Terceirizados de termoelétrica mantém protestos

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Publicada em 16/08/2018 às 08:13:00

 

Trabalhadores que prestam serviços terceirizados para a construção da Usina Termoelétrica, em processo de edificação no município da Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju, seguem se mobilizando contra possíveis desrespeito contra o acordo coletivo dos operários junto ao setor empresarial. Pela terceira vez somente esta semana os servidores cruzaram os braços como forma de pressionar os gestores das Centrais Elétricas de Sergipe (CELSE). Além da perspectiva de demissão de 100 trabalhadores nos próximos dias, a baixa condição de trabalho tem provocado insatisfação aos trabalhadores.
Oficialmente sem contar com a participação e interferência administrativa de moderadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont), cerca de 600 profissionais aderiram ao movimento e aguardam ser recebidos por dirigentes da Celse e General Electric (Grupo GE). Caso os pleitos não sejam atendidos em caráter imediato, os grevistas não descartam a possibilidade de manter o movimento paredista por tempo indeterminado. A garantia foi passada por Júlio César Gomes, um dos representantes da classe trabalhadora.
O grupo lamenta ainda uma possível falta de diálogo produtivo por parte do setor empresarial. "Impressionante como a empresa não quer sentar com a categoria para discutir os problemas e tentar solucionar cada um. Existe uma demanda grande de desemprego, mas a informação que possuímos é que vai ter um corte grande, e para piorar só querem tirar o povo sergipano. Há também a questão da PLR, que é a participação nos lucros da empresa. Só queriam dar uma parte", declarou. Sobre a decisão em rejeitar a participação do sindicato, o funcionário informou que o grupo sindical na realidade não representa a categoria.
Assim como o JORNAL DO DIA vem destacando desde o início desta semana, os manifestantes reclamaram da alimentação, ausência de plano de saúde, jornadas exaustivas e falta de assistência. Sobre essas queixas a GE esclarece que: "nesta quarta-feira, 15/08, apenas parte dos serviços de montagem da termoelétrica foi paralisada, que compreende os serviços sob a responsabilidade da empresa subcontratada Enesa Engenharia, com efetivo de cerca de 570 empregados. Esclarecemos que o encerramento dos contratos citados pelos manifestantes é previsto, pois se tratam de posições temporárias para instalação do projeto".
Ainda em contraponto o grupo aproveitou para esclarecer que os benefícios são discutidos e negociados diretamente com a representação legal dos empregados da Enesa, o SINDIMONT, que inclusive foi negociada a concessão de plano de saúde para os funcionários, a partir do dia primeiro de setembro de 2018. Quanto ao benefício da Participação nos Lucros e Resultados, a pauta ainda se encontra em discussão com o sindicato da categoria. Em relação à alimentação coletiva do canteiro de obra, o fornecimento obedece às rígidas normas de controle industrial, fiscalizado pela vigilância sanitária. (Milton Alves Júnior)

Trabalhadores que prestam serviços terceirizados para a construção da Usina Termoelétrica, em processo de edificação no município da Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju, seguem se mobilizando contra possíveis desrespeito contra o acordo coletivo dos operários junto ao setor empresarial. Pela terceira vez somente esta semana os servidores cruzaram os braços como forma de pressionar os gestores das Centrais Elétricas de Sergipe (CELSE). Além da perspectiva de demissão de 100 trabalhadores nos próximos dias, a baixa condição de trabalho tem provocado insatisfação aos trabalhadores.
Oficialmente sem contar com a participação e interferência administrativa de moderadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont), cerca de 600 profissionais aderiram ao movimento e aguardam ser recebidos por dirigentes da Celse e General Electric (Grupo GE). Caso os pleitos não sejam atendidos em caráter imediato, os grevistas não descartam a possibilidade de manter o movimento paredista por tempo indeterminado. A garantia foi passada por Júlio César Gomes, um dos representantes da classe trabalhadora.
O grupo lamenta ainda uma possível falta de diálogo produtivo por parte do setor empresarial. "Impressionante como a empresa não quer sentar com a categoria para discutir os problemas e tentar solucionar cada um. Existe uma demanda grande de desemprego, mas a informação que possuímos é que vai ter um corte grande, e para piorar só querem tirar o povo sergipano. Há também a questão da PLR, que é a participação nos lucros da empresa. Só queriam dar uma parte", declarou. Sobre a decisão em rejeitar a participação do sindicato, o funcionário informou que o grupo sindical na realidade não representa a categoria.
Assim como o JORNAL DO DIA vem destacando desde o início desta semana, os manifestantes reclamaram da alimentação, ausência de plano de saúde, jornadas exaustivas e falta de assistência. Sobre essas queixas a GE esclarece que: "nesta quarta-feira, 15/08, apenas parte dos serviços de montagem da termoelétrica foi paralisada, que compreende os serviços sob a responsabilidade da empresa subcontratada Enesa Engenharia, com efetivo de cerca de 570 empregados. Esclarecemos que o encerramento dos contratos citados pelos manifestantes é previsto, pois se tratam de posições temporárias para instalação do projeto".
Ainda em contraponto o grupo aproveitou para esclarecer que os benefícios são discutidos e negociados diretamente com a representação legal dos empregados da Enesa, o SINDIMONT, que inclusive foi negociada a concessão de plano de saúde para os funcionários, a partir do dia primeiro de setembro de 2018. Quanto ao benefício da Participação nos Lucros e Resultados, a pauta ainda se encontra em discussão com o sindicato da categoria. Em relação à alimentação coletiva do canteiro de obra, o fornecimento obedece às rígidas normas de controle industrial, fiscalizado pela vigilância sanitária. (Milton Alves Júnior)