Palavras ao vento

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Publicada em 25/08/2018 às 21:33:00

 

Os planos de governo apresen-
tados pelos candidatos com 
pretensões eleitorais ao executivo estadual não alimentam grande esperança de transformação na realidade dos sergipanos. As propostas são genéricas, pecam por falta de ambição. No fim das contas, os postulantes aos cargos públicos têm poucas ideias e as melhores intenções do mundo.
Mesmo em temas bastante sensíveis, as propostas são as de sempre. Os candidatos partem sempre de um diagnóstico que é público e notório, o da precariedade da assistência médica oferecida à população, por exemplo. E, a partir desse ponto, quase não avançam.
Belivando, Amorim e Valadares, os candidatos ao governo de Sergipe com maiores chances de serem eleitos, de acordo com todas as pesquisas, concordam que providências são necessárias. Mas as medidas elencadas para remediar o mal são estritamente burocráticas. Mesmo o compromisso de inaugurar o Hospital do Câncer, soa aos ouvidos do eleitor como mais uma promessa, um compromisso que pode ou não ser honrado, condicionado às circunstâncias.
Em matéria de saúde pública, o diagnóstico é o de menos. Complicado é fazer valer as prerrogativas do Sistema Único de Saúde. Todo mundo sabe que as faltas observadas na assistência básica interferem diretamente no cotidiano do Hospital de Urgência de Sergipe. Reduzido a mero pronto socorro, sobrecarregado com casos de pequena gravidade, o Huse acaba negligenciando os tratamentos de alta complexidade a que está originalmente destinado. O custo do SUS é estratosférico. Não será com palavras jogadas ao vento que o futuro governador vai desobstruir os corredores superlotados do maior hospital público de Sergipe.

Os planos de governo apresen- tados pelos candidatos com  pretensões eleitorais ao executivo estadual não alimentam grande esperança de transformação na realidade dos sergipanos. As propostas são genéricas, pecam por falta de ambição. No fim das contas, os postulantes aos cargos públicos têm poucas ideias e as melhores intenções do mundo.
Mesmo em temas bastante sensíveis, as propostas são as de sempre. Os candidatos partem sempre de um diagnóstico que é público e notório, o da precariedade da assistência médica oferecida à população, por exemplo. E, a partir desse ponto, quase não avançam.
Belivando, Amorim e Valadares, os candidatos ao governo de Sergipe com maiores chances de serem eleitos, de acordo com todas as pesquisas, concordam que providências são necessárias. Mas as medidas elencadas para remediar o mal são estritamente burocráticas. Mesmo o compromisso de inaugurar o Hospital do Câncer, soa aos ouvidos do eleitor como mais uma promessa, um compromisso que pode ou não ser honrado, condicionado às circunstâncias.
Em matéria de saúde pública, o diagnóstico é o de menos. Complicado é fazer valer as prerrogativas do Sistema Único de Saúde. Todo mundo sabe que as faltas observadas na assistência básica interferem diretamente no cotidiano do Hospital de Urgência de Sergipe. Reduzido a mero pronto socorro, sobrecarregado com casos de pequena gravidade, o Huse acaba negligenciando os tratamentos de alta complexidade a que está originalmente destinado. O custo do SUS é estratosférico. Não será com palavras jogadas ao vento que o futuro governador vai desobstruir os corredores superlotados do maior hospital público de Sergipe.