Atenção básica é o foco principal dos outros candidatos

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Publicada em 25/08/2018 às 21:17:00

 

Entre os candidatos com menor alcance nas intenções de voto, o plano de governo mais genérico no que diz respeito à saúde é o de Gilvani Alves (PSTU), que prega a estatização de todas as clínicas e hospitais privados, garantindo "tratamento médico integral para os trabalhadores e a população pobre".
Já os mais extensos são os de Emerson Ferreira (Rede) e Milton Andrade (PMN). Emerson, também médico e ex-presidente da Sociedade Médica de Sergipe (Somese), quer mais prioridade para a atenção básica, principalmente para o Programa de Saúde da Família (PSF), pois, segundo ele, se adequa melhor à atual realidade do país. "O modelo de atenção à saúde em nosso país e, consequentemente, no estado de Sergipe e em nossa capital, precisa ser adequado a essa realidade demográfica e epidemiológica. A estratégia do Programa de Saúde da Família (PSF) tem se mostrado mais efetiva do que o modelo tradicional de atenção primária à saúde. Portanto, este Programa deve ser universalizado e constituir a porta de entrada para os serviços de saúde, exceto pelas emergências médicas. Transformar esse preceito em prática, no entanto, requer enorme esforço de organização dos atendimentos, inclusive para articular serviços de diferentes níveis de complexidade", afirma o programa. 
Este fortalecimento se daria através de medidas como a reestruturação da rede de saúde, gestão informatizada via aplicativos e internet, concurso público, plano de carreira e a estruturação, junto às universidades, de "um programa de médio e longo prazos de formação de médicos comunitários e médicos de família, especializados em atenção básica"
Milton, por sua vez, propõe-se a administrar a Saúde do Estado sob três pilares: cogestão entre Estado e Municípios com foco na atenção básica, tornar efetiva a regionalização dos serviços de saúde e garantias de eficiência e humanização do SUS. Elas passam por medidas como adequação dos hospitais regionais, melhorias nos postos de saúde, contratação de profissionais médicos especialistas e de emergência, entre outras. O programa do candidato diz também que serão intensificadas as parcerias do Estado com prefeituras, universidades e a iniciativa provada, que poderá inclusive usar os serviços do Hospital da Polícia Miliar (HPM), em troca de pagamentos pelos atendimentos. A retomada das obras do Hospital do Câncer também aparece no programa de Milton, entre um dos "compromissos de alto impacto para a saúde". 
O candidato João Tarantella (PSL) propõe qualificação e sistema de metas para os profissionais e para as unidades mais produtivas, além das já citadas implantações do prontuário eletrônico e informatização do sistema de saúde. Sua gestão quer, inclusive, colocar "fiscais à paisana para verificar o atendimento nos hospitais e unidades de saúde do estado", além de transformar os hospitais do interior em centros de especialidades e acabar com as indicações políticas para os cargos de diretoria dos hospitais.
Márcio Souza (PSOL) defende a realização de concurso público para a SES e a colocação da repartição como única gestora da rede estadual, extinguindo a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Ele defende ainda que a política de saúde pública se foque na prevenção, na atuação do PSF e na garantia de direitos básicos. "Portanto, falar sobre melhorias das condições de moradia, da qualidade da água, saneamento básico e rede de esgoto, tem muito a ver com a discussão da saúde pública. São necessários, assim, como os demais direitos, maiores investimentos públicos e garantia de gestão pública", resume o plano do PSOL. 
O programa de Mendonça Prado (DEM) também adotou como prioridade a melhoria da atenção básica e de políticas de saúde preventiva, bem como a regionalização dos serviços de saúde e a criação de um plano de carreira para os servidores da pasta. Um detalhe que aparece no plano do democrata está na retomada do 'Pró-Mulher', programa assistencial de saúde durante as quatro gestões de João Alves Filho como governador (1983 a 2006) e prefeito de Aracaju (2013 a 2016). A volta do programa seria para "levar a mensagem de prevenção ao câncer de colo do útero e outras doenças (realização de exames preventivos para o diagnosticado precoce do câncer), além de cuidados com o corpo". (Gabriel Damásio)

Entre os candidatos com menor alcance nas intenções de voto, o plano de governo mais genérico no que diz respeito à saúde é o de Gilvani Alves (PSTU), que prega a estatização de todas as clínicas e hospitais privados, garantindo "tratamento médico integral para os trabalhadores e a população pobre".
Já os mais extensos são os de Emerson Ferreira (Rede) e Milton Andrade (PMN). Emerson, também médico e ex-presidente da Sociedade Médica de Sergipe (Somese), quer mais prioridade para a atenção básica, principalmente para o Programa de Saúde da Família (PSF), pois, segundo ele, se adequa melhor à atual realidade do país. "O modelo de atenção à saúde em nosso país e, consequentemente, no estado de Sergipe e em nossa capital, precisa ser adequado a essa realidade demográfica e epidemiológica. A estratégia do Programa de Saúde da Família (PSF) tem se mostrado mais efetiva do que o modelo tradicional de atenção primária à saúde. Portanto, este Programa deve ser universalizado e constituir a porta de entrada para os serviços de saúde, exceto pelas emergências médicas. Transformar esse preceito em prática, no entanto, requer enorme esforço de organização dos atendimentos, inclusive para articular serviços de diferentes níveis de complexidade", afirma o programa. 
Este fortalecimento se daria através de medidas como a reestruturação da rede de saúde, gestão informatizada via aplicativos e internet, concurso público, plano de carreira e a estruturação, junto às universidades, de "um programa de médio e longo prazos de formação de médicos comunitários e médicos de família, especializados em atenção básica"
Milton, por sua vez, propõe-se a administrar a Saúde do Estado sob três pilares: cogestão entre Estado e Municípios com foco na atenção básica, tornar efetiva a regionalização dos serviços de saúde e garantias de eficiência e humanização do SUS. Elas passam por medidas como adequação dos hospitais regionais, melhorias nos postos de saúde, contratação de profissionais médicos especialistas e de emergência, entre outras. O programa do candidato diz também que serão intensificadas as parcerias do Estado com prefeituras, universidades e a iniciativa provada, que poderá inclusive usar os serviços do Hospital da Polícia Miliar (HPM), em troca de pagamentos pelos atendimentos. A retomada das obras do Hospital do Câncer também aparece no programa de Milton, entre um dos "compromissos de alto impacto para a saúde". 
O candidato João Tarantella (PSL) propõe qualificação e sistema de metas para os profissionais e para as unidades mais produtivas, além das já citadas implantações do prontuário eletrônico e informatização do sistema de saúde. Sua gestão quer, inclusive, colocar "fiscais à paisana para verificar o atendimento nos hospitais e unidades de saúde do estado", além de transformar os hospitais do interior em centros de especialidades e acabar com as indicações políticas para os cargos de diretoria dos hospitais.
Márcio Souza (PSOL) defende a realização de concurso público para a SES e a colocação da repartição como única gestora da rede estadual, extinguindo a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Ele defende ainda que a política de saúde pública se foque na prevenção, na atuação do PSF e na garantia de direitos básicos. "Portanto, falar sobre melhorias das condições de moradia, da qualidade da água, saneamento básico e rede de esgoto, tem muito a ver com a discussão da saúde pública. São necessários, assim, como os demais direitos, maiores investimentos públicos e garantia de gestão pública", resume o plano do PSOL. 
O programa de Mendonça Prado (DEM) também adotou como prioridade a melhoria da atenção básica e de políticas de saúde preventiva, bem como a regionalização dos serviços de saúde e a criação de um plano de carreira para os servidores da pasta. Um detalhe que aparece no plano do democrata está na retomada do 'Pró-Mulher', programa assistencial de saúde durante as quatro gestões de João Alves Filho como governador (1983 a 2006) e prefeito de Aracaju (2013 a 2016). A volta do programa seria para "levar a mensagem de prevenção ao câncer de colo do útero e outras doenças (realização de exames preventivos para o diagnosticado precoce do câncer), além de cuidados com o corpo". (Gabriel Damásio)