Escola faz de conta

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Publicada em 03/09/2018 às 23:26:00

 

A cada dois anos, quando o índi
ce de Desenvolvimento de Edu
cação Básica (Ideb) é divulgado, gestores e profissionais da educação são obrigados a admitir a falência dos próprios esforços. Na ponta do lápis, os índices de aprendizagem insuficientes e a alta evasão escolar demonstram que os estudantes não encontram serventia para as lições no quadro negro e, muitas vezes, fora a merenda, não têm qualquer motivação para frequentar a sala de aula.
A escola no Brasil é um faz de conta. Os números provam e as razões para o óbice no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação, que via de regra acumulam mais de um emprego para garantir os vencimentos necessários à própria sobrevivência, à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública.
Não bastasse a precariedade do ensino, a formação de analfabetos funcionais, entretanto, há ainda as cadeiras vazias na sala de aula. O resultado tem precisão matemática: Ano passado, 15,5% dos alunos matriculados no 6º ano do ensino fundamental reprovaram ou abandonaram os estudos. No 1º ano do ensino médio, esse índice aumenta para 23,6%, ou seja, quase um estudante a cada quatro ou repete ou deixa a escola.
Nessa pisada, o Brasil logo se transformará num país de iletrados, onde a população não sabe escrever o próprio nome. Hoje, o longo caminho a ser percorrido até uma unidade de ensino já é trajeto desconhecido por milhões de jovens em idade escolar. A taxa de analfabetismo estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de escandalosos 7%. São 11,5 milhões de analfabetos. Entre todos os números que dão feição estatística à República das Bananas, uma realidade negada pela pompa e as formalidades do poder, a escolaridade dos brasileiros talvez seja o mais ultrajante.

A cada dois anos, quando o índi ce de Desenvolvimento de Edu cação Básica (Ideb) é divulgado, gestores e profissionais da educação são obrigados a admitir a falência dos próprios esforços. Na ponta do lápis, os índices de aprendizagem insuficientes e a alta evasão escolar demonstram que os estudantes não encontram serventia para as lições no quadro negro e, muitas vezes, fora a merenda, não têm qualquer motivação para frequentar a sala de aula.
A escola no Brasil é um faz de conta. Os números provam e as razões para o óbice no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação, que via de regra acumulam mais de um emprego para garantir os vencimentos necessários à própria sobrevivência, à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública.
Não bastasse a precariedade do ensino, a formação de analfabetos funcionais, entretanto, há ainda as cadeiras vazias na sala de aula. O resultado tem precisão matemática: Ano passado, 15,5% dos alunos matriculados no 6º ano do ensino fundamental reprovaram ou abandonaram os estudos. No 1º ano do ensino médio, esse índice aumenta para 23,6%, ou seja, quase um estudante a cada quatro ou repete ou deixa a escola.
Nessa pisada, o Brasil logo se transformará num país de iletrados, onde a população não sabe escrever o próprio nome. Hoje, o longo caminho a ser percorrido até uma unidade de ensino já é trajeto desconhecido por milhões de jovens em idade escolar. A taxa de analfabetismo estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de escandalosos 7%. São 11,5 milhões de analfabetos. Entre todos os números que dão feição estatística à República das Bananas, uma realidade negada pela pompa e as formalidades do poder, a escolaridade dos brasileiros talvez seja o mais ultrajante.