Propostas de "nanicos" vão de planos de carreira à unificação

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Publicada em 19/08/2018 às 00:47:00

Os outros candidatos menos colocados nas pesquisas eleitorais trazem propostas diversas para a segurança, mas que acabam sendo semelhantes aos planos apresentados pelos candidatos principais. João Tarantella (PSL), que se baseia na plataforma do ultradireitista Jair Bolsonaro, propõe a informatização e integração das delegacias, a criação e ampliação de núcleos do Getam no interior do estado e o aumento do efetivo da Polícia Militar, com realização de novos concursos.
Emerson Ferreira (Rede) colocou em seu programa uma meta para que Sergipe alcance um indicador de homicídios por 100 mil habitantes igual ou menor que 20 no ano de 2022, além da interiorização do DHPP, do Deotap, do Denarc, do DAGV e da Divisão de Inteligência Policial (Dipol). O candidato pretende ainda criar o Batalhão Especializado de Divisas, e ampliar o atendimento do projeto de mediação de conflitos ACORDE, além de transferir o Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) para a SSP, "em razão da clara ligação entre as atividades-fim, gerando uma maior eficiência, estabilidade e economia para o sistema".
Mendonça Prado (DEM), que foi secretário da Segurança no governo Jackson, traz em seu plano de governo a proposta de "fusão ou integração funcional da SSP com a Secretaria de Justiça", reestruturando o sistema penitenciário e criando um regime de atividades para os detentos. Ele também fala em ampliar os Pelotões de Caatinga, reativar a Câmara de Monitoramento de Inquéritos e Processos de Homicídios e criar uma unidade com o mesmo formato e filosofia da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), unidade especial de patrulhamento de rua da Polícia Militar de São Paulo.
Milton Andrade (PMN), de tendência mais liberal, propõe a valorização dos policiais, com plano de carreira e gratificação por armas apreendidas, reestruturação de batalhões e delegacias, aumento do combate ao tráfico de drogas e armas, e ampliação de parcerias com o setor privado. Os candidatos de esquerda Márcio Souza (PSOL), que é policial militar, propõe a retirada da Força Nacional do estado, unificação das policiais, políticas públicas de prevenção da violência voltadas para a juventude da periferia e a criação de uma Agenda Estadual de Desencarceramento em Massa, "com garantia de audiências de custódia e acompanhamento de andamento de processos de pessoas em Centros de Detenção Provisória. E por fim, a candidata Gilvani Alves (PSTU) propõe a legalização das drogas, confisco dos bens de corruptos e corruptores, desmilitarização da Polícia Militar (chamada no plano de "resquício da ditadura que ainda persiste") e criação de uma polícia civil unificada "sob o controle da população e dos trabalhadores, com direito à organização e sindicalização".