PF apreende fuzil e 645 quilos de drogas em caminhão

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A DROGA FOI APREENDIDA NA BR-101, NA ALTURA DE CRISTINAPÓLIS. SEGUNDO A PF, A DROGA CHEGARIA AO NORDESTE COMO PARTE DE UMA ESPÉCIE DE CONSÓRCIO MONTADO ENTRE TRAFICANTES
A DROGA FOI APREENDIDA NA BR-101, NA ALTURA DE CRISTINAPÓLIS. SEGUNDO A PF, A DROGA CHEGARIA AO NORDESTE COMO PARTE DE UMA ESPÉCIE DE CONSÓRCIO MONTADO ENTRE TRAFICANTES

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Publicada em 18/08/2018 às 07:58:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Federal con-
firmou ontem uma 
das maiores apreensões de drogas do ano no estado. Foram 637 quilos de maconha e 7,4 quilos de cocaína, que estavam escondidos no teto falso de um caminhão-baú que vinha de São Paulo (SP) para Aracaju. O veículo foi interceptado por equipes da corporação na BR-101, próximo à cidade de Cristinápolis (Sul), na divisa entre Sergipe e Bahia, ao início da noite de anteontem. Além da droga, foi encontrado um fuzil calibre 5.56 de fabricação americana, com cerca de 100 munições. A ação fez parte da chamada "Operação Carga Pesada", deflagrada para aumentar a repressão contra facções criminosas, tráfico de drogas e armas, entre outros crimes correlatos.
Segundo o delegado Adriano Moreira Silva, delegado regional de Repressão a Entorpecentes e Facções Criminosas da PF, a equipe da delegacia recebeu a denúncia anônima de que um grande carregamento de drogas chegaria a Sergipe, tendo sido adquirido por um "consórcio" de quadrilhas de traficantes para abastecer o mercado local. "Vários traficantes se unem para adquirir e trazer, de um fornecedor só, a maior quantidade possível de drogas. Isso minimiza o risco para eles. [Os encarregados do transporte da droga] fazem uma viagem só, a logística é rachada entre eles [traficantes] e se obtém o maior lucro possível", disse ele. 
A investigação mobilizou duas equipes de agentes federais, que se posicionaram em dois principais pontos de acesso ao Estado e começaram a fazer blitze nos bloqueios, abordando os caminhões com as características descritas na denúncia. Os policiais foram informados que o mesmo caminhão tinha sido parado em uma primeira abordagem, no interior de Minas Gerais, onde um primeiro motorista chegou a ser preso por ter mandado em aberto, mas o veículo foi liberado porque os policiais não conseguiram achar o carregamento de drogas. Outras denúncias complementaram as informações dos agentes até o momento em que eles conseguiram localizar o caminhão. 
O motorista que assumiu o volante, um cearense cujo nome não foi divulgado, caiu em contradição, ficou nervoso ao ser interrogado e acabou admitindo a presença da droga. Os policiais então fizeram uma revista detalhada na carreta e descobriram um teto falso na parte de cima do baú do caminhão, onde haviam cargas de farinha e de mobiliário em mudança. "A droga estava muito bem escondida. Pra você chegar nela, tinha que subir no caminhão, desparafusar as laterais e tirar as placas de ferro que ficam na parte de cima do caminhão. Foi no baú inteiro que eles fizeram um degrau para esconder a droga e o fuzil", afirmou Adriano. 
Ao todo, foram mais de 600 tabletes de maconha e cocaína, além das munições e da arma, que estava desmontada. A polícia ainda não sabe claramente quem foram os responsáveis por fornecer a droga e nem quem eram seus compradores, mas já sabe que toda a carga foi fornecida do Paraguai para São Paulo. Os responsáveis pela operação não divulgam valores, mas fontes policiais estimam que todo o carregamento de drogas apreendidas na "Carga Pesada" pode valer mais de R$ 800 mil. O caminhoneiro cearense confessou saber das drogas na carga, mas negou o conhecimento do fuzil, de uso restrito das polícias e das Forças Armadas. O preso foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico interestadual de drogas e porte ilegal de arma de uso restrito, podendo ser condenado a até 21 anos de prisão.

A Polícia Federal con- firmou ontem uma  das maiores apreensões de drogas do ano no estado. Foram 637 quilos de maconha e 7,4 quilos de cocaína, que estavam escondidos no teto falso de um caminhão-baú que vinha de São Paulo (SP) para Aracaju. O veículo foi interceptado por equipes da corporação na BR-101, próximo à cidade de Cristinápolis (Sul), na divisa entre Sergipe e Bahia, ao início da noite de anteontem. Além da droga, foi encontrado um fuzil calibre 5.56 de fabricação americana, com cerca de 100 munições. A ação fez parte da chamada "Operação Carga Pesada", deflagrada para aumentar a repressão contra facções criminosas, tráfico de drogas e armas, entre outros crimes correlatos.
Segundo o delegado Adriano Moreira Silva, delegado regional de Repressão a Entorpecentes e Facções Criminosas da PF, a equipe da delegacia recebeu a denúncia anônima de que um grande carregamento de drogas chegaria a Sergipe, tendo sido adquirido por um "consórcio" de quadrilhas de traficantes para abastecer o mercado local. "Vários traficantes se unem para adquirir e trazer, de um fornecedor só, a maior quantidade possível de drogas. Isso minimiza o risco para eles. [Os encarregados do transporte da droga] fazem uma viagem só, a logística é rachada entre eles [traficantes] e se obtém o maior lucro possível", disse ele. 
A investigação mobilizou duas equipes de agentes federais, que se posicionaram em dois principais pontos de acesso ao Estado e começaram a fazer blitze nos bloqueios, abordando os caminhões com as características descritas na denúncia. Os policiais foram informados que o mesmo caminhão tinha sido parado em uma primeira abordagem, no interior de Minas Gerais, onde um primeiro motorista chegou a ser preso por ter mandado em aberto, mas o veículo foi liberado porque os policiais não conseguiram achar o carregamento de drogas. Outras denúncias complementaram as informações dos agentes até o momento em que eles conseguiram localizar o caminhão. 
O motorista que assumiu o volante, um cearense cujo nome não foi divulgado, caiu em contradição, ficou nervoso ao ser interrogado e acabou admitindo a presença da droga. Os policiais então fizeram uma revista detalhada na carreta e descobriram um teto falso na parte de cima do baú do caminhão, onde haviam cargas de farinha e de mobiliário em mudança. "A droga estava muito bem escondida. Pra você chegar nela, tinha que subir no caminhão, desparafusar as laterais e tirar as placas de ferro que ficam na parte de cima do caminhão. Foi no baú inteiro que eles fizeram um degrau para esconder a droga e o fuzil", afirmou Adriano. 
Ao todo, foram mais de 600 tabletes de maconha e cocaína, além das munições e da arma, que estava desmontada. A polícia ainda não sabe claramente quem foram os responsáveis por fornecer a droga e nem quem eram seus compradores, mas já sabe que toda a carga foi fornecida do Paraguai para São Paulo. Os responsáveis pela operação não divulgam valores, mas fontes policiais estimam que todo o carregamento de drogas apreendidas na "Carga Pesada" pode valer mais de R$ 800 mil. O caminhoneiro cearense confessou saber das drogas na carga, mas negou o conhecimento do fuzil, de uso restrito das polícias e das Forças Armadas. O preso foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico interestadual de drogas e porte ilegal de arma de uso restrito, podendo ser condenado a até 21 anos de prisão.