Os desiludidos do Forró Caju

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Agora a conversa é outra, muito diferente
Agora a conversa é outra, muito diferente

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Publicada em 28/08/2018 às 07:18:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Pobre de quem se fiou 
na palavra do prefei
to Edvaldo Nogueira e subiu ao palco do Forró Caju contando com o dinheiro acordado em contrato. Hoje, 90 dias depois da festa, os desiludidos do Forró Caju ainda reclamam pagamento. 
E ainda há quem se pergunte a razão de a sanfona não roncar em todas as esquinas de Sergipe, o ano inteiro. Estes não sabem, como os forrozeiros de caminhos empoeirados, o tanto de suor e lágrima necessário para fazer vingar um verso. Música boa é sempre motivo de alegria. Mas, a bem da verdade, uma canção como 'Tareco e mariola', de Petrúcio Amorim, não nasce nunca em berço de ouro.
Alegria de pobre dura pouco. Quando anunciou o Forró Caju 2018, o prefeito de Aracaju disse com todas as letras que tinha todos os recursos em caixa. Agora a conversa é outra. Segundo as fontes oficiais, o Ministério da Cultura não liberou a bufunfa. Moral da história: A Prefeitura de Aracaju deve e não nega. Mas só paga quando puder.
Até lá, o artista sergipano vai ter de pedir fiado na bodega, comer o pão que o diabo amassou. Não bastasse a penúria das oportunidades de animar o povo com o seu trabalho, ainda tem de suportar a indignidade de cobrar os seus tostões furados, em verdadeira via crucis. O seu pecado, no entanto, foi um só: os mais velhos ensinam que não é prudente contar com o ovo no fiofó da galinha.
É por essas e outras que Dona Eliene, a senhora minha mãe, estava coberta de razão. Antes de se afirmar artista nesta terra, um filho seu teria de passar por cima do seu cadáver. 

Pobre de quem se fiou  na palavra do prefei to Edvaldo Nogueira e subiu ao palco do Forró Caju contando com o dinheiro acordado em contrato. Hoje, 90 dias depois da festa, os desiludidos do Forró Caju ainda reclamam pagamento. 
E ainda há quem se pergunte a razão de a sanfona não roncar em todas as esquinas de Sergipe, o ano inteiro. Estes não sabem, como os forrozeiros de caminhos empoeirados, o tanto de suor e lágrima necessário para fazer vingar um verso. Música boa é sempre motivo de alegria. Mas, a bem da verdade, uma canção como 'Tareco e mariola', de Petrúcio Amorim, não nasce nunca em berço de ouro.
Alegria de pobre dura pouco. Quando anunciou o Forró Caju 2018, o prefeito de Aracaju disse com todas as letras que tinha todos os recursos em caixa. Agora a conversa é outra. Segundo as fontes oficiais, o Ministério da Cultura não liberou a bufunfa. Moral da história: A Prefeitura de Aracaju deve e não nega. Mas só paga quando puder.
Até lá, o artista sergipano vai ter de pedir fiado na bodega, comer o pão que o diabo amassou. Não bastasse a penúria das oportunidades de animar o povo com o seu trabalho, ainda tem de suportar a indignidade de cobrar os seus tostões furados, em verdadeira via crucis. O seu pecado, no entanto, foi um só: os mais velhos ensinam que não é prudente contar com o ovo no fiofó da galinha.
É por essas e outras que Dona Eliene, a senhora minha mãe, estava coberta de razão. Antes de se afirmar artista nesta terra, um filho seu teria de passar por cima do seu cadáver.