Comerciantes aplaudem retirada de camelôs da orla

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Publicada em 19/06/2012 às 11:53:00

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

A venda de bijuterias criada por Irleide ajuda a pagar as despesas de casa e na criação dos dois filhos. Irleide Alves dos Santos é artesã e presidente da Associação dos Feirantes e Vendedores da Orla de Atalaia (Afavoa).
Enquanto comerciante e estando à frente da Afavoa, ela defende a retirada dos camelôs da calçada da terceira etapa da orla, que aconteceu na última quarta-feira, 14. "Nosso investimento é alto, quase R$ 9 mil por mês. O valor é rateado entre 117 pessoas, que trabalham em suas barracas para pagar as despesas e ainda retirar o sustento de suas famílias", desabafou ela, que complementou afirmando que "a atitude da Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur) foi a melhor coisa que poderia ter acontecido".
As despesas dos 117 comerciantes englobam pagamento com energia, segurança e Emsetur. A associação foi criada em 2003 e  os comerciantes lutam por melhorias. Apenas em setembro do ano passado, conseguiram um espaço destinado aos artesãos em um ponto da orla. Antes ficavam todos espalhados pelo local, sem um destino certo para comercializar seus produtos.
Depois de tanta luta, Irleide assegura que não se pode defender o que é irregular. "Apoiamos a atitude da Emsetur em retirar os vendedores da calçada. Eles não têm despesas, e ainda retiram nossos clientes", reclama ela.
Movimento - A comerciante relatou que no último domingo, dia 17, nunca viu a feira tão cheia. "Sem os ambulantes da calçada, conseguimos vender melhor, ouvi relatos de vendedores emocionados", revelou.
Irleide disse ainda não ser contra os artesões que estão na calçada. "Não somos contra quem precisa trabalhar, mas a maioria não é artesão e ainda comercializa produtos falsificados. Muitos deles possuem pontos em outros locais, como o mercado municipal e na feira da catedral. Inclusive há pessoas na Afavoa  que também estão na calçada da orla", denuncia a presidente da associação.
A denúncia de Irleide é referente à vendedora Maria Madalena, que possui ponto na Afavoa e na calçada. Maria se defende e diz saber que não é correto o que ela faz, mas reclama do fraco movimento na Afavoa. "Sei que não está certo estar na calçada, mas a frequência de clientes na Afavoa não ajuda, pois o local das barracas é esquisito e quase ninguém vê. O turista passa na calçada, compra até sem querer", conta.
A assessora de comunicação da Secretaria de Estado do Turismo, Luciana Gonçalves, informou que não pode intervir no caso, pois o contrato da Emsetur é com a Afavoa, e não com os comerciantes individualmente. "No caso de pessoas com espaço na Afavoa e na calçada deve ser resolvido pela associação", explicou.