Brasil lidera ranking mundial de LGBTcídio e sergipanos buscam seguro como proteção

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A violência contra homossexuais continua aumentando no Brasil
A violência contra homossexuais continua aumentando no Brasil

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Publicada em 25/08/2018 às 21:14:00

 

Milton Alves Júnior
Índices violentos cada vez 
mais impiedosos na vida 
de homossexuais brasileiros têm forçado milhares de cidadãos a buscarem amparo protetivo junto às seguradoras que ofertam apólices de Seguro de Acidente Pessoal (SAP). De acordo com a comunidade Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (LGBTTi), somente nos sete primeiros meses deste ano o Estado de Sergipe contabiliza seis mortes caracterizadas como 'LGBTcídio'. No Brasil já são 162 casos oficializados; assustadoramente, sete a menos se comparado a todo o ano de 2017.
Como se não bastasse o ataque exacerbado e criminoso contra aqueles que possuem orientação sexual diferenciada da 'família tradicional', ativistas lamentam que projetos de proteção e defesa da comunidade LGBTTi estejam estagnados, sem tramitação no fluxo administrativo dos Três Poderes brasileiros. Na atual conjuntura, ao menos oito propostas seguem travadas. Entre elas está o Projeto de Lei de Nº 7292/2017, que altera o Código Penal e transforma o LGBTcídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o inclui na relação de crimes hediondos no país.
O texto é da deputada Luizianne Lins - PT/CE e foi apresentado à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em abril deste ano, quando o deputado Nilto Tatto (PT-SP), relator do PL, deu parecer pela aprovação no mérito. Seis dos oito deputados federais pelo Estado de Sergipe disseram ao JORNAL DO DIA que aprovam a medida, mas aguardam apreciação do projeto em sessão plenária. Enquanto as leis não são alteradas em prol do bem-estar unificado, Sergipe e as demais 26 unidades federativas do país seguem ampliando as notificações de vítimas de homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia e intersexofobia.
Pensando justamente em amparar a população LGBTTi os sindicatos dos Corretores de Seguro debatem a necessidade de criar pacotes exclusivos destinados àqueles que morrem, sofrem doenças que o invalidam, ou são vítimas de agressões físicas e/ou psicológicas. No contexto regional o Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado de Sergipe (Sincor/SE) garante que os sergipanos possuem a oportunidade de adquirir pacotes paralelos. O Seguro de Acidente Pessoal, por exemplo, é formulado de acordo com as necessidades pessoais de cada assegurado.
 "Infelizmente o ódio está presente e sobressaindo sob o amor e ao respeito para com a opção do próximo. Em Sergipe nós possuímos inúmeros registros de pessoas que se deparam com o preconceito e o medo em sofrer qualquer tipo de impacto físico e estão buscando amparo através do SAP", declarou Érico Melo, presidente do Sincor/SE. Questionado sobre o andamento nos debates relacionados ao seguro destinado à comunidade LGBTTi, ele garante que o país segue avançando para a concretização deste pleito protetivo.
 "O Seguro de Acidente Pessoal já atua nesse seguimento com o máximo de assistência, mas é algo pluralizado; nada direcionado especificamente aos clientes LGBTTi. Em virtude dos números violentos que realmente assustam, em todo o país se discute a importância de criar esta ramificação do serviço, e, assim, atender ao pleito conforme os clientes desejam. Sergipe está engajado e apoia integralmente esse projeto", afirmou.
Preocupação - Se mostrando impaciente com a ampliação dos casos de LGBTcídios, Marcelo Menezes, membro da Associação de Defesa dos Direitos Humanos das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado de Sergipe (Adhones), reconhece a necessidade de se expandir a assistência de seguro em todos os 75 municípios sergipanos. Ele destaca o homicídio sofrido pela transexual Millany Spencer no dia 15 de abril no Loteamento Jardim Mariana, localizado no Conjunto Marcos Freire II, município de Nossa Senhora do Socorro; e de Bruna Passos, em 25 de junho, no Bairro Novo Horizonte, município de Lagarto.
 "Evidentemente o seguro não traria de volta a vida das cidadãs que foram mortas de forma brutal este ano, mas ao menos contribuiria para dar assistência aos companheiros que ficaram. A cultura da violência está tão grande, tão impiedoso, que o jeito é buscar mesmo esse apoio oferecido pelo seguro", avaliou. Este assunto, inclusive, será debatido neste domingo, 26, durante a 17ª Parada LGBT de Sergipe que traz como tema: 'Intolerância Gera Violência: pela diversidade, contra o conservadorismo'. "Sabemos da importância do seguro e por isso pediremos a criação de apólices destinadas à nossa comunidade. Precisamos do apoio dos corretores nessa nossa luta e dos órgãos públicos para que se amplie o combate a estes atos violentos", disse.
Reformulação - Compartilhando com o presidente sindical, e com Marcelo, o corretor de seguros Hugo Nascimento reconhece a legalidade do pleito e garante que é possível que em um futuro nada distante os brasileiros possam se deparar com esse tipo de seguro especializado. Por ocupar negativamente o tipo do ranking mundial no quesito agressão contra LGBTTi, o Brasil tem contabilizado aumento na procura justamente do SAP. O corretor garante que a classe trabalhadora está engajada na proposta de amplificar a cobertura assistencial para com todos os sergipanos que desejam adquirir este tipo de seguro.
"Lamentavelmente - é importante que se frise isso, eu possuo dois grandes amigos que conheceram e se interessaram pelo Seguro de Acidente Pessoal justamente porque possuem medo de serem agredidos devido a sua opção sexual. Um absurdo que o governo deveria resolver, mas isso não acontece e o sistema de seguro precisa agir", avaliou. Sobre a procura pelo SAP, Hugo destacou: "em 29 de janeiro deste ano, no dia em que se reverência o Dia das Transexuais, em Sergipe, uma Trans foi assassinada em Aracaju e já no dia seguinte recebi procura pelo seguro pessoal".

Índices violentos cada vez  mais impiedosos na vida  de homossexuais brasileiros têm forçado milhares de cidadãos a buscarem amparo protetivo junto às seguradoras que ofertam apólices de Seguro de Acidente Pessoal (SAP). De acordo com a comunidade Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (LGBTTi), somente nos sete primeiros meses deste ano o Estado de Sergipe contabiliza seis mortes caracterizadas como 'LGBTcídio'. No Brasil já são 162 casos oficializados; assustadoramente, sete a menos se comparado a todo o ano de 2017.
Como se não bastasse o ataque exacerbado e criminoso contra aqueles que possuem orientação sexual diferenciada da 'família tradicional', ativistas lamentam que projetos de proteção e defesa da comunidade LGBTTi estejam estagnados, sem tramitação no fluxo administrativo dos Três Poderes brasileiros. Na atual conjuntura, ao menos oito propostas seguem travadas. Entre elas está o Projeto de Lei de Nº 7292/2017, que altera o Código Penal e transforma o LGBTcídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o inclui na relação de crimes hediondos no país.
O texto é da deputada Luizianne Lins - PT/CE e foi apresentado à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em abril deste ano, quando o deputado Nilto Tatto (PT-SP), relator do PL, deu parecer pela aprovação no mérito. Seis dos oito deputados federais pelo Estado de Sergipe disseram ao JORNAL DO DIA que aprovam a medida, mas aguardam apreciação do projeto em sessão plenária. Enquanto as leis não são alteradas em prol do bem-estar unificado, Sergipe e as demais 26 unidades federativas do país seguem ampliando as notificações de vítimas de homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia e intersexofobia.
Pensando justamente em amparar a população LGBTTi os sindicatos dos Corretores de Seguro debatem a necessidade de criar pacotes exclusivos destinados àqueles que morrem, sofrem doenças que o invalidam, ou são vítimas de agressões físicas e/ou psicológicas. No contexto regional o Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado de Sergipe (Sincor/SE) garante que os sergipanos possuem a oportunidade de adquirir pacotes paralelos. O Seguro de Acidente Pessoal, por exemplo, é formulado de acordo com as necessidades pessoais de cada assegurado.
 "Infelizmente o ódio está presente e sobressaindo sob o amor e ao respeito para com a opção do próximo. Em Sergipe nós possuímos inúmeros registros de pessoas que se deparam com o preconceito e o medo em sofrer qualquer tipo de impacto físico e estão buscando amparo através do SAP", declarou Érico Melo, presidente do Sincor/SE. Questionado sobre o andamento nos debates relacionados ao seguro destinado à comunidade LGBTTi, ele garante que o país segue avançando para a concretização deste pleito protetivo.
 "O Seguro de Acidente Pessoal já atua nesse seguimento com o máximo de assistência, mas é algo pluralizado; nada direcionado especificamente aos clientes LGBTTi. Em virtude dos números violentos que realmente assustam, em todo o país se discute a importância de criar esta ramificação do serviço, e, assim, atender ao pleito conforme os clientes desejam. Sergipe está engajado e apoia integralmente esse projeto", afirmou.
Preocupação - Se mostrando impaciente com a ampliação dos casos de LGBTcídios, Marcelo Menezes, membro da Associação de Defesa dos Direitos Humanos das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado de Sergipe (Adhones), reconhece a necessidade de se expandir a assistência de seguro em todos os 75 municípios sergipanos. Ele destaca o homicídio sofrido pela transexual Millany Spencer no dia 15 de abril no Loteamento Jardim Mariana, localizado no Conjunto Marcos Freire II, município de Nossa Senhora do Socorro; e de Bruna Passos, em 25 de junho, no Bairro Novo Horizonte, município de Lagarto.
 "Evidentemente o seguro não traria de volta a vida das cidadãs que foram mortas de forma brutal este ano, mas ao menos contribuiria para dar assistência aos companheiros que ficaram. A cultura da violência está tão grande, tão impiedoso, que o jeito é buscar mesmo esse apoio oferecido pelo seguro", avaliou. Este assunto, inclusive, será debatido neste domingo, 26, durante a 17ª Parada LGBT de Sergipe que traz como tema: 'Intolerância Gera Violência: pela diversidade, contra o conservadorismo'. "Sabemos da importância do seguro e por isso pediremos a criação de apólices destinadas à nossa comunidade. Precisamos do apoio dos corretores nessa nossa luta e dos órgãos públicos para que se amplie o combate a estes atos violentos", disse.

Reformulação - Compartilhando com o presidente sindical, e com Marcelo, o corretor de seguros Hugo Nascimento reconhece a legalidade do pleito e garante que é possível que em um futuro nada distante os brasileiros possam se deparar com esse tipo de seguro especializado. Por ocupar negativamente o tipo do ranking mundial no quesito agressão contra LGBTTi, o Brasil tem contabilizado aumento na procura justamente do SAP. O corretor garante que a classe trabalhadora está engajada na proposta de amplificar a cobertura assistencial para com todos os sergipanos que desejam adquirir este tipo de seguro.
"Lamentavelmente - é importante que se frise isso, eu possuo dois grandes amigos que conheceram e se interessaram pelo Seguro de Acidente Pessoal justamente porque possuem medo de serem agredidos devido a sua opção sexual. Um absurdo que o governo deveria resolver, mas isso não acontece e o sistema de seguro precisa agir", avaliou. Sobre a procura pelo SAP, Hugo destacou: "em 29 de janeiro deste ano, no dia em que se reverência o Dia das Transexuais, em Sergipe, uma Trans foi assassinada em Aracaju e já no dia seguinte recebi procura pelo seguro pessoal".