Paciente com malária recebe alta do Huse e continuará tratamento em casa

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Publicada em 25/08/2018 às 07:57:00

 

De acordo com a Se-
cretaria de Estado da 
Saúde (SES), o paciente internado com malária no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) recebeu alta nesta sexta-feira. A doença infecciosa foi diagnosticada na quarta-feira (22), através de teste rápido realizado tão logo a vítima, um caminhoneiro que reside no município de Umbaúba, informar ter vindo do Norte do país, região endêmica para a malária. O rápido diagnóstico viabilizou o início imediato do tratamento com antibiótico combinado antimalárico, permitindo ao paciente uma boa evolução do quadro.
O Huse adotou todas as medidas para que o paciente receba acompanhamento ambulatorial em seu município de origem, segundo informações da enfermeira Íris Costa, do Núcleo de Vigilância da unidade hospitalar. Enquanto o paciente era tratado no Huse, a Gerência do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciava a interlocução com o município de Umbaúba com vistas à adoção de medidas de vigilância que envolve uma investigação epidemiológica e um inquérito entomológico.
A investigação epidemiológica é de responsabilidade do município e envolve a residência do paciente e seu entorno. "Na verdade a vigilância é isso, é detectar o caso e agir na localidade, onde esse morador reside. E Por quê? Porque temos que fazer a investigação para saber se na área tem a presença do vetor que transmite a malária e se tem mais pessoas com os mesmos sintomas que esse paciente apresentou", disse a gerente do Núcleo de Endemias, Sidney Sá, acrescentando que isso é de responsabilidade do município, muito embora a SES dê todo apoio técnico às ações.
Cabe, também, ao gestor municipal acionar o Laboratório Central de Sergipe (Lacen), órgão da Fundação parreiras Horta, gerida pela Secretaria de Estado da Saúde, para a realização do inquérito entomológico. E, de acordo com o gerente do Laboratório de Entomologia do Lacen, Antônio Fernando Viana de Assis Lima, o município já fez contato neste sentido, embora não formalizado.
"Vamos fazer a programação para o início dos trabalhos que se constitui primeiro em colocar armadilhas para capturar o vetor e, em seguida, fazemos a análise das amostras para ver se identificamos aquele que transmite a malária e se está com o vírus da doença ou não. O resultado da análise é comunicado à Vigilância Epidemiológica da SES", explicou Fernando Lima.
De acordo com Sidney Sá, estando ou não o vetor com o vírus da malária, mas bastando estar na região, o próximo passo é o bloqueio epidemiológico, que nada mais é do que o uso de inseticidas para controlar a infestação do mosquito Anopheles, que transmite a malária. Ela observa que este não é o mesmo mosquito que transmite a febre amarela, dengue, zica ou chikungunya.
Sintomas - A malária é uma doença infecciosa, mas não contagiosa, ou seja, não passa de pessoa para pessoa. Ela é adquirida através da picada do mosquito e não é endêmica para Sergipe, segundo informou o infectologista da Diretoria de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio. Segundo ele, os principais sintomas da doença são febre muito alta e que vem em crises. "A pessoa está bem e aí começa a ter febre, dor de cabeça, dores no corpo, muito mal estar", relacionou o infectologista, salientando que, é importante o profissional de saúde ligar essa sintomatologia à história do deslocamento do paciente para uma área que tem malária.
E foi exatamente essa relação entre sintoma e deslocamento que permitiu ao Huse agir rápido no cuidado ao paciente, que recebeu tratamento adequado e evoluiu bem, situação que corrobora a orientação do infectologista. Marco Aurélio chama a atenção para o fato de que se tem muita malária ocupacional. "Então, temos que estar sempre alerta para isso", disse.
Outro alerta de Marco Aurélio é dirigido ao paciente. "Se uma pessoa tem os sintomas da malária, principalmente a febre, que ocorre sempre no final do dia, e esteve recentemente em regiões endêmicas para a doença, ao chegar à unidade assistencial é preciso dizer 'olha doutor, eu estive em área de malária' porque isso o profissional pensar em malária e providenciar o diagnóstico", reforçou.
Segundo caso - Este ano, o Estado de Sergipe registrou dois casos de malária e ambos são casos importados, ou seja, de pessoas que foram infectadas em outras áreas do país. O primeiro ocorreu entre janeiro e fevereiro, envolvendo uma pessoa que veio da África, trabalhador de construtoras, que estava de passagem por Sergipe. Ele já havia tido a doença e quando aqui chegou sentiu febre. Procurou o Lacen, fez a lâmina (exame) e a doença foi confirmada. Recebeu a medicação indicada e dois dias depois partiu de Sergipe, seguindo a rota de trabalho.
O segundo caso é o atual, que vitimou um caminhoneiro com idade aproximada de 45 anos, segundo informou Sidney Sá. "Na verdade, no início de julho o paciente teve os mesmos sintomas, procurou uma clínica particular onde foi atendido, melhorou, mas a medicação recebida não tratou o vírus, que continuou na corrente sanguínea. Os sintomas voltaram mais fortes e ele procurou a assistência pública, no Huse, quando foi detectada a doença e tratada", concluiu Sidney Sá.

De acordo com a Se- cretaria de Estado da  Saúde (SES), o paciente internado com malária no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) recebeu alta nesta sexta-feira. A doença infecciosa foi diagnosticada na quarta-feira (22), através de teste rápido realizado tão logo a vítima, um caminhoneiro que reside no município de Umbaúba, informar ter vindo do Norte do país, região endêmica para a malária. O rápido diagnóstico viabilizou o início imediato do tratamento com antibiótico combinado antimalárico, permitindo ao paciente uma boa evolução do quadro.
O Huse adotou todas as medidas para que o paciente receba acompanhamento ambulatorial em seu município de origem, segundo informações da enfermeira Íris Costa, do Núcleo de Vigilância da unidade hospitalar. Enquanto o paciente era tratado no Huse, a Gerência do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciava a interlocução com o município de Umbaúba com vistas à adoção de medidas de vigilância que envolve uma investigação epidemiológica e um inquérito entomológico.
A investigação epidemiológica é de responsabilidade do município e envolve a residência do paciente e seu entorno. "Na verdade a vigilância é isso, é detectar o caso e agir na localidade, onde esse morador reside. E Por quê? Porque temos que fazer a investigação para saber se na área tem a presença do vetor que transmite a malária e se tem mais pessoas com os mesmos sintomas que esse paciente apresentou", disse a gerente do Núcleo de Endemias, Sidney Sá, acrescentando que isso é de responsabilidade do município, muito embora a SES dê todo apoio técnico às ações.
Cabe, também, ao gestor municipal acionar o Laboratório Central de Sergipe (Lacen), órgão da Fundação parreiras Horta, gerida pela Secretaria de Estado da Saúde, para a realização do inquérito entomológico. E, de acordo com o gerente do Laboratório de Entomologia do Lacen, Antônio Fernando Viana de Assis Lima, o município já fez contato neste sentido, embora não formalizado.
"Vamos fazer a programação para o início dos trabalhos que se constitui primeiro em colocar armadilhas para capturar o vetor e, em seguida, fazemos a análise das amostras para ver se identificamos aquele que transmite a malária e se está com o vírus da doença ou não. O resultado da análise é comunicado à Vigilância Epidemiológica da SES", explicou Fernando Lima.
De acordo com Sidney Sá, estando ou não o vetor com o vírus da malária, mas bastando estar na região, o próximo passo é o bloqueio epidemiológico, que nada mais é do que o uso de inseticidas para controlar a infestação do mosquito Anopheles, que transmite a malária. Ela observa que este não é o mesmo mosquito que transmite a febre amarela, dengue, zica ou chikungunya.

Sintomas - A malária é uma doença infecciosa, mas não contagiosa, ou seja, não passa de pessoa para pessoa. Ela é adquirida através da picada do mosquito e não é endêmica para Sergipe, segundo informou o infectologista da Diretoria de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio. Segundo ele, os principais sintomas da doença são febre muito alta e que vem em crises. "A pessoa está bem e aí começa a ter febre, dor de cabeça, dores no corpo, muito mal estar", relacionou o infectologista, salientando que, é importante o profissional de saúde ligar essa sintomatologia à história do deslocamento do paciente para uma área que tem malária.
E foi exatamente essa relação entre sintoma e deslocamento que permitiu ao Huse agir rápido no cuidado ao paciente, que recebeu tratamento adequado e evoluiu bem, situação que corrobora a orientação do infectologista. Marco Aurélio chama a atenção para o fato de que se tem muita malária ocupacional. "Então, temos que estar sempre alerta para isso", disse.
Outro alerta de Marco Aurélio é dirigido ao paciente. "Se uma pessoa tem os sintomas da malária, principalmente a febre, que ocorre sempre no final do dia, e esteve recentemente em regiões endêmicas para a doença, ao chegar à unidade assistencial é preciso dizer 'olha doutor, eu estive em área de malária' porque isso o profissional pensar em malária e providenciar o diagnóstico", reforçou.

Segundo caso - Este ano, o Estado de Sergipe registrou dois casos de malária e ambos são casos importados, ou seja, de pessoas que foram infectadas em outras áreas do país. O primeiro ocorreu entre janeiro e fevereiro, envolvendo uma pessoa que veio da África, trabalhador de construtoras, que estava de passagem por Sergipe. Ele já havia tido a doença e quando aqui chegou sentiu febre. Procurou o Lacen, fez a lâmina (exame) e a doença foi confirmada. Recebeu a medicação indicada e dois dias depois partiu de Sergipe, seguindo a rota de trabalho.
O segundo caso é o atual, que vitimou um caminhoneiro com idade aproximada de 45 anos, segundo informou Sidney Sá. "Na verdade, no início de julho o paciente teve os mesmos sintomas, procurou uma clínica particular onde foi atendido, melhorou, mas a medicação recebida não tratou o vírus, que continuou na corrente sanguínea. Os sintomas voltaram mais fortes e ele procurou a assistência pública, no Huse, quando foi detectada a doença e tratada", concluiu Sidney Sá.