Operação nacional contra feminicídios tem 91 presos em SE

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 25/08/2018 às 07:48:00

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil sergipa
na participou on
tem da 'Operação Cronos', deflagrada ontem em todo o país pelas polícias civis estaduais, sob coordenação do Ministério da Segurança Pública. O objetivo foi cumprir mandados de prisão relacionados aos crimes de feminicídio, nos quais as mulheres são assassinadas por motivação machista. Em Sergipe, a ação mobilizou um total de 315 policiais de várias unidades locais, regionais e especializadas, englobando ainda acusados por outros crimes correlatos, como estupro, homicídio contra mulheres e descumprimento das medidas protetivas contidas na Lei Maria da Penha.
De acordo com o balanço divulgado na tarde de ontem pela Delegacia-Geral da Polícia Civil, a ação terminou com 91 prisões, sendo sete prisões por descumprimento da Maria da Penha, uma por feminicídio, 11 por homicídio, duas por latrocínio (roubo seguido de morte), 58 por outros mandados e um menor apreendido por ato infracional semelhante a homicídio, além de 11 prisões em flagrante. Boa parte dos mandados foram cumpridos na capital, mas uma das cidades que mais se destacou foi Estância (Sul), cuja Delegacia Regional realizou 11 prisões. Houve ainda a apreensão de drogas e armas de fogo, como pistolas e revólveres.
A delegada Viviane Pessoa, coordenadora das Delegacias da Capital, explicou que ela surgiu de um plano do conselho nacional que reúne os chefes e delegados-gerais de Polícia Civil, dentro de uma estratégia para conter o crescimento dos crimes contra a mulher. "A gente trabalhou as questões da Lei Maria da Penha, porque, o homicídio teve uma crescente antes de chegar a acontecer, que foi a lesão corporal, a violência psicológica... isso está dentro da gama de crimes que é combatida pela lei", disse ela, considerando o resultado como bastante positivo. "Foi uma ação muito bem trabalhada e que envolve uma organização das Polícias Civis no Brasil", avaliou.
Viviane explicou ainda que o nome da operação, 'Cronos', faz referência ao Deus do Tempo, 'Chronos', que na mitologia grega era a personificação do tempo eterno e imortal. Na prática, chama a atenção para a redução do tempo de vida da mulher vítima de homicídio ou feminicídio em todo o Brasil. Além disso, reforça a ideia de que com a prisão dos envolvidos também é retirado deles mais tempo para cometer novos delitos.
"Por que citar a Operação Cronos? Cronos é o deus do tempo. Então é um alerta para que esse tempo de vida seja preservado. E nós estamos perdendo mulheres muito jovens por conta do feminicídio. É uma alerta importante. A operação Cronos vem dizer que ninguém pode interromper uma vida antes do tempo e aquele que é recolhido ou preso por conta de um homicídio ou feminicídio deixará de cometer outros crimes, onde o tempo de vida será reduzido", analisou a delegada.

A Polícia Civil sergipa na participou on tem da 'Operação Cronos', deflagrada ontem em todo o país pelas polícias civis estaduais, sob coordenação do Ministério da Segurança Pública. O objetivo foi cumprir mandados de prisão relacionados aos crimes de feminicídio, nos quais as mulheres são assassinadas por motivação machista. Em Sergipe, a ação mobilizou um total de 315 policiais de várias unidades locais, regionais e especializadas, englobando ainda acusados por outros crimes correlatos, como estupro, homicídio contra mulheres e descumprimento das medidas protetivas contidas na Lei Maria da Penha.
De acordo com o balanço divulgado na tarde de ontem pela Delegacia-Geral da Polícia Civil, a ação terminou com 91 prisões, sendo sete prisões por descumprimento da Maria da Penha, uma por feminicídio, 11 por homicídio, duas por latrocínio (roubo seguido de morte), 58 por outros mandados e um menor apreendido por ato infracional semelhante a homicídio, além de 11 prisões em flagrante. Boa parte dos mandados foram cumpridos na capital, mas uma das cidades que mais se destacou foi Estância (Sul), cuja Delegacia Regional realizou 11 prisões. Houve ainda a apreensão de drogas e armas de fogo, como pistolas e revólveres.
A delegada Viviane Pessoa, coordenadora das Delegacias da Capital, explicou que ela surgiu de um plano do conselho nacional que reúne os chefes e delegados-gerais de Polícia Civil, dentro de uma estratégia para conter o crescimento dos crimes contra a mulher. "A gente trabalhou as questões da Lei Maria da Penha, porque, o homicídio teve uma crescente antes de chegar a acontecer, que foi a lesão corporal, a violência psicológica... isso está dentro da gama de crimes que é combatida pela lei", disse ela, considerando o resultado como bastante positivo. "Foi uma ação muito bem trabalhada e que envolve uma organização das Polícias Civis no Brasil", avaliou.
Viviane explicou ainda que o nome da operação, 'Cronos', faz referência ao Deus do Tempo, 'Chronos', que na mitologia grega era a personificação do tempo eterno e imortal. Na prática, chama a atenção para a redução do tempo de vida da mulher vítima de homicídio ou feminicídio em todo o Brasil. Além disso, reforça a ideia de que com a prisão dos envolvidos também é retirado deles mais tempo para cometer novos delitos.
"Por que citar a Operação Cronos? Cronos é o deus do tempo. Então é um alerta para que esse tempo de vida seja preservado. E nós estamos perdendo mulheres muito jovens por conta do feminicídio. É uma alerta importante. A operação Cronos vem dizer que ninguém pode interromper uma vida antes do tempo e aquele que é recolhido ou preso por conta de um homicídio ou feminicídio deixará de cometer outros crimes, onde o tempo de vida será reduzido", analisou a delegada.