Brasil sem teto

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Publicada em 28/08/2018 às 07:58:00

 

No rastro da crise econômica, mi-
lhares de brasileiros estão per-
dendo o próprio teto. Somente nos últimos seis meses, os bancos tomaram um volume calculado em R$ 1, 48 bilhão dos proprietários de imóveis inadimplentes. 
A perda da casa própria é como um sonho virado em ruína. A inadimplência cresceu à medida que a crise elevou o desemprego e reduziu a capacidade financeira das famílias. Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado - incluindo as unidades que já estavam no estoque -, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio.
O dado é dos mais preocupantes e tende a agravar um quadro já dramático. O boom imobiliário observado Brasil afora, em passado que agora parece muito distante, quando as construtoras disputavam clientes até mesmo entre trabalhadores de baixa renda e o setor imobiliário teve um crescimento sem precedentes, está longe de ser uma realidade nos dias hoje. 
Segundo o levantamento mais recente, a capital sergipana, por exemplo, possui um déficit habitacional de 120 mil residências. Significa dizer que o bom momento experimentado pela economia brasileira no período anterior à crise, com melhor distribuição de renda e reflexos evidentes entre os sergipanos, não deu conta do problema.
Não é preciso explicar a razão de a casa própria estar entre os principais sonhos de consumo do trabalhador brasileiro. O desemprego em massa, mais as dificuldades recentes no acesso ao crédito, contudo, jogaram areia nos planos da maioria.

No rastro da crise econômica, mi- lhares de brasileiros estão per- dendo o próprio teto. Somente nos últimos seis meses, os bancos tomaram um volume calculado em R$ 1, 48 bilhão dos proprietários de imóveis inadimplentes. 
A perda da casa própria é como um sonho virado em ruína. A inadimplência cresceu à medida que a crise elevou o desemprego e reduziu a capacidade financeira das famílias. Atualmente, os cinco maiores bancos têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em imóveis à espera de um interessado - incluindo as unidades que já estavam no estoque -, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio.
O dado é dos mais preocupantes e tende a agravar um quadro já dramático. O boom imobiliário observado Brasil afora, em passado que agora parece muito distante, quando as construtoras disputavam clientes até mesmo entre trabalhadores de baixa renda e o setor imobiliário teve um crescimento sem precedentes, está longe de ser uma realidade nos dias hoje. 
Segundo o levantamento mais recente, a capital sergipana, por exemplo, possui um déficit habitacional de 120 mil residências. Significa dizer que o bom momento experimentado pela economia brasileira no período anterior à crise, com melhor distribuição de renda e reflexos evidentes entre os sergipanos, não deu conta do problema.
Não é preciso explicar a razão de a casa própria estar entre os principais sonhos de consumo do trabalhador brasileiro. O desemprego em massa, mais as dificuldades recentes no acesso ao crédito, contudo, jogaram areia nos planos da maioria.