Política e Petrobras

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Publicada em 01/09/2018 às 08:07:00

 

Não foi por acaso que a greve dos 
caminhoneiros conquistou um 
apoio popular expressivo, apesar das consequências previsíveis nos bolsos já esvaziados dos brasileiros. A política de preços praticada pela Petrobras chegou às raias do insustentável. Um dia sim, o outro também, o combustível indispensável aos motores da combalida economia nacional sofria reajustes nas refinarias. Ninguém aguentava mais. Os caminhoneiros falaram então pelo povo: Basta!
Aparentemente, contudo, o governo federal não entendeu o contundente recado, pronunciado na forma de estradas interditadas, de norte a sul do País. A cabeça do presidente à frente da estatal foi posta a prêmio. Mas a política atacada pela greve foi mantida, intacta, sem mudar uma vírgula. Ontem, por exemplo, diesel e gasolina sofreram novo reajuste.
A repercussão do aumento anunciado provocou, mais uma vez, a manifestação da Petrobras, que fez questão de lembrar que os postos de gasolina e os distribuidores de combustível operam em contexto de mercado livre, cabendo aos empresários do setor considerar se é vantajoso repassar o aumento para o consumidor final. Convém sublinhar, no entanto, que esta liberdade é relativa. Se o comércio é desregulado, a estatal detém ainda o monopólio da produção de gasolina, diesel, GLP, asfalto e demais derivados de petróleo.
Mais do que a sua política de preços, a arbitrariedade implica em uma posição política. Basta lembrar que as tarifas fixadas por decisão do governo foram as que mais subiram ao longo dos últimos meses. O reajuste aprovado na tarifa de energia elétrica ao fim do ano passado, por exemplo, chegou ao percentual escandaloso de 43% sobre o valor da bandeira então praticada, muito acima da inflação. Falta tato. É também por medidas assim, inclementes, insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, que o governo Temer tem a pior taxa de aprovação já registrada na história.

Não foi por acaso que a greve dos  caminhoneiros conquistou um  apoio popular expressivo, apesar das consequências previsíveis nos bolsos já esvaziados dos brasileiros. A política de preços praticada pela Petrobras chegou às raias do insustentável. Um dia sim, o outro também, o combustível indispensável aos motores da combalida economia nacional sofria reajustes nas refinarias. Ninguém aguentava mais. Os caminhoneiros falaram então pelo povo: Basta!
Aparentemente, contudo, o governo federal não entendeu o contundente recado, pronunciado na forma de estradas interditadas, de norte a sul do País. A cabeça do presidente à frente da estatal foi posta a prêmio. Mas a política atacada pela greve foi mantida, intacta, sem mudar uma vírgula. Ontem, por exemplo, diesel e gasolina sofreram novo reajuste.
A repercussão do aumento anunciado provocou, mais uma vez, a manifestação da Petrobras, que fez questão de lembrar que os postos de gasolina e os distribuidores de combustível operam em contexto de mercado livre, cabendo aos empresários do setor considerar se é vantajoso repassar o aumento para o consumidor final. Convém sublinhar, no entanto, que esta liberdade é relativa. Se o comércio é desregulado, a estatal detém ainda o monopólio da produção de gasolina, diesel, GLP, asfalto e demais derivados de petróleo.
Mais do que a sua política de preços, a arbitrariedade implica em uma posição política. Basta lembrar que as tarifas fixadas por decisão do governo foram as que mais subiram ao longo dos últimos meses. O reajuste aprovado na tarifa de energia elétrica ao fim do ano passado, por exemplo, chegou ao percentual escandaloso de 43% sobre o valor da bandeira então praticada, muito acima da inflação. Falta tato. É também por medidas assim, inclementes, insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, que o governo Temer tem a pior taxa de aprovação já registrada na história.