Médicos da PMA pressionam por negociação

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Os médicos estão em greve desde o dia 20 de julho
Os médicos estão em greve desde o dia 20 de julho

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Publicada em 15/08/2018 às 07:00:00

 

Milton Alves Júnior
Na manhã de ontem mé
dicos estatutários que 
trabalham nas 43 unidades básicas de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju voltaram a ocupar a entrada principal do Centro Administrativo Aloísio Campos para pressionar o poder público municipal a receber a classe trabalhadora e negociar os pedidos de reajuste salarial, criação de concurso público e qualificação das unidades básicas de saúde. Impacientes com a dificuldade em se encontrar com o chefe do poder executivo municipal e entrar em acordo, os grevistas seguem de braços cruzados por tempo indeterminado.
Parados desde o dia 20 de julho, os profissionais da medicina inviabilizam cerca de 70% das atividades funcionais. Desde a deflagração da greve - aprovada pela maioria dos servidores durante assembleia da categoria, apenas as escalas destinadas aos casos de urgência e emergência seguem sem alteração. De acordo com contabilidade apresentada pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), 150 estatutários aderiram ao movimento. Diante do prolongamento do impasse, os médicos reivindicam mais uma vez o apoio dos órgãos que atuam em defesa do trabalhador.
 "Lamentavelmente a Prefeitura de Aracaju segue se mostrando indisposta para negociar com a categoria. Estamos pedindo audiência com o prefeito Edvaldo Nogueira, mas ele não se manifesta, assim como ocorre desde o início do ano. Pelo visto só ira nos atender, forçadamente, quando o Tribunal de Justiça determinar", disse João Augusto, presidente do Sindimed. Com os salários congelados desde 2016, a classe trabalhadora aponta para o poder executivo municipal como responsável direto pela destacada desqualificação dos serviços do  Sistema Único de Saúde ofertados pela capital sergipana.
Ainda de acordo com o presidente sindical, a saúde ofertada pelo município segue distante da prometida durante a campanha eleitoral de 2016. "Não existe valorização das categorias, não existe diálogo, não existe nada do que foi prometido em campanha. Isso tudo resulta em baixa da qualidade. O que existe é desprezo com os pacientes e servidores", afirmou João Augusto.
SMS - Por iniciativa sindical, o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, através do desembargador Diógenes Barreto, estabeleceu um prazo de 48h para que a Prefeitura se manifestasse quanto ao pedido de audiência de conciliação. Esse prazo, teoricamente, extinguiria na quarta-feira da semana passada, dia 08. Sobre essa demanda a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que irá cumprir com a determinação, mas segue aguardando a apresentação da demanda judiciária como forma de saber o que de fato está sendo pleiteado pelos servidores e pelo TJ.
 "O objetivo é resolver o impasse e contribuir para que os serviços sejam normalizados. O nosso setor jurídico nos confirmou que até o inicio dessa manhã a ordem do desembargador ainda não foi protocolada", disse Victor Vieira, assessor de comunicação da SMS.

Na manhã de ontem mé dicos estatutários que  trabalham nas 43 unidades básicas de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju voltaram a ocupar a entrada principal do Centro Administrativo Aloísio Campos para pressionar o poder público municipal a receber a classe trabalhadora e negociar os pedidos de reajuste salarial, criação de concurso público e qualificação das unidades básicas de saúde. Impacientes com a dificuldade em se encontrar com o chefe do poder executivo municipal e entrar em acordo, os grevistas seguem de braços cruzados por tempo indeterminado.
Parados desde o dia 20 de julho, os profissionais da medicina inviabilizam cerca de 70% das atividades funcionais. Desde a deflagração da greve - aprovada pela maioria dos servidores durante assembleia da categoria, apenas as escalas destinadas aos casos de urgência e emergência seguem sem alteração. De acordo com contabilidade apresentada pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), 150 estatutários aderiram ao movimento. Diante do prolongamento do impasse, os médicos reivindicam mais uma vez o apoio dos órgãos que atuam em defesa do trabalhador.
 "Lamentavelmente a Prefeitura de Aracaju segue se mostrando indisposta para negociar com a categoria. Estamos pedindo audiência com o prefeito Edvaldo Nogueira, mas ele não se manifesta, assim como ocorre desde o início do ano. Pelo visto só ira nos atender, forçadamente, quando o Tribunal de Justiça determinar", disse João Augusto, presidente do Sindimed. Com os salários congelados desde 2016, a classe trabalhadora aponta para o poder executivo municipal como responsável direto pela destacada desqualificação dos serviços do  Sistema Único de Saúde ofertados pela capital sergipana.
Ainda de acordo com o presidente sindical, a saúde ofertada pelo município segue distante da prometida durante a campanha eleitoral de 2016. "Não existe valorização das categorias, não existe diálogo, não existe nada do que foi prometido em campanha. Isso tudo resulta em baixa da qualidade. O que existe é desprezo com os pacientes e servidores", afirmou João Augusto.

SMS -
Por iniciativa sindical, o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, através do desembargador Diógenes Barreto, estabeleceu um prazo de 48h para que a Prefeitura se manifestasse quanto ao pedido de audiência de conciliação. Esse prazo, teoricamente, extinguiria na quarta-feira da semana passada, dia 08. Sobre essa demanda a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que irá cumprir com a determinação, mas segue aguardando a apresentação da demanda judiciária como forma de saber o que de fato está sendo pleiteado pelos servidores e pelo TJ.
 "O objetivo é resolver o impasse e contribuir para que os serviços sejam normalizados. O nosso setor jurídico nos confirmou que até o inicio dessa manhã a ordem do desembargador ainda não foi protocolada", disse Victor Vieira, assessor de comunicação da SMS.