Sem remédio

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Publicada em 18/08/2018 às 08:15:00

 

O primeiro caso de sarampo re-
gistrado em Sergipe, após um 
intervalo de 20 anos, deveria ser um episódio capaz de deixar qualquer um de cabelo em pé. E, no entanto, o fato vem sendo tratado com muito razoável tranquilidade. Há pelo menos duas razões concorrendo para a calma aparente dos sergipanos. Em primeiro lugar, o surto enfrentado em outras regiões do País ainda não chegou a mostrar os dentes de verdade, por essas bandas. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde tomou todas as providências para que este seja um caso isolado.
Embora o jovem com sarampo não tenha contraído a doença em território sergipano, todo cuidado é pouco. É sabido que esta é uma infecção viral extremamente perigosa, pois de fácil propagação. Pega-se sarampo até no ar, em ambientes fechados. O único meio de garantir a desejável segurança ante uma eventual exposição ao vírus é mesmo a imunização por meio de vacina. Não tem outro remédio.
Infelizmente, os gestores de saúde pública dormiram no ponto e jogaram o certificado emitido pela Organização Mundial de Saúde, em 2016, na lata do lixo. O Brasil tinha escorraçado o vírus do território nacional, após sucessivas campanhas de vacinação, um esforço continuado, que não poderia ter sofrido solução de continuidade. Agora, é preciso correr atrás do prejuízo, como faz a SMS, não adianta chorar o leite derramado.
O revés é sintomático. A ausência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, o descuido dos gestores públicos garantiu a sobrevida de uma dor de cabeça secular, com o potencial de durar ainda muitos anos.

O primeiro caso de sarampo re- gistrado em Sergipe, após um  intervalo de 20 anos, deveria ser um episódio capaz de deixar qualquer um de cabelo em pé. E, no entanto, o fato vem sendo tratado com muito razoável tranquilidade. Há pelo menos duas razões concorrendo para a calma aparente dos sergipanos. Em primeiro lugar, o surto enfrentado em outras regiões do País ainda não chegou a mostrar os dentes de verdade, por essas bandas. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde tomou todas as providências para que este seja um caso isolado.
Embora o jovem com sarampo não tenha contraído a doença em território sergipano, todo cuidado é pouco. É sabido que esta é uma infecção viral extremamente perigosa, pois de fácil propagação. Pega-se sarampo até no ar, em ambientes fechados. O único meio de garantir a desejável segurança ante uma eventual exposição ao vírus é mesmo a imunização por meio de vacina. Não tem outro remédio.
Infelizmente, os gestores de saúde pública dormiram no ponto e jogaram o certificado emitido pela Organização Mundial de Saúde, em 2016, na lata do lixo. O Brasil tinha escorraçado o vírus do território nacional, após sucessivas campanhas de vacinação, um esforço continuado, que não poderia ter sofrido solução de continuidade. Agora, é preciso correr atrás do prejuízo, como faz a SMS, não adianta chorar o leite derramado.
O revés é sintomático. A ausência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela campanha de erradicação de endemias, ainda no século XIX, o descuido dos gestores públicos garantiu a sobrevida de uma dor de cabeça secular, com o potencial de durar ainda muitos anos.