Alegria Passa-e-Fica

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Publicada em 29/08/2018 às 23:00:00

 

* Antonio Passos
Uma ideia inusitada e bem realizada. Um poeta que assina apenas como Nildão escreveu um livro inteiro de poesias - talvez haicais (?) - tão somente misturando nomes de cidades brasileiras. O pequeno livro, "Alegria Passa-e-Fica" me alcançou trazido pelas mãos da companheira que o adquiriu não sei onde e o deixou quieto sobre a mesinha no centro da sala.
De uma só deitada na rede ao lado da mesinha me balancei nos poemas de Nildão e li o livro inteiro. Mas, de onde teria vindo tal inspiração? O autor mesmo o diz: "Descobri o mapa da mina quando avistei as 5.565 cidades brasileiras. Uau! Garimpei nomes, comparei sotaques, avancei fronteiras na busca frenética da cartografia poética do meu eu interior".
Uma vez compreendida a regra do jogo, mergulhei na leitura à procura de cidades minhas conterrâneas, sergipanas como eu. Nesse meu garimpo encontrei cinco delas que aqui cito seguindo a ordem de aparição no livro: Pedra Mole, Pedrinhas, Moita Bonita, Nossa Senhora do Socorro e Maruim.
Em todos os versos, o nome de cidade consta acompanhado de uma identificação, entre parênteses, quanto à localização estadual. Sem mais comentários vamos direto a um exemplo do sutil manuseio poético feito por Nildão:   
"Pedra (PE)
Pedrão (BA)
Pedrinhas (SE)
Pedregulho (SP)
Pedra Grande (RN)
Porção de Pedras (MA)"
Ao todo, o pequeno livro apresenta 90 conjuntos de versos nos moldes desses acima transcritos, dos quais apenas um não usa nomes de cidades reais brasileiras. Ao final, Nildão oferece contatos virtuais - nildao.com.br e newdao@ig.com.br - que poderão ajudar possíveis interessados a terem acesso ao livro. 
* Antonio Passos é jornalista.

* Antonio Passos

Uma ideia inusitada e bem realizada. Um poeta que assina apenas como Nildão escreveu um livro inteiro de poesias - talvez haicais (?) - tão somente misturando nomes de cidades brasileiras. O pequeno livro, "Alegria Passa-e-Fica" me alcançou trazido pelas mãos da companheira que o adquiriu não sei onde e o deixou quieto sobre a mesinha no centro da sala.
De uma só deitada na rede ao lado da mesinha me balancei nos poemas de Nildão e li o livro inteiro. Mas, de onde teria vindo tal inspiração? O autor mesmo o diz: "Descobri o mapa da mina quando avistei as 5.565 cidades brasileiras. Uau! Garimpei nomes, comparei sotaques, avancei fronteiras na busca frenética da cartografia poética do meu eu interior".
Uma vez compreendida a regra do jogo, mergulhei na leitura à procura de cidades minhas conterrâneas, sergipanas como eu. Nesse meu garimpo encontrei cinco delas que aqui cito seguindo a ordem de aparição no livro: Pedra Mole, Pedrinhas, Moita Bonita, Nossa Senhora do Socorro e Maruim.
Em todos os versos, o nome de cidade consta acompanhado de uma identificação, entre parênteses, quanto à localização estadual. Sem mais comentários vamos direto a um exemplo do sutil manuseio poético feito por Nildão:   
"Pedra (PE)Pedrão (BA)Pedrinhas (SE)Pedregulho (SP)Pedra Grande (RN)Porção de Pedras (MA)"
Ao todo, o pequeno livro apresenta 90 conjuntos de versos nos moldes desses acima transcritos, dos quais apenas um não usa nomes de cidades reais brasileiras. Ao final, Nildão oferece contatos virtuais - nildao.com.br e newdao@ig.com.br - que poderão ajudar possíveis interessados a terem acesso ao livro. 

* Antonio Passos é jornalista.