Latinidade à flor da pele

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Alegria de sobra, desde a primeira formação
Alegria de sobra, desde a primeira formação

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 31/08/2018 às 07:09:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Sim, nós somos latinos. 
Eis a verdade procla
mada com todas as letras, em alto e bom som, pela música de Mestre Madruguinha. Cumbia e reggaeton de ponta a ponta. Guitarras empapadas de Caribe, suor e cerveja.
O sentimento derramado é uma dádiva dos trópicos. Esta a procedência das queixas e lamúrias servindo de pretexto ao balanço crioulo das cinco faixas reunidas no EP homônimo, lançado há dois anos. A consciência do momento orienta o investimento lírico do registro, como a defender que, nas madrugadas, todo o tempo do mundo é agora.
Melhor é perceber que tal sentido de urgência transborda também na forma. Mesmo na instrumental 'Jam nº 1', de acento 'mezzo' psicodélico, o esteio percussivo pronuncia uma disposição recorrente para o instante. Desde 'Cumbia Madrugada', faixa de abertura assinada por Adão Alencar, até as 'Falsas Alegrias' de Vinícius Chuckro, importa afirmar as perdas e os ganhos à flor da pele.
Com nova formação, a banda segue sobrando. Se o guitarrista Alexandre Marreta dispensa apresentações (Cabedal, Please No!, A Banda dos Corações Partidos), a potência vocal de Everton Mesquita exala o frescor indispensável às boas novas. Edvan Aragão (bateria) e Alex Luthier (percussão), além dos já citados Adão (percussão) e Chuckro (baixo) completam o time, esbanjando competência.
Segundo um ditado popular, quem canta os males espanta. Pois a Mestre Madruguinha vai um pouco mais longe. Na transpiração dos corpos aproximados por obra e graça das maracas, a própria alegria em carne e osso.
Mestre Madruguinha no Aldeia Sesc de Artes:
Sexta-feira, 17 horas, na quadra do Conjunto João Alves.

Sim, nós somos latinos.  Eis a verdade procla mada com todas as letras, em alto e bom som, pela música de Mestre Madruguinha. Cumbia e reggaeton de ponta a ponta. Guitarras empapadas de Caribe, suor e cerveja.
O sentimento derramado é uma dádiva dos trópicos. Esta a procedência das queixas e lamúrias servindo de pretexto ao balanço crioulo das cinco faixas reunidas no EP homônimo, lançado há dois anos. A consciência do momento orienta o investimento lírico do registro, como a defender que, nas madrugadas, todo o tempo do mundo é agora.
Melhor é perceber que tal sentido de urgência transborda também na forma. Mesmo na instrumental 'Jam nº 1', de acento 'mezzo' psicodélico, o esteio percussivo pronuncia uma disposição recorrente para o instante. Desde 'Cumbia Madrugada', faixa de abertura assinada por Adão Alencar, até as 'Falsas Alegrias' de Vinícius Chuckro, importa afirmar as perdas e os ganhos à flor da pele.
Com nova formação, a banda segue sobrando. Se o guitarrista Alexandre Marreta dispensa apresentações (Cabedal, Please No!, A Banda dos Corações Partidos), a potência vocal de Everton Mesquita exala o frescor indispensável às boas novas. Edvan Aragão (bateria) e Alex Luthier (percussão), além dos já citados Adão (percussão) e Chuckro (baixo) completam o time, esbanjando competência.
Segundo um ditado popular, quem canta os males espanta. Pois a Mestre Madruguinha vai um pouco mais longe. Na transpiração dos corpos aproximados por obra e graça das maracas, a própria alegria em carne e osso.
Mestre Madruguinha no Aldeia Sesc de Artes:
Sexta-feira, 17 horas, na quadra do Conjunto João Alves.