A verdade pura e simples

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Publicada em 12/06/2012 às 11:18:00

 

Há pouco mais de um mês, o Hospital Cirurgia ameaçou fechar as portas e deixou a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), responsável pela administração do Hospital de Urgência de Sergipe, de orelha em pé. Levada a cabo, a ameaça sobrecarregaria ainda mais o atendimento no Huse, reforçando os contornos dramáticos da assistência médica no Estado. Os capítulos mais recentes dessa novela sem graça, entretanto, lançaram um cheiro de podre no ar. Após a suspensão dos repasses das secretarias de saúde do estado e de Aracaju (ver matéria nesta edição), o Cirurgia deixou de realizar 55 cirurgias, diariamente.
O pior é que notícia ruim sempre chega acompanhada. O Hospital e Maternidade Santa Isabel anunciou ontem a suspensão no atendimento à população. Todos os procedimentos cirúrgicos, consultas e agendamentos realizados pelo hospital estão suspensos. A justificativa é a mesma apresentada pela direção do Hospital de Cirurgia: o atraso no repasse de verbas por parte da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Nesse caso, a chantagem foi ainda mais longe. A direção do Santa Isabel alerta que no caso do repasse não ser normalizado imediatamente, o serviço oferecido pela maternidade e também a pediatria serão afetados.
Resumo da ópera: a população deve tomar todo o cuidado para não depender do Huse nos próximos dias. De acordo com o Índice de Desempenho do SUS (Idsus) a assistência médica oferecida em Sergipe está abaixo da média na avaliação dos usuários do Sistema, atrás dos vizinhos Bahia e Alagoas, além de Acre e Rio Grande do Norte.
O que já era ruim pode ficar ainda pior. Os gestores de saúde pública são os primeiros a admitir que, sem a retaguarda do Cirurgia, o atendimento no Huse corre o risco de entrar em colapso. No entanto, a verdade pura e simples é muito constrangedora para ser alardeada em alto e bom som. Se a administração pública tivesse feito o dever de casa, talvez não fosse preciso correr atrás do prejuízo.

Há pouco mais de um mês, o Hospital Cirurgia ameaçou fechar as portas e deixou a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), responsável pela administração do Hospital de Urgência de Sergipe, de orelha em pé. Levada a cabo, a ameaça sobrecarregaria ainda mais o atendimento no Huse, reforçando os contornos dramáticos da assistência médica no Estado. Os capítulos mais recentes dessa novela sem graça, entretanto, lançaram um cheiro de podre no ar. Após a suspensão dos repasses das secretarias de saúde do estado e de Aracaju (ver matéria nesta edição), o Cirurgia deixou de realizar 55 cirurgias, diariamente.O pior é que notícia ruim sempre chega acompanhada. O Hospital e Maternidade Santa Isabel anunciou ontem a suspensão no atendimento à população. Todos os procedimentos cirúrgicos, consultas e agendamentos realizados pelo hospital estão suspensos. A justificativa é a mesma apresentada pela direção do Hospital de Cirurgia: o atraso no repasse de verbas por parte da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Nesse caso, a chantagem foi ainda mais longe. A direção do Santa Isabel alerta que no caso do repasse não ser normalizado imediatamente, o serviço oferecido pela maternidade e também a pediatria serão afetados.Resumo da ópera: a população deve tomar todo o cuidado para não depender do Huse nos próximos dias. De acordo com o Índice de Desempenho do SUS (Idsus) a assistência médica oferecida em Sergipe está abaixo da média na avaliação dos usuários do Sistema, atrás dos vizinhos Bahia e Alagoas, além de Acre e Rio Grande do Norte.O que já era ruim pode ficar ainda pior. Os gestores de saúde pública são os primeiros a admitir que, sem a retaguarda do Cirurgia, o atendimento no Huse corre o risco de entrar em colapso. No entanto, a verdade pura e simples é muito constrangedora para ser alardeada em alto e bom som. Se a administração pública tivesse feito o dever de casa, talvez não fosse preciso correr atrás do prejuízo.