Emergência

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Publicada em 16/08/2018 às 08:33:00

 

Um problema secular. Pelo me-
nos 15 municípios sergipanos 
já foram obrigados a decretar situação de emergência junto ao Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil de Sergipe (Depec), em função da estiagem prolongada. O cumprimento do protocolo consiste, mais das vezes, no último fio de esperança para contar com alguma ajuda oficial. Em Poço Redondo, Canindé do São Francisco e Monte Alegre, a situação é tão crítica que os municípios recebem ajuda ininterrupta desde 2011.
A situação de emergência é, antes de tudo, uma questão técnica. Segundo o Ministério da Integração Nacional, a calamidade só é reconhecida pelo Governo Federal com a anuência do Governo do Estado, com base na documentação enviada pelo gestor para análise da Defesa Civil Nacional. Assim, a fila de municípios necessitados da ajuda providencial do primeiro escalão da República é muito maior do que os 15 municípios onde o suplício já foi atestado sugere. Ano passado, foram 30. Ainda que os recursos cheguem logo, sempre aquém da urgência real, no entanto, pouco será feito para evitar que a emergência volte a ocorrer.
As medidas adotadas são as mesmas de sempre. Simples paliativo. Por isso a sede, velha conhecida de pelo menos 125 mil sergipanos. Sem água boa de beber, os sertanejos esperam o caminhão pipa enquanto observam o gado magro morrer no solo rachado, eles próprios maltratados pela falta de água. Esta, a dimensão humana do flagelo.
A população sertaneja ainda vive sob o julgo dos poderosos e do próprio tempo. No nordeste, onde efeitos climáticos completamente previsíveis possuem consequências palpáveis no cotidiano de muita gente, o povo olha para o céu como quem encarasse a face de um deus impiedoso, que cobra no sofrimento dos homens uma oferenda ao próprio deleite. Um expediente inútil. Aqui embaixo, entre os homens de carne e osso, não falta quem fature alto, em moeda e prestígio político, com a sede e o desespero dos fortes.

Um problema secular. Pelo me- nos 15 municípios sergipanos  já foram obrigados a decretar situação de emergência junto ao Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil de Sergipe (Depec), em função da estiagem prolongada. O cumprimento do protocolo consiste, mais das vezes, no último fio de esperança para contar com alguma ajuda oficial. Em Poço Redondo, Canindé do São Francisco e Monte Alegre, a situação é tão crítica que os municípios recebem ajuda ininterrupta desde 2011.
A situação de emergência é, antes de tudo, uma questão técnica. Segundo o Ministério da Integração Nacional, a calamidade só é reconhecida pelo Governo Federal com a anuência do Governo do Estado, com base na documentação enviada pelo gestor para análise da Defesa Civil Nacional. Assim, a fila de municípios necessitados da ajuda providencial do primeiro escalão da República é muito maior do que os 15 municípios onde o suplício já foi atestado sugere. Ano passado, foram 30. Ainda que os recursos cheguem logo, sempre aquém da urgência real, no entanto, pouco será feito para evitar que a emergência volte a ocorrer.
As medidas adotadas são as mesmas de sempre. Simples paliativo. Por isso a sede, velha conhecida de pelo menos 125 mil sergipanos. Sem água boa de beber, os sertanejos esperam o caminhão pipa enquanto observam o gado magro morrer no solo rachado, eles próprios maltratados pela falta de água. Esta, a dimensão humana do flagelo.
A população sertaneja ainda vive sob o julgo dos poderosos e do próprio tempo. No nordeste, onde efeitos climáticos completamente previsíveis possuem consequências palpáveis no cotidiano de muita gente, o povo olha para o céu como quem encarasse a face de um deus impiedoso, que cobra no sofrimento dos homens uma oferenda ao próprio deleite. Um expediente inútil. Aqui embaixo, entre os homens de carne e osso, não falta quem fature alto, em moeda e prestígio político, com a sede e o desespero dos fortes.