Candidatos se repetem em propostas para a Saúde

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Candidatos não apresentam propostas alternativas para melhorar a saúde dos sergipanos
Candidatos não apresentam propostas alternativas para melhorar a saúde dos sergipanos

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Publicada em 25/08/2018 às 21:18:00

 

Gabriel Damásio 
Poucas propostas novas 
foram apresentadas pe
los candidatos a governador de Sergipe para administrar uma das principais queixas e reclamações da população: a saúde pública. É o que consta nos planos de governo protocolados pelas nove chapas concorrentes junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), quando do registro de suas candidaturas. O JORNAL DO DIA consultou e comparou as propostas apresentadas e constatou que a grande maioria dos planos se repetem em itens como atenção básica, regionalização dos serviços e construção de novas unidades especializadas, como o Hospital do Câncer. 
Belivaldo - Candidato à reeleição, o governador Belivaldo Chagas (PSD) promete dar mais força e autonomia ao SUS e aos conselhos gestores, bem como aumentar o acesso aos serviços de atenção básica, especializada, ambulatorial e hospitalar. Entre as propostas de seu plano de governo, está a construção do Hospital do Câncer de Sergipe ("erguido em blocos por necessidade complementar a oferta atual") e implantar o Centro Especializado em Reabilitação (CER IV). Estas duas unidades chegaram a ter suas obras iniciadas pelo governo Jackson Barreto, mas paralisadas por falta de recursos ou divergências entre o Estado e as firmas contratadas.
Belivaldo também quer fortalecer a atenção as redes de atenção básica dos municípios, dar transparência às listas de espera do SUS, levar a Vigilância Sanitária e os serviços hospitalares disponíveis na capital para o interior, descentralizar os serviços de consultas e exames para o interior e implantar painéis eletrônicos de monitoramento e avaliação de indicadores de saúde. "É nosso papel ampliar a oferta de serviços e ações de modo a atender as necessidades de saúde, respeitando os princípios da integralidade, humanização e justiça social e as diversidades ambientais, sociais e sanitárias das regiões, buscando reduzir as mortes evitáveis e melhorando as condições de vida das pessoas", diz o documento. 
Outra proposta é criar uma política de controle de gastos do SUS, fiscalizando a aplicação das verbas e recursos garantindo o uso racional e eficiente dos recursos. "Devemos aprimorar a relação federativa no SUS, fortalecendo a gestão compartilhada nas Regiões de Saúde e com a revisão dos instrumentos de gestão, considerando as especificidades regionais e a concentração de responsabilidades dos municípios, estados e União, visando oferecer ao cidadão o cuidado integral", diz o programa de Chagas, que cita a criação de um Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde, a ser instalado na Secretaria de Estado da Saúde (SES) para concentrar e processar as informações estratégicas para gestão do SUS. 
Amorim - O candidato Eduardo Amorim (PSDB), que é médico, se propõe a enfrentar o que chamou de "descalabro atual na rede estadual de saúde, um quadro caótico de falta de transparência na gestão", referindo-se a problemas enfrentados na gestão de Jackson e Belivaldo. Mas, em seu programa de governo, apresenta algumas propostas semelhantes à do rival, inclusive a construção do CER IV e do Hospital do Câncer de Sergipe, em torno do qual seria montada uma Rede Estadual para prevenção diagnóstico e tratamento do câncer. 
O tucano cita a implantação de centrais de regulação regionais em todo o estado, "visando dar transparência à marcação de consultas e procedimentos especializados, os atendimentos de urgência e emergência e a gestação de alto risco, além da disponibilidade de leitos hospitalares para os internamentos nas clínicas básicas". Outra proposta de Amorim é fortalecer e ampliar a rede estadual de urgência e emergência, expandindo e reformando hospitais regionais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), reforçando os serviços de cardiologia, traumato-ortopedia e cirurgia vascular. 
É proposta ainda a implantação de Ambulatórios de Especialidades Médicas (AME's) em todo o estado, bem como a de um prontuário eletrônico em toda a rede, a de um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e a de Sistema Estadual de Captação e Transplantes de Órgãos.
O plano de governo fala também em reduzir a superlotação nas maternidades e hospitais pediátricos, criando o Hospital da Criança a partir da estrutura já existente na rede. Ainda pode ser criada uma "rede especializada de internação para tratamento de dependentes químicos em hospitais e através da parceria com instituições filantrópicas". Na atenção básica, é prevista uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) e o fortalecimento do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) "evitando internações, especialmente aquelas devidas às doenças diarreicas, respiratórias agudas e imunopreveníveis". 
Valadares - O plano de governo de Valadares Filho (PSB) prevê igualmente as criações ou implementações do Hospital do Câncer (mas através de cogestão com a iniciativa privada), das centrais regionais de regulação e de reformas no Samu, no Huse e nos hospitais regionais. Uma das propostas do candidato é "reestruturar centrais de regulação e protocolos, definindo diretrizes que atendam as três dimensões: de sistemas de saúde, da atenção à saúde, e do acesso à assistência". Ele se propõe a fazer as mesmas revisões de protocolos "para casos de urgência e emergência, bem como para as situações clínicas mais comuns e que mais geram encaminhamentos para especialista e exames de alta complexidade", e "do sistema de regulação de exames, consultas e procedimentos de alta complexidade, assim como os protocolos e critérios de transferência e competência de cada microrregião".
A medida de maior destaque do plano socialista é fazer uma "auditoria imediata" na Secretaria de Estado da Saúde e nas Fundações de Saúde, a fim de apurar irregularidades denunciadas, "com o apoio dos órgãos de controle e do Ministério Público". A repartição também ganharia extensões da Controladoria Geral do Estado (CGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), "a fim de agilizar processos, com transparência na gestão".
Valadares Filho fala ainda em construir um segundo Hospital Geral na Grande Aracaju, através de parceria público-privada, ampliando o atendimento hospitalar de baixa e média complexidade. Com isso, o Huse será destinado exclusivamente ao atendimento de alta complexidade e com destinação a pacientes regulados, de forma a retomar alguns procedimentos cirúrgicos, ampliar a estrutura física e de leitos. O candidato também fala em "ampliar a parceria com a rede de saúde privada para aumentar a oferta de serviços de atendimento, utilizando como referência a tabela do SUS, com transparência, fiscalização e controle social". A ideia também consta no programa de governo de Eduardo Amorim. 
Em seu eventual governo, o socialista fala ainda em ampliar a assistência a idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças crônicas, bem como "criar mutirões para realização de exames e de cirurgias eletivas, auxiliando as administrações municipais e zerando as filas de espera". A saúde da mulher também seria contemplada em um Programa de Assistência Integral que enfrentará problemas como mortalidade materna, aborto, gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis (DST). 

Poucas propostas novas  foram apresentadas pe los candidatos a governador de Sergipe para administrar uma das principais queixas e reclamações da população: a saúde pública. É o que consta nos planos de governo protocolados pelas nove chapas concorrentes junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), quando do registro de suas candidaturas. O JORNAL DO DIA consultou e comparou as propostas apresentadas e constatou que a grande maioria dos planos se repetem em itens como atenção básica, regionalização dos serviços e construção de novas unidades especializadas, como o Hospital do Câncer. 

Belivaldo - Candidato à reeleição, o governador Belivaldo Chagas (PSD) promete dar mais força e autonomia ao SUS e aos conselhos gestores, bem como aumentar o acesso aos serviços de atenção básica, especializada, ambulatorial e hospitalar. Entre as propostas de seu plano de governo, está a construção do Hospital do Câncer de Sergipe ("erguido em blocos por necessidade complementar a oferta atual") e implantar o Centro Especializado em Reabilitação (CER IV). Estas duas unidades chegaram a ter suas obras iniciadas pelo governo Jackson Barreto, mas paralisadas por falta de recursos ou divergências entre o Estado e as firmas contratadas.
Belivaldo também quer fortalecer a atenção as redes de atenção básica dos municípios, dar transparência às listas de espera do SUS, levar a Vigilância Sanitária e os serviços hospitalares disponíveis na capital para o interior, descentralizar os serviços de consultas e exames para o interior e implantar painéis eletrônicos de monitoramento e avaliação de indicadores de saúde. "É nosso papel ampliar a oferta de serviços e ações de modo a atender as necessidades de saúde, respeitando os princípios da integralidade, humanização e justiça social e as diversidades ambientais, sociais e sanitárias das regiões, buscando reduzir as mortes evitáveis e melhorando as condições de vida das pessoas", diz o documento. 
Outra proposta é criar uma política de controle de gastos do SUS, fiscalizando a aplicação das verbas e recursos garantindo o uso racional e eficiente dos recursos. "Devemos aprimorar a relação federativa no SUS, fortalecendo a gestão compartilhada nas Regiões de Saúde e com a revisão dos instrumentos de gestão, considerando as especificidades regionais e a concentração de responsabilidades dos municípios, estados e União, visando oferecer ao cidadão o cuidado integral", diz o programa de Chagas, que cita a criação de um Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde, a ser instalado na Secretaria de Estado da Saúde (SES) para concentrar e processar as informações estratégicas para gestão do SUS. 

Amorim - O candidato Eduardo Amorim (PSDB), que é médico, se propõe a enfrentar o que chamou de "descalabro atual na rede estadual de saúde, um quadro caótico de falta de transparência na gestão", referindo-se a problemas enfrentados na gestão de Jackson e Belivaldo. Mas, em seu programa de governo, apresenta algumas propostas semelhantes à do rival, inclusive a construção do CER IV e do Hospital do Câncer de Sergipe, em torno do qual seria montada uma Rede Estadual para prevenção diagnóstico e tratamento do câncer. 
O tucano cita a implantação de centrais de regulação regionais em todo o estado, "visando dar transparência à marcação de consultas e procedimentos especializados, os atendimentos de urgência e emergência e a gestação de alto risco, além da disponibilidade de leitos hospitalares para os internamentos nas clínicas básicas". Outra proposta de Amorim é fortalecer e ampliar a rede estadual de urgência e emergência, expandindo e reformando hospitais regionais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), reforçando os serviços de cardiologia, traumato-ortopedia e cirurgia vascular. É proposta ainda a implantação de Ambulatórios de Especialidades Médicas (AME's) em todo o estado, bem como a de um prontuário eletrônico em toda a rede, a de um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e a de Sistema Estadual de Captação e Transplantes de Órgãos.
O plano de governo fala também em reduzir a superlotação nas maternidades e hospitais pediátricos, criando o Hospital da Criança a partir da estrutura já existente na rede. Ainda pode ser criada uma "rede especializada de internação para tratamento de dependentes químicos em hospitais e através da parceria com instituições filantrópicas". Na atenção básica, é prevista uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) e o fortalecimento do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) "evitando internações, especialmente aquelas devidas às doenças diarreicas, respiratórias agudas e imunopreveníveis". 
Valadares - O plano de governo de Valadares Filho (PSB) prevê igualmente as criações ou implementações do Hospital do Câncer (mas através de cogestão com a iniciativa privada), das centrais regionais de regulação e de reformas no Samu, no Huse e nos hospitais regionais. Uma das propostas do candidato é "reestruturar centrais de regulação e protocolos, definindo diretrizes que atendam as três dimensões: de sistemas de saúde, da atenção à saúde, e do acesso à assistência". Ele se propõe a fazer as mesmas revisões de protocolos "para casos de urgência e emergência, bem como para as situações clínicas mais comuns e que mais geram encaminhamentos para especialista e exames de alta complexidade", e "do sistema de regulação de exames, consultas e procedimentos de alta complexidade, assim como os protocolos e critérios de transferência e competência de cada microrregião".
A medida de maior destaque do plano socialista é fazer uma "auditoria imediata" na Secretaria de Estado da Saúde e nas Fundações de Saúde, a fim de apurar irregularidades denunciadas, "com o apoio dos órgãos de controle e do Ministério Público". A repartição também ganharia extensões da Controladoria Geral do Estado (CGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), "a fim de agilizar processos, com transparência na gestão".
Valadares Filho fala ainda em construir um segundo Hospital Geral na Grande Aracaju, através de parceria público-privada, ampliando o atendimento hospitalar de baixa e média complexidade. Com isso, o Huse será destinado exclusivamente ao atendimento de alta complexidade e com destinação a pacientes regulados, de forma a retomar alguns procedimentos cirúrgicos, ampliar a estrutura física e de leitos. O candidato também fala em "ampliar a parceria com a rede de saúde privada para aumentar a oferta de serviços de atendimento, utilizando como referência a tabela do SUS, com transparência, fiscalização e controle social". A ideia também consta no programa de governo de Eduardo Amorim. 
Em seu eventual governo, o socialista fala ainda em ampliar a assistência a idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças crônicas, bem como "criar mutirões para realização de exames e de cirurgias eletivas, auxiliando as administrações municipais e zerando as filas de espera". A saúde da mulher também seria contemplada em um Programa de Assistência Integral que enfrentará problemas como mortalidade materna, aborto, gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis (DST).