A sete chaves

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Publicada em 25/08/2018 às 08:15:00

 

A polícia brasileira é uma força 
falida. O grande número de fo
ragidos da justiça, livres, leves e soltos, à revelia de decisão judicial, é prova de que o sistema carcerário nacional serve exclusivamente aos interesses do crime organizado. Atrás das grades, o ladrão de galinha é abandonado à própria sorte e, mais das vezes, acaba recrutado pela bandidagem.
A falsa noção de que a polícia age enxugando gelo, prendendo bandidos que a Justiça manda soltar logo em seguida, acaba de ser desmentida pelos fatos. Ontem, Policiais Civis do País inteiro uniram forças em uma megaoperação, com o fim de cumprir mandados de prisão em aberto. Em poucas horas, milhares de acusados foram localizados.
Embora a operação fosse dedicada a acusados de homicídio, a prática criminosa é tão escancarada que no decorrer das atividades diversos flagrantes foram realizados. Dentre os presos, 14 foram enquadrados pela prática de feminicídio, 225 por homicídio, 143 por crimes relacionados à Lei Maria da Penha e 421 por crimes diversos, surpreendidos em malfeito. Também foram autuados em flagrante 224 indivíduos pelos delitos de tráfico de drogas, posse/porte irregular de arma de fogo, entre outros.
Tudo indica, no entanto, que os azarados de ontem correspondam a uma parcela mínima dos foragidos da Justiça. Uma questão de disposição para o embate. Se em poucas horas tantos foram presos, imagine-se o que não seria possível com um trabalho continuado, tendo em vista fazer valer o rigor da Lei.
A bem da verdade, ninguém sabe quantos bandidos com mandado de prisão expedido estão por aí, tocando o terror, cometendo crimes impunemente. Neste particular, a única certeza é a sensação de insegurança experimentada pelo cidadão de bem. Este, ao contrário dos criminosos, tem medo de sair à rua, vive trancado a sete chaves.

A polícia brasileira é uma força  falida. O grande número de fo ragidos da justiça, livres, leves e soltos, à revelia de decisão judicial, é prova de que o sistema carcerário nacional serve exclusivamente aos interesses do crime organizado. Atrás das grades, o ladrão de galinha é abandonado à própria sorte e, mais das vezes, acaba recrutado pela bandidagem.
A falsa noção de que a polícia age enxugando gelo, prendendo bandidos que a Justiça manda soltar logo em seguida, acaba de ser desmentida pelos fatos. Ontem, Policiais Civis do País inteiro uniram forças em uma megaoperação, com o fim de cumprir mandados de prisão em aberto. Em poucas horas, milhares de acusados foram localizados.
Embora a operação fosse dedicada a acusados de homicídio, a prática criminosa é tão escancarada que no decorrer das atividades diversos flagrantes foram realizados. Dentre os presos, 14 foram enquadrados pela prática de feminicídio, 225 por homicídio, 143 por crimes relacionados à Lei Maria da Penha e 421 por crimes diversos, surpreendidos em malfeito. Também foram autuados em flagrante 224 indivíduos pelos delitos de tráfico de drogas, posse/porte irregular de arma de fogo, entre outros.
Tudo indica, no entanto, que os azarados de ontem correspondam a uma parcela mínima dos foragidos da Justiça. Uma questão de disposição para o embate. Se em poucas horas tantos foram presos, imagine-se o que não seria possível com um trabalho continuado, tendo em vista fazer valer o rigor da Lei.
A bem da verdade, ninguém sabe quantos bandidos com mandado de prisão expedido estão por aí, tocando o terror, cometendo crimes impunemente. Neste particular, a única certeza é a sensação de insegurança experimentada pelo cidadão de bem. Este, ao contrário dos criminosos, tem medo de sair à rua, vive trancado a sete chaves.