Médicos reclamam do corte do ponto de grevistas

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PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS CHEGA A 35 DIAS E PREJUDICA ATENDIMENTO NOS HOSPITAIS
PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS CHEGA A 35 DIAS E PREJUDICA ATENDIMENTO NOS HOSPITAIS

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Publicada em 24/08/2018 às 05:52:00

 

Milton Alves Júnior
Greve dos médicos 
municipais comple
ta hoje 35 dias e segue multiplicando o índice de usuários do Sistema Único de Saúde com pouca, ou nenhuma assistência básica oferecida por uma das 43 unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju. Chama a atenção o número alarmante de prontuários não preenchidos em virtude da mobilização grevista. No acumulado deste período mais de 100 mil aracajuanos tiveram que buscar assistência hospitalar junto às unidades estatuais, em especial no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). 
De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE), o prefeito Edvaldo Nogueira não negocia com a categoria. Paralelo às críticas direcionadas ao atual chefe do poder executivo municipal, a direção sindical lamentou, em comunicado oficial encaminhado ao JORNAL DO DIA, que: "a secretária de Saúde Waneska Barboza, numa atitude intransigente e perseguidora, mandou cortar o salário de um diretor do sindicato dos médicos e pediu a devolução de diretores que tem cessão de 50% da carga horária legalmente estabelecida. A renovação da cessão, sempre concedida conforme a lei, e foi solicitada em 2017. E principalmente, nestes últimos meses, coincidentemente, após as amplas mobilizações trabalhistas (paralisações e denúncias), a secretaria Waneska vem assediando a diretoria do Sindicato".
Todo o conflito administrativo que resulta na persistente e perigosa falta de assistência médica aos aracajuanos teve início após o prefeito Edvaldo Nogueira ter anunciado reajuste 'zero' para os servidores. Em virtude das dificuldades financeiras a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, também contribuiu para reforça o desejo da classe trabalhadora pela deflagração da greve. Desde o dia 20 de julho o impasse vem contabilizando sucessivos desdobramentos nada progressistas, incluindo a decisão adotada na manhã de ontem, quando a categoria decidiu permanecer em greve por tempo indeterminado.
Sem poupar críticas à Prefeitura de Aracaju o Sindimed denuncia que: "a nova conduta  visa proibir os trabalhadores de se reunirem em assembléias. Nunca, nenhum trabalhador teve corte por participar de assembléias. O que remete a crer, ser uma postura de Waneska Barboza e que foi acolhida como filosofia por Edvaldo Nogueira. Ou seja, o objetivo da gestão é desmobilizar toda e qualquer atividade organizada de trabalhadores e estão bem determinados a isso, tanto que estão agindo nas duas frentes: 1) contra a diretoria participativa e atuante do sindicato e 2)contra os trabalhadores mobilizados".
Contraponto - Na tarde de ontem em atenção ao JORNAL DO DIA, a Secretaria Municipal de Saúde informou que toda e qualquer medida adotada junto ao recolhimento salarial de servidor é procedida conforme prevê a legislação municipal. "A SMS esclarece que não existem perseguições na pasta; o que existe é respeito integral às exigências legislativas e ao que orienta o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe". Sobre a falta de atendimentos a Assessoria de Comunicação informou que em virtude da greve o fluxo no acolhimento está lento e pacientes precisam ter o procedimento remarcado.
"A prefeitura não possui denúncias de não atendimento, mas sim, demora justamente em virtude da ausência de profissionais nas unidades. Com a greve a demanda tem crescido representativamente para os profissionais que optaram por não aderir ao movimento. Os atendimentos estão sendo remarcados de acordo com a disponibilidade de ambas as partes", informou Victor Vieira, assessor de comunicação da SMS. 
Uma audiência de conciliação está agendada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe para ocorrer na próxima quinta-feira, 30, em Aracaju.

Greve dos médicos  municipais comple ta hoje 35 dias e segue multiplicando o índice de usuários do Sistema Único de Saúde com pouca, ou nenhuma assistência básica oferecida por uma das 43 unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju. Chama a atenção o número alarmante de prontuários não preenchidos em virtude da mobilização grevista. No acumulado deste período mais de 100 mil aracajuanos tiveram que buscar assistência hospitalar junto às unidades estatuais, em especial no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). 
De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE), o prefeito Edvaldo Nogueira não negocia com a categoria. Paralelo às críticas direcionadas ao atual chefe do poder executivo municipal, a direção sindical lamentou, em comunicado oficial encaminhado ao JORNAL DO DIA, que: "a secretária de Saúde Waneska Barboza, numa atitude intransigente e perseguidora, mandou cortar o salário de um diretor do sindicato dos médicos e pediu a devolução de diretores que tem cessão de 50% da carga horária legalmente estabelecida. A renovação da cessão, sempre concedida conforme a lei, e foi solicitada em 2017. E principalmente, nestes últimos meses, coincidentemente, após as amplas mobilizações trabalhistas (paralisações e denúncias), a secretaria Waneska vem assediando a diretoria do Sindicato".
Todo o conflito administrativo que resulta na persistente e perigosa falta de assistência médica aos aracajuanos teve início após o prefeito Edvaldo Nogueira ter anunciado reajuste 'zero' para os servidores. Em virtude das dificuldades financeiras a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, também contribuiu para reforça o desejo da classe trabalhadora pela deflagração da greve. Desde o dia 20 de julho o impasse vem contabilizando sucessivos desdobramentos nada progressistas, incluindo a decisão adotada na manhã de ontem, quando a categoria decidiu permanecer em greve por tempo indeterminado.
Sem poupar críticas à Prefeitura de Aracaju o Sindimed denuncia que: "a nova conduta  visa proibir os trabalhadores de se reunirem em assembléias. Nunca, nenhum trabalhador teve corte por participar de assembléias. O que remete a crer, ser uma postura de Waneska Barboza e que foi acolhida como filosofia por Edvaldo Nogueira. Ou seja, o objetivo da gestão é desmobilizar toda e qualquer atividade organizada de trabalhadores e estão bem determinados a isso, tanto que estão agindo nas duas frentes: 1) contra a diretoria participativa e atuante do sindicato e 2)contra os trabalhadores mobilizados".

Contraponto - Na tarde de ontem em atenção ao JORNAL DO DIA, a Secretaria Municipal de Saúde informou que toda e qualquer medida adotada junto ao recolhimento salarial de servidor é procedida conforme prevê a legislação municipal. "A SMS esclarece que não existem perseguições na pasta; o que existe é respeito integral às exigências legislativas e ao que orienta o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe". Sobre a falta de atendimentos a Assessoria de Comunicação informou que em virtude da greve o fluxo no acolhimento está lento e pacientes precisam ter o procedimento remarcado.
"A prefeitura não possui denúncias de não atendimento, mas sim, demora justamente em virtude da ausência de profissionais nas unidades. Com a greve a demanda tem crescido representativamente para os profissionais que optaram por não aderir ao movimento. Os atendimentos estão sendo remarcados de acordo com a disponibilidade de ambas as partes", informou Victor Vieira, assessor de comunicação da SMS. 
Uma audiência de conciliação está agendada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe para ocorrer na próxima quinta-feira, 30, em Aracaju.