Registrado o primeiro caso de sarampo em Aracaju após 20 anos

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A coordenadora da Covepi, Tânia Santos
A coordenadora da Covepi, Tânia Santos

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Publicada em 18/08/2018 às 07:55:00

 

A Secretaria Munici
pal da Saúde (SMS) 
confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso de sarampo em Sergipe nos últimos 20 anos. Foi registrada a contaminação de um adolescente do município, que contraiu a doença na cidade de Manaus, quando estava viajando nas férias de julho.
A Coordenação da Vigilância Epidemiológica (Covepi) em menos de 24 horas promoveu várias ações de bloqueio para evitar a transmissão na cidade. Isso porque o Brasil passa por um surto de sarampo nos estados de Roraima e Amazonas, em decorrência da entrada de pessoas contaminadas no país. O adolescente confirmado com a doença voltou de viagem no dia 30 de julho e começou a apresentar os sintomas no último dia 11 deste mês, com um quadro bem característico do sarampo.
"A SMS fez todas as medidas de controle, inicialmente para o diagnóstico através da coleta de urina e o sangue, pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). No dia 16, com o conhecimento do caso, imediatamente disparamos a comunicação para a Unidade Básica de Saúde da área de moradia do adolescente, e os profissionais fizeram a visita domiciliar a família. Já foi realizado também o bloqueio vacinal tanto na residência, como com a equipe que atendeu o adolescente. Agora estamos em processo para realizar o bloqueio no colégio que o adolescente estuda", disse a coordenadora da Covepi, Tânia Santos.
Empenho - Ainda segundo a coordenadora, em julho a SMS já tinha lançado um alerta epidemiológico aos profissionais de saúde, a fim de promover uma maior intensificação das ações de vigilância. Embora os últimos casos confirmados para sarampo no município tenham ocorrido há mais de 20 anos, e o Brasil tenha recebido o certificado de eliminação do vírus em 2016 pela Organização Mundial de Saúde, atualmente o país encontra-se vulnerável devido às baixas coberturas vacinais e pelo surto que vem ocorrendo no Norte.
"É necessário um maior empenho dos nossos profissionais da saúde, tanto para esclarecer a população sobre a importância de manter a caderneta da criança atualizada, quanto de permanecer em alerta para casos suspeitos de sarampo, pois a notificação deve ser imediata. Destaco que os pais e responsáveis são protagonistas diretos do cuidado com seus filhos, e que precisam ser ativos no processo de prevenção das doenças. Todas as unidades básicas de saúde ofertam as vacinas necessárias para as crianças", destacou a coordenadora.
Assim, alertamos os profissionais de saúde dos hospitais, das Unidades de Pronto Atendimento e das Unidades de Saúde da Família para enviar a notificação imediata de todos os casos suspeitos, entrando em contato através dos telefones (79) 3711-5069 e (79) 3711-5062; ou via e-mail saude.notifica@aracaju.se.gov.br. No período noturno, feriados e finais de semana, o contato para notificações com a Unidade de Resposta Rápida/CIEVS (URR) pode ser feito através do número (79) 98107-5020.
Prevenção - Ainda de acordo com a coordenadora da Covepi, a transmissão do sarampo pode ocorrer de uma pessoa a outra por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até na respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar em ambientes fechados.
"Por isso, ela é considerada uma doença infecciosa viral extremamente contagiosa. Os principais sintomas são manchas avermelhadas em todo o corpo, febre alta, congestão nasal, tosse e conjuntivite, além de poder causar complicações graves, como encefalite, diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia e até cegueira; quadros que são mais graves em crianças", alertou.
A melhor maneira de se evitar a doença ainda é através da vacina. As crianças devem receber duas doses: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetra viral (que inclui proteção contra varicela) ou tríplice viral e varicela separadamente.
Caso o indivíduo esteja fora da referida faixa etária e não tenha recebido esta vacina em algum momento da vida, a vacinação se dá da seguinte forma: até 29 anos, duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas; 30 a 49 anos: apenas uma dose. Vale salientar, a importância de levar o cartão de vacina à unidade de saúde para que o profissional verifique a necessidade de atualização.

A Secretaria Munici pal da Saúde (SMS)  confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso de sarampo em Sergipe nos últimos 20 anos. Foi registrada a contaminação de um adolescente do município, que contraiu a doença na cidade de Manaus, quando estava viajando nas férias de julho.
A Coordenação da Vigilância Epidemiológica (Covepi) em menos de 24 horas promoveu várias ações de bloqueio para evitar a transmissão na cidade. Isso porque o Brasil passa por um surto de sarampo nos estados de Roraima e Amazonas, em decorrência da entrada de pessoas contaminadas no país. O adolescente confirmado com a doença voltou de viagem no dia 30 de julho e começou a apresentar os sintomas no último dia 11 deste mês, com um quadro bem característico do sarampo.
"A SMS fez todas as medidas de controle, inicialmente para o diagnóstico através da coleta de urina e o sangue, pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). No dia 16, com o conhecimento do caso, imediatamente disparamos a comunicação para a Unidade Básica de Saúde da área de moradia do adolescente, e os profissionais fizeram a visita domiciliar a família. Já foi realizado também o bloqueio vacinal tanto na residência, como com a equipe que atendeu o adolescente. Agora estamos em processo para realizar o bloqueio no colégio que o adolescente estuda", disse a coordenadora da Covepi, Tânia Santos.

Empenho - Ainda segundo a coordenadora, em julho a SMS já tinha lançado um alerta epidemiológico aos profissionais de saúde, a fim de promover uma maior intensificação das ações de vigilância. Embora os últimos casos confirmados para sarampo no município tenham ocorrido há mais de 20 anos, e o Brasil tenha recebido o certificado de eliminação do vírus em 2016 pela Organização Mundial de Saúde, atualmente o país encontra-se vulnerável devido às baixas coberturas vacinais e pelo surto que vem ocorrendo no Norte.
"É necessário um maior empenho dos nossos profissionais da saúde, tanto para esclarecer a população sobre a importância de manter a caderneta da criança atualizada, quanto de permanecer em alerta para casos suspeitos de sarampo, pois a notificação deve ser imediata. Destaco que os pais e responsáveis são protagonistas diretos do cuidado com seus filhos, e que precisam ser ativos no processo de prevenção das doenças. Todas as unidades básicas de saúde ofertam as vacinas necessárias para as crianças", destacou a coordenadora.
Assim, alertamos os profissionais de saúde dos hospitais, das Unidades de Pronto Atendimento e das Unidades de Saúde da Família para enviar a notificação imediata de todos os casos suspeitos, entrando em contato através dos telefones (79) 3711-5069 e (79) 3711-5062; ou via e-mail saude.notifica@aracaju.se.gov.br. No período noturno, feriados e finais de semana, o contato para notificações com a Unidade de Resposta Rápida/CIEVS (URR) pode ser feito através do número (79) 98107-5020.

Prevenção - Ainda de acordo com a coordenadora da Covepi, a transmissão do sarampo pode ocorrer de uma pessoa a outra por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até na respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar em ambientes fechados.
"Por isso, ela é considerada uma doença infecciosa viral extremamente contagiosa. Os principais sintomas são manchas avermelhadas em todo o corpo, febre alta, congestão nasal, tosse e conjuntivite, além de poder causar complicações graves, como encefalite, diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia e até cegueira; quadros que são mais graves em crianças", alertou.
A melhor maneira de se evitar a doença ainda é através da vacina. As crianças devem receber duas doses: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetra viral (que inclui proteção contra varicela) ou tríplice viral e varicela separadamente.
Caso o indivíduo esteja fora da referida faixa etária e não tenha recebido esta vacina em algum momento da vida, a vacinação se dá da seguinte forma: até 29 anos, duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas; 30 a 49 anos: apenas uma dose. Vale salientar, a importância de levar o cartão de vacina à unidade de saúde para que o profissional verifique a necessidade de atualização.