SEALBA: REGIÃO DE ALTO POTENCIAL AGRÍCOLA DO NORDESTE

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 25/08/2018 às 08:13:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo e  Sergio Procópio
Entre as regiões agropecuárias do nordeste brasileiro, o território formado pelos municípios dos Estados de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia, foi identificado por pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros como de grande potencial agrícola, ainda pouco explorado. Essa organização territorial denominada de SEALBA é formada pelas siglas dos Estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. Formada por 171 municípios, sendo 69 localizados em Sergipe, 74 em Alagoas e 28 no nordeste da Bahia. População aproximada de cinco milhões de habitantes. Área territorial distribuída em 33,2% no estado de Sergipe (1.707.815 ha), 36,1% em Alagoas (1.859.438 ha), e 30,7% na Bahia (1.581.688 ha), totalizando 5.148.941 hectares. 
Na porção próxima do litoral predomina a Mata Atlântica com 68%, e no interior a Caatinga com 32% respectivamente do referido território. A área agrícola formada por propriedades de até 500 hectares, sendo que as propriedades de 10 a 50 hectares formam o grupo mais representativo do território. O principal critério para delimitar o SEALBA foi a ocorrência histórica de chuvas em volumes iguais ou superiores a 450 mm, de abril a setembro. Precipitação pluvial suficiente para o cultivo de sequeiro de grãos, exigência para a expansão agrícola no território. 
Como diferencial do desenvolvimento territorial estratégico, o SEALBA apresenta como vantagens e potencialidades: possibilidade de exportação face à proximidade de portos, época de plantio diferenciada em relação ao Centro-Sul e ao MATOPIBA (Território dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), potencial de ser um polo de produção de sementes de grãos como a soja, expansão de culturas irrigadas na região do Baixo São Francisco, principalmente fruteiras e arroz, adoção de sistemas de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) em pastagens degradadas, produção de gramíneas energéticas, como cana-energia, capim-elefante e sorgo sacarino, e capacidade para se tornar importante polo de produção de raízes e tubérculos.. 
Os municípios do SEALBA contam com o zoneamento de risco climático para um rol de culturas agrícolas, que possibilita a concessão de financiamento e seguro-safra. A pesquisa agrícola foi intensificada, disponibilizando aos serviços de extensão rural e assistência técnica aos produtores rurais, sistemas de produção com recomendações de cultivares, adubação, identificação e controle das pragas e doenças, e técnicas do manejo sustentável do solo, entre outras recomendações. O polo tecnológico estadual em plena atividade, acolhe empresas emergentes de inovação tecnológica. Destaque para as usinas sucro-alcooleiras, agroindústrias como o Grupo Maratá, Aurantiaca, Coringa, GranBio, SABE Alimentos, Bahia Specialty Cellulose/Copener esta última localizada em Camaçari-BA, mas, com parte da sua área de produção de eucalipto dentro do SEALBA; e o polo de fertilizantes, energia e gás, instalado no Estado de Sergipe. 
Os baixos índices de desenvolvimento social e econômico da região mais pobre do País, carece de políticas públicas para a produção de alimentos e energia, incremento às exportações e mobilidade social para uma nova classe média rural. A produtiva exploração do SEALBA, exige iniciativas e parcerias púbicas-privadas para instalação e ampliação de unidades de armazenamento e secagem de grãos, fomento a cooperativas rurais, capacitação de produtores rurais, conservação de água no solo, e rotação e diversificação de culturas. Além das desejadas sinergias entre o governo e o setor produtivo. 
As prospecções estão prontas e as sugestões postas. A pesquisa cumprindo a sua missão de ofertar resultados de pesquisa relevantes. O setor produtivo motivado para produzir e gerar empregos. Ao Estado nos seus vários níveis federativos, cabe os estímulos e incentivos próprios da sua missão, como a principal organização social, para fomentar, induzir e regular as políticas públicas adequadas e indispensáveis ao progresso do inédito território do SEALBA. 
* Manoel Moacir Costa Macêdo é engenheiro Agrônomo ; Sérgio Procópio é engenheiro Agrônomo

* Manoel Moacir Costa Macêdo e  Sergio Procópio

Entre as regiões agropecuárias do nordeste brasileiro, o território formado pelos municípios dos Estados de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia, foi identificado por pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros como de grande potencial agrícola, ainda pouco explorado. Essa organização territorial denominada de SEALBA é formada pelas siglas dos Estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. Formada por 171 municípios, sendo 69 localizados em Sergipe, 74 em Alagoas e 28 no nordeste da Bahia. População aproximada de cinco milhões de habitantes. Área territorial distribuída em 33,2% no estado de Sergipe (1.707.815 ha), 36,1% em Alagoas (1.859.438 ha), e 30,7% na Bahia (1.581.688 ha), totalizando 5.148.941 hectares. 
Na porção próxima do litoral predomina a Mata Atlântica com 68%, e no interior a Caatinga com 32% respectivamente do referido território. A área agrícola formada por propriedades de até 500 hectares, sendo que as propriedades de 10 a 50 hectares formam o grupo mais representativo do território. O principal critério para delimitar o SEALBA foi a ocorrência histórica de chuvas em volumes iguais ou superiores a 450 mm, de abril a setembro. Precipitação pluvial suficiente para o cultivo de sequeiro de grãos, exigência para a expansão agrícola no território. 
Como diferencial do desenvolvimento territorial estratégico, o SEALBA apresenta como vantagens e potencialidades: possibilidade de exportação face à proximidade de portos, época de plantio diferenciada em relação ao Centro-Sul e ao MATOPIBA (Território dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), potencial de ser um polo de produção de sementes de grãos como a soja, expansão de culturas irrigadas na região do Baixo São Francisco, principalmente fruteiras e arroz, adoção de sistemas de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) em pastagens degradadas, produção de gramíneas energéticas, como cana-energia, capim-elefante e sorgo sacarino, e capacidade para se tornar importante polo de produção de raízes e tubérculos.. 
Os municípios do SEALBA contam com o zoneamento de risco climático para um rol de culturas agrícolas, que possibilita a concessão de financiamento e seguro-safra. A pesquisa agrícola foi intensificada, disponibilizando aos serviços de extensão rural e assistência técnica aos produtores rurais, sistemas de produção com recomendações de cultivares, adubação, identificação e controle das pragas e doenças, e técnicas do manejo sustentável do solo, entre outras recomendações. O polo tecnológico estadual em plena atividade, acolhe empresas emergentes de inovação tecnológica. Destaque para as usinas sucro-alcooleiras, agroindústrias como o Grupo Maratá, Aurantiaca, Coringa, GranBio, SABE Alimentos, Bahia Specialty Cellulose/Copener esta última localizada em Camaçari-BA, mas, com parte da sua área de produção de eucalipto dentro do SEALBA; e o polo de fertilizantes, energia e gás, instalado no Estado de Sergipe. 
Os baixos índices de desenvolvimento social e econômico da região mais pobre do País, carece de políticas públicas para a produção de alimentos e energia, incremento às exportações e mobilidade social para uma nova classe média rural. A produtiva exploração do SEALBA, exige iniciativas e parcerias púbicas-privadas para instalação e ampliação de unidades de armazenamento e secagem de grãos, fomento a cooperativas rurais, capacitação de produtores rurais, conservação de água no solo, e rotação e diversificação de culturas. Além das desejadas sinergias entre o governo e o setor produtivo. 
As prospecções estão prontas e as sugestões postas. A pesquisa cumprindo a sua missão de ofertar resultados de pesquisa relevantes. O setor produtivo motivado para produzir e gerar empregos. Ao Estado nos seus vários níveis federativos, cabe os estímulos e incentivos próprios da sua missão, como a principal organização social, para fomentar, induzir e regular as políticas públicas adequadas e indispensáveis ao progresso do inédito território do SEALBA. 

* Manoel Moacir Costa Macêdo é engenheiro Agrônomo ; Sérgio Procópio é engenheiro Agrônomo