjais no município de Tomar do Geru, Leste sergipano, pode ser o principal causador dos problemas respiratórios sofridos por estudantes e professores os quais frequentam instituições de ensino nas imediações das lavouras. Até a tarde da última segunda-feira, 13, pelo menos dez crianças e quatro professores foram contaminados e necessitaram de assistência médica. A Prefeitura de Tomar do Geru também reconhece o problema.
Na tentativa de minimizar os efeitos negativos, a administração municipal informou que já acionou a Secretaria de Estado da Saúde para que sejam realizados exames emergenciais nas pessoas com quadro clínico complicado desde a quarta-feira da semana passada, 08. Foi justamente há uma semana que o mal estar começou a incomodar os estudantes e servidores educacionais. Em virtude da representatividade deste caso, a perspectiva é que os exames sejam gerais, e não apenas destinados às crianças que se queixaram da dificuldade em respirar.
De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Pádua Pombo, a prática de pulverização do agrotóxico em plantações provoca complicações em pessoas que, diretamente ou indiretamente, acabam respirando com frequência o ar destas regiões. Com problemas respiratórios persistentes, é possível que as vítimas da intoxicação possam estar sendo expostas ao perigo há mais de dois anos. O especialista destaca ainda a necessidade de se investigar a quantidade do produto tóxico aplicado pelos agricultores.
 "É preciso analisar o nível de toxidade aplicado nos alimentos para observar se está, de fato, acima do permitido pelos órgãos federais. Além da inalação, paralelamente o consumo desses alimentos produzidos na mesma região pode estar atrelado às complicações. As analises devem ser imediatas para que possamos evitar que outras pessoas sofram com as complicações na saúde", disse o diretor. A Secretaria de Estado da Saúde informou que irá convocar os produtores rurais de Tomar do Geru para reunião sobre o assunto.
 No que se refere às ações preventivas a serem adotadas pelo município, o prefeito Pedro Balbino, garante que a gestão municipal começa a exigir a apresentação do fluxo de aplicação dos agrotóxicos. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os produtores possuem a responsabilidade civil de respeitar todas as normas impostas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos.
 "Estamos falando de aplicações de veneno que podem estar afetando a qualidade de vida de crianças e adultos que residem ou estudam na área. Vamos continuar o monitoramento", afirmou Balbino.(Milton Alves Júnior)

Peritos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária acreditam que o uso em larga escala de agrotóxicos em laranjais no município de Tomar do Geru, Leste sergipano, pode ser o principal causador dos problemas respiratórios sofridos por estudantes e professores os quais frequentam instituições de ensino nas imediações das lavouras. Até a tarde da última segunda-feira, 13, pelo menos dez crianças e quatro professores foram contaminados e necessitaram de assistência médica. A Prefeitura de Tomar do Geru também reconhece o problema.
Na tentativa de minimizar os efeitos negativos, a administração municipal informou que já acionou a Secretaria de Estado da Saúde para que sejam realizados exames emergenciais nas pessoas com quadro clínico complicado desde a quarta-feira da semana passada, 08. Foi justamente há uma semana que o mal estar começou a incomodar os estudantes e servidores educacionais. Em virtude da representatividade deste caso, a perspectiva é que os exames sejam gerais, e não apenas destinados às crianças que se queixaram da dificuldade em respirar.
De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Pádua Pombo, a prática de pulverização do agrotóxico em plantações provoca complicações em pessoas que, diretamente ou indiretamente, acabam respirando com frequência o ar destas regiões. Com problemas respiratórios persistentes, é possível que as vítimas da intoxicação possam estar sendo expostas ao perigo há mais de dois anos. O especialista destaca ainda a necessidade de se investigar a quantidade do produto tóxico aplicado pelos agricultores.
 "É preciso analisar o nível de toxidade aplicado nos alimentos para observar se está, de fato, acima do permitido pelos órgãos federais. Além da inalação, paralelamente o consumo desses alimentos produzidos na mesma região pode estar atrelado às complicações. As analises devem ser imediatas para que possamos evitar que outras pessoas sofram com as complicações na saúde", disse o diretor. A Secretaria de Estado da Saúde informou que irá convocar os produtores rurais de Tomar do Geru para reunião sobre o assunto.
 No que se refere às ações preventivas a serem adotadas pelo município, o prefeito Pedro Balbino, garante que a gestão municipal começa a exigir a apresentação do fluxo de aplicação dos agrotóxicos. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os produtores possuem a responsabilidade civil de respeitar todas as normas impostas pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos.
 "Estamos falando de aplicações de veneno que podem estar afetando a qualidade de vida de crianças e adultos que residem ou estudam na área. Vamos continuar o monitoramento", afirmou Balbino.(Milton Alves Júnior)