Doutor malandro

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Publicada em 29/08/2018 às 07:54:00

 

Categorias profissionais são for
madas por gente de todo tipo. 
A natureza do trabalho realizado pelos profissionais médicos, no entanto, exige uma postura ética acima de qualquer suspeita. Para entregar a própria vida nas mãos de um completo estranho, o paciente enfermo precisa acreditar cegamente na capacidade e lisura do homem sob o jaleco. Nem por isso, contudo, a confiança depositada entre as quatro paredes de um consultório é honrada com o nobre exercício da medicina.
Operação da Polícia Civil de Sergipe desbaratou um esquema milionário, por meio do qual médicos e advogados se aproveitavam da dor alheia para fraudar o Sistema Único de Saúde. De acordo com as estimativas do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), o volume desviado pode chegar a R$ 800 mil.
A malandragem consistia em procurar, nas longas filas do Hospital de Urgência de Sergipe, pacientes em estado grave, que não poderiam prescindir de cirurgia. Depois de recolher os dados do suplicante, a quadrilha ingressava com ação judicial, reclamando o bloqueio imediato da verba necessária para a realização da cirurgia, calculada sempre em valor muito acima do praticado na rede pública e particular do Estado.
O esquema foi denunciado no início do ano pela Secretaria de Estado da Saúde, depois de a quadrilha ter ingressado com cerca de 250 ações judiciais no período de apenas um ano e meio, com 30 liminares deferidas. Cinco médicos foram pegos com a boca na botija. Podiam até ser chamados de doutor, no dia a dia dos consultórios, mas vão responder por estelionato qualificado.

Categorias profissionais são for madas por gente de todo tipo.  A natureza do trabalho realizado pelos profissionais médicos, no entanto, exige uma postura ética acima de qualquer suspeita. Para entregar a própria vida nas mãos de um completo estranho, o paciente enfermo precisa acreditar cegamente na capacidade e lisura do homem sob o jaleco. Nem por isso, contudo, a confiança depositada entre as quatro paredes de um consultório é honrada com o nobre exercício da medicina.
Operação da Polícia Civil de Sergipe desbaratou um esquema milionário, por meio do qual médicos e advogados se aproveitavam da dor alheia para fraudar o Sistema Único de Saúde. De acordo com as estimativas do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), o volume desviado pode chegar a R$ 800 mil.
A malandragem consistia em procurar, nas longas filas do Hospital de Urgência de Sergipe, pacientes em estado grave, que não poderiam prescindir de cirurgia. Depois de recolher os dados do suplicante, a quadrilha ingressava com ação judicial, reclamando o bloqueio imediato da verba necessária para a realização da cirurgia, calculada sempre em valor muito acima do praticado na rede pública e particular do Estado.
O esquema foi denunciado no início do ano pela Secretaria de Estado da Saúde, depois de a quadrilha ter ingressado com cerca de 250 ações judiciais no período de apenas um ano e meio, com 30 liminares deferidas. Cinco médicos foram pegos com a boca na botija. Podiam até ser chamados de doutor, no dia a dia dos consultórios, mas vão responder por estelionato qualificado.